Archive for novembro, 2015

Mc 15,33-39 – A MORTE DE JESUS

segunda-feira, novembro 30th, 2015

A MORTE DE JESUS

(Mt 27, 45-54; Lc 23, 44-47; Jo 19, 28-30)

15,33 À hora sexta (nove da manha) até a hora nona (meio-dia),

houve escuridão sobre toda a terra.

34 Á hora nona, Jesus(77/80) deu um forte grito:

“Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”, que quer dizer:

“Meu Deus(29/30), meu Deus(30/30),

por que me abandonaste?”

35 Alguns dos que estavam aí junto, ouvindo isso, disseram:

“Vejam, ele está chamando Elias(8/9)!”

36 Alguém, correndo, encheu de vinagre uma esponja,

colocou-a na ponta de uma vara, e deu para Ele beber, dizendo:

“Deixem, vamos ver se Elias(9/9) vem tirá-lo da cruz!”

37 Então Jesus(78/80) lançou um forte grito, e expirou.

 

38 Nesse momento,

a cortina do santuário se rasgou de alto a baixo, em duas partes.

39 O oficial do exército, que estava bem na frente da cruz,

viu como Ele havia expirado, e disse:

“De fato, esse homem era mesmo FILHO DE DEUS(7/7)!”

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BP:* 33-41: No ápice do abandono, as situações imediatamente se invertem. A cortina do Templo, símbolo de um sistema econômico-político-religioso, se rasga: é a ruptura total entre o projeto de Jesus e a estrutura dos projetos deste mundo. A exclamação do oficial romano marca também outra ruptura: os pagãos que adoram os poderosos deste mundo começam a reconhecer que Jesus é o Filho de Deus. No momento do aparente fracasso total, o Evangelho de Marcos atinge o seu ponto culminante, desvendando definitivamente a identidade de Jesus. As mulheres que acompanharam Jesus desde a Galiléia, já podem voltar, pois o serviço a Jesus vai continuar.

Mc 15,29-32 – JESUS É ESCARNECIDO E INJURIADO NA CRUZ

segunda-feira, novembro 30th, 2015

JESUS É ESCARNECIDO E INJURIADO NA CRUZ

(Mt 27,39-44; Lc 23, 35-37)

15,29 As pessoas que passavam por aí o insultavam,

balançando a cabeça e dizendo:

“Ei! Você que ia destruir o Templo(10/10),

e reconstruí-lo em três dias,

30                   salve-se a si mesmo! Desça da cruz!”

31 Do mesmo modo, os chefes-dos-sacerdotes(14/14), (avrcierei/j)

junto  com os Doutores-da-Lei(21/21),

zombavam dele dizendo:

“a outros ele salvou… A si mesmo não pode salvar!

32           Que o MESSIAS(7/7), o REI-DE-ISRAEL(6/6)…

Desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!”

Os que foram crucificados com Ele também o insultavam.

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BP:* 21-32: Jesus está completamente só. Seu corpo poderoso é reduzido à fraqueza extrema. Contudo, ele até o fim permanece consciente da sua entrega, e recusa a bebida entorpecente. A inscrição, com o motivo da sentença, inaugura na história o tempo da realeza que não oprime, mas que dá a própria vida. As caçoadas revelam a verdadeira identidade de Jesus: ele é o novo Templo e o Messias-Rei que não age em vista de seus próprios interesses.

Mc 15,24-28 – A CRUCIFIXÃO

segunda-feira, novembro 30th, 2015

A CRUCIFIXÃO

(Mt 27,34-38; Lc 23, 33-34; Jo 19, 18-24)

 

24 Eles o crucificaram, e repartiram as roupas dele,

fazendo um sorteio, para ver a parte de cada um. (Sl 22,19)

25 Era a terceira hora quando o crucificaram.

26 E aí estava uma inscrição,

com o motivo da condenação:

O REI DOS JUDEUS(5/6).”

27 Com ele crucificaram dois bandidos,

um à direita e outro à esquerda.

