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O SONHO DE JESUS

domingo, julho 17th, 2016

** veja mais sobre O REINO DE DEUS

O SONHO DE JESUS:

VER O REINO DE DEUS ACONTECER

Justino Martínez Pérez

 

Queremos mergulhar nos Evangelhos e contar a “nossa” história com Jesus. Uma história que nos envolve, nos cativa e atinge em primeira pessoa singular ou plural, Eu, Nós, Comunidade.

 Caminhar pelas estradas do Reino

 É um tempo difícil. João foi preso. Jesus o sabe e faz questão de ir para a Galiléia. Segundo alguns se retira, mas parece que se retira coisa nenhuma. Jesus, Ungido pelo Espírito no Batismo, proclama com força: “O tempo cumpriu-se e o Reino de Deus está chegando. Mudem de vida e acreditem no Evangelho!” E