28                    (Desse modo cumpriu-se a Escritura que diz:

“Ele foi incluído entre os malfeitores.”) (Is 53,12)

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BP:* 21-32: Jesus está completamente só. Seu corpo poderoso é reduzido à fraqueza extrema. Contudo, ele até o fim permanece consciente da sua entrega, e recusa a bebida entorpecente. A inscrição, com o motivo da sentença, inaugura na história o tempo da realeza que não oprime, mas que dá a própria vida. As caçoadas revelam a verdadeira identidade de Jesus: ele é o novo Templo e o Messias-Rei que não age em vista de seus próprios interesses.

Mc 15,21-23 – SIMÃO CIRINEU

segunda-feira, novembro 30th, 2015

O CAMINHO DA CRUZ

(Mt 27,32-33; Lc 23, 26; Jo 19, 17)

 

15,21 Passava por aí um homem, chamado Simão Cireneu,

pai de Alexandre e Rufo.

Ele voltava do campo para a cidade.

Então os soldados obrigaram Simão a carregar a sua cruz.

22 Levaram-no para o lugar chamado Gólgota,

que quer dizer “lugar da Caveira”.

23 Deram-lhe vinho misturado com mirra,

mas Ele não tomou.

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BP:* 21-32: Jesus está completamente só. Seu corpo poderoso é reduzido à fraqueza extrema. Contudo, ele até o fim permanece consciente da sua entrega, e recusa a bebida entorpecente. A inscrição, com o motivo da sentença, inaugura na história o tempo da realeza que não oprime, mas que dá a própria vida. As caçoadas revelam a verdadeira identidade de Jesus: ele é o novo Templo e o Messias-Rei que não age em vista de seus próprios interesses.

Mc 15,16-20 – A ZOMBARIA DOS SOLDADOS

segunda-feira, novembro 30th, 2015

A COROAÇÃO DE ESPINHOS

A ZOMBARIA DOS SOLDADOS

(Mt 27,27-31; Jo 19, 1-3)

15,16 Então os soldados o levaram para o pátio,

dentro do palácio do governador,

e convocaram toda a tropa.

17     Vestiram-no com um manto vermelho,

teceram uma coroa de espinhos

e lha puseram na cabeça.

 

18 E começaram a cumprimentá-lo:

“Salve, REI DOS JUDEUS(4/6)!”

19 E batiam-lhe na cabeça com uma vara.

Cuspiam nele e,

dobrando os joelhos, (proskune,w)

prestavam-lhe homenagem.

20 E zombando dele,

tiraram-lhe o manto vermelho,

o vestiram com as próprias roupas dele,

e o levaram para fora,

a fim de o crucificarem.

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BP:* 16-20: Os soldados revestem Jesus com todos os sinais do poder (púrpura, coroa, adoração). Mas, somente despojado desse poder («vestiram-no de novo com as próprias vestes dele») e fora do sistema defendido por esse poder («e o levaram para fora»), é que o Rei poderá dar a própria vida para salvar o seu povo.

Mc 15,1-15 – JESUS DIANTE DE PILATOS

segunda-feira, novembro 30th, 2015

MARCOS CAP. 15

JESUS OU BARRABÁS?

JESUS DIANTE DE PILATOS – O PODERIO ROMANO

(Mt 27,1-2. 11-26; Lc 22,66; 23,1-5. 13-25; Jo 18,28-19,16a)

 

15,1 E logo(euvqu.j)(42/42) de manhã,

os chefes-dos-sacerdotes(10/14), (avrcierei/j)

com os anciãos(5/5),

os Doutores-da-Lei(20/21)

e todo o Sinédrio, fizeram um Conselho.

Amarraram Jesus(74/80), o levaram e entregaram a Pilatos (Pila,tw|).

2 Pilatos (Pila/toj)  o interrogou:

“Tu és o REI DOS JUDEUS(1/6)?”

Respondeu: “É você que está dizendo isso.”

3 E os chefes-dos-sacerdotes(11/14) (avrcierei/j)

faziam muitas acusações contra Ele.

4 Pilatos (Pila/toj) o interrogou de novo(25/27):

“Nada tens a responder?

Vê de quanta coisa te acusam!”

5 Mas Jesus(75/80) não respondeu mais nada,

e Pilatos (Pila/ton) ficou impressionado.

6 Na festa da Páscoa,

era costume soltar o prisioneiro que eles pedissem.

7 Agora, um homem chamado Barrabás

estava preso junto com os rebeldes,

que tinham cometido um assassinato na revolta.

8 A MULTIDÃO (o;cloj)(38/40) subiu,

e começou a pedir que lhes fizesse como costumava.

9 Pilatos (Pila/toj) perguntou:

“Vocês querem que eu solte o REI DOS JUDEUS(2/6)?”

10 Ele bem sabia que os chefes-dos-sacerdotes(12/14) (avrcierei/j)

haviam entregado Ele por inveja.

 

11 Porém os chefes-dos-sacerdotes(13/14) (avrcierei/j)

atiçaram a MULTIDÃO (o;clon)(39/40)

para que lhes soltasse Barrabás.

12 Pilatos (Pila/toj) perguntou de novo(26/27):

“O que farei então com Ele

que vocês chamam de REI DOS JUDEUS(3/6)?”

13 Mas eles gritaram de novo(27/27): “Crucifique!”

14 Pilatos (Pila/toj) perguntou: “Mas, que mal fez ele?”

Eles, porém, gritaram com mais força: “Crucifique!”

15 Pilatos (Pila/toj) queria agradar à MULTIDÃO (o;clw)(40/40).

Soltou Barrabás,

mandou flagelar Jesus(76/80)

e o entregou para ser crucificado.

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BP:

* 15,1-15: Sob a dominação romana, o Sinédrio podia condenar à morte, mas não podia executar a sentença. Por isso, Jesus é entregue ao governador romano, sob a falsa acusação de ser subversivo político que pretende retomar o reino judaico contra a dominação romana. O processo diante de Pilatos é também uma grande farsa dominada pelos interesses de ambas as autoridades.

Jesus ou Barrabás? Pilatos prefere Jesus, porque não o vê como perigo para a autoridade romana; além disso, desconhece o alcance do projeto de Jesus. As autoridades dos judeus sabem muito bem que Jesus é mais perigoso para a estrutura interna do país do que Barrabás (zelota). A multidão fica do lado das suas autoridades, porque depende delas e porque agora estão enfrentando a autoridade estrangeira.

Pressionado, Pilatos defende seu próprio prestígio e entrega Jesus à multidão. Barrabás torna-se uma peça no jogo de interesses entre as duas autoridades; Jesus não participa da farsa e é condenado. Se ele fosse solto estaria negando todo o seu projeto.

PILATOS

Pôncio Pilatos governou, como procurador romano ou prefeito, a Samaria-Judeia de 26 a 36 d.C. Foi deposto por Vitélio, responsável pela província romana da Síria, que enviou Pilatos ao imperador Tibério para ser julgado por suas atitudes violentas contra um grupo de samaritanos que ele mandara massacrar no monte Garizim.

Mc 14,66-72 – NEGAÇÕES DE PEDRO

segunda-feira, novembro 30th, 2015

NEGAÇÕES DE PEDRO

(Mt 26,69-75; Lc 22, 56-62; Jo 18, 15-18.25-27)

 

14,66 Pedro estava embaixo, no pátio.

Chegou então uma criada do sumo-sacerdote(8/8), (avrciere,wj)

67 e quando viu Pedro se esquentando,

olhou bem para ele, e disse:

“Você também estava com Jesus(72/80) Nazareno(3/4)!”

68 Mas Pedro negou:

“Não sei, nem compreendo o que você diz!”

E o galo cantou.

69 A criada viu Pedro, e, de novo(22/27) começou a dizer

aos que estavam perto: “Esse aí é um deles!”

70 Mas Pedro negou de novo(23/27).

Pouco depois (meta), os que estavam junto diziam de novo(24/27)

a Pedro:

“É claro que você é um deles,

pois você é da Galiléia.”

71 Então Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo:

“Nem conheço esse homem de quem vocês estão falando!”

72 E logo(euvqu.j)(41/42), o galo cantou pela segunda vez.

Pedro se lembrou de que Jesus(73/80) lhe havia dito:

“Antes que o galo cante duas vezes,

você me negará três vezes.”

Então Pedro começou a chorar.

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BP:* 66-72: Enquanto Jesus fala corajosamente diante das autoridades, Pedro não é capaz de vigiar, e cai na tentação de abandonar o seguimento de Jesus, negando-o covardemente diante de pessoas simples.

Mc 14,53-65 – JESUS DIANTE DAS AUTORIDADES JUDAICAS

segunda-feira, novembro 30th, 2015

JESUS DIANTE DAS AUTORIDADES JUDAICAS

O SINÉDRIO

(Mt 26,57-68; Lc 22, 54s. 63-71; Jo 18 13s. 19-24)

14,53 Então eles levaram Jesus(68/80)

à casa do sumo-sacerdote(3/8).(avrciere,a)

E se reuniram todos os chefes-dos -sacerdotes(8/14), (avrcierei/j)

os anciãos(4/5) (presbu,teroi)

e  os Doutores-da-Lei(19/21). (grammatei/j)

54  Pedro o seguiu de longe,

e entrou no pátio da casa do sumo-sacerdote(4/8). (avrciere,wj)

Sentou-se junto com os guardas, e se esquentava junto ao fogo.

55 Ora, os chefes-dos-sacerdotes(9/14) (avrcierei/j)

e todo o Sinédrio (sune,drion)

procuravam algum testemunho contra Jesus(69/80),

a fim de o condenar à morte.

E nada encontraram,

56 porque muitos testemunhavam falsamente contra Ele,

mas os testemunhos deles não estavam de acordo.

57 Alguns se levantaram e testemunharam falsamente contra Ele,

58 dizendo: “Nós o ouvimos dizer:

‘Vou destruir esse templo(9/10) feito por homens,

e em três dias construirei um outro,

que não será feito pelos homens!’”

59 Mas, nem mesmo assim o testemunho deles estava de acordo.

60      Então o sumo-sacerdote(5/8) (avrciereu.j)

levantou-se e, no meio de todos, interrogou a Jesus(70/80):

“Nada tens a responder aos que testemunham contra ti?”

14,61 Mas continuou calado, e nada respondeu.

O sumo-sacerdote(6/8) (avrciereu.j)

o interrogou de novo(21/27):

“És tu o MESSIAS(6/7),

o FILHO DO (DEUS(6/7)) BENDITO?”

62 Jesus(71/80) respondeu:

“Eu sou(1/3). (evgw, eivmi)

E vocês verão o FILHO DO HOMEM(14/14)

sentado à direita do Todo-poderoso,

e vindo sobre as nuvens do céu (firmamento).”

 

63 Então o sumo-sacerdote(7/8) (avrciereu.j)

rasgou as próprias vestes, e disse:

“Que necessidade temos ainda de testemunhas?

64    Vocês ouviram a blasfêmia! O que parece a vocês?”

Então todos eles decretaram que Ele era réu de morte.

65      Então alguns começaram a cuspir nele.

Cobriram o rosto dele e o esbofeteavam, dizendo:

“Faze uma profecia!”

E os guardas lhe davam bofetadas.

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BP:* 53-65: Para as autoridades, Jesus é réu, e elas já tinham decretado a morte dele. Agora, montam um processo teatral e falso para justificar tal decreto. Jesus não se defende, porque as acusações realmente não o culpam de nada. No projeto de Deus, as coisas se invertem: este homem, condenado por uma sociedade injusta, é o Messias, o Filho de Deus, que inaugura a sociedade justa do Reino de Deus. Por isso, de réu ele passa a ser juiz (o Filho do Homem: cf. Dn 7,13), que condena o sistema causador de sua morte. As duas forças que se chocam são inconciliáveis, e o rompimento é inevitável (rasgar as vestes).

 

Mc 14,51-52 – UM JOVEM COM LENÇOL

segunda-feira, novembro 30th, 2015

UM JOVEM COM LENÇOL

PREVISÃO DA RESSURREIÇÃO

(Só Marcos conta)

51     Um jovem, (Cf.: 16,5) vestido só com um lençol(1/4),   (Cf.:15,46)

O seguia, e eles o prenderam.

52                       Mas o jovem largou o lençol(2/4), e fugiu nu.

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Amos 2,12 No entantovocês embriagaram os homens consagrados

taparam a boca dos profetas.

13 Pois eu vou abrir o chão debaixo de vocês, como abre o chão uma carroça carregada de feixes.

14 O mais veloz não conseguirá fugir,

força do valente de nada lhe valerá;

forte não escapará da morte,

15  arqueiro não ficará de ,

ligeiro das pernas não escapará,

nem mesmo o cavaleiro salvará a própria vida;

16 o mais corajoso dos guerreiros fugirá nu nesse dia! - oráculo de Javé.

 

 

Mc 14,43-50 – JESUS É PRESO E ABANDONADO

segunda-feira, novembro 30th, 2015

JESUS É PRESO E ABANDONADO

(Mt 26,47-56; Lc 22, 47-53; Jo 18,2-11)

14,43 E logo(euvqu.j)(39/42), enquanto ainda falava,

chegou Judas, um dos Doze(11/11),

com uma MULTIDÃO (o;cloj)(37/40) armada de espadas e paus.

Iam da parte dos chefes-dos-sacerdotes(7/14),(avrciere,wn)

dos Doutores-da-Lei(18/21)

e dos anciãos(3/5).

44 O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:

“É aquele que eu beijar.

Prendam, e levem bem guardado.”

14,45 Judas logo(euvqu.j)(40/42) se aproximou, dizendo:

RABÍ(4/4) (r`abbi,)!”

E o beijou.

46 Então eles lançaram as mãos sobre Ele, e o prenderam.

47 Mas um dos presentes puxou a espada,

e feriu o empregado do sumo-sacerdote(2/8), (avrciere,wj)

cortando-lhe a orelha.

48 Jesus(67/80) perguntou:

“Vocês saíram com espadas e paus para me prender,

como se eu fosse um bandido?

49                Todos os dias eu estava com vocês no Templo(8/10),

ensinando (dida,skwn) (20/20), e vocês não me prenderam.

Mas, isso é para se cumprirem as Escrituras. (grafh)”

50     Então todos fugiram, abandonando-o.

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BP:* 43-52: Um dos discípulos se alia ao poder repressivo das autoridades e trai Jesus com um gesto de amizade. Um dos presentes tenta defender Jesus com as mesmas armas dos opressores. Por fim, todos fogem e Jesus fica sozinho e preso. Aquele que realiza o projeto de Deus e atrai o povo é considerado pelos poderosos como bandido perigoso. Mas eles não têm coragem de prendê-lo à luz do dia.

 

De  quantos  espadins  estavam  munidos  os  apóstolos?

De  dois,  conforme  Lc  22,38:  “Disseram  eles:  Senhor,  eis  aqui  duas  espadas”.

 

Quem  fez  uso  do  espadim?  e  qual  orelha  cortou? João  18,10  o  diz,  foi  Pedro.  Mc,  Mt  e  Lc  omitem  deliberadamente  o  nome  do autor  desse  gesto  inconsiderado  e  tão  contrário  aos  ensinamentos  de  Jesus;  é  que Pedro  ainda  vivia.  João  escreveu  uns  30  anos  depois  do  martírio  de  Pedro,  quando não  havia  o  receio  de  qualquer  constrangimento.  A  orelha  decepada  foi  a  direita, segundo  Lc  22,50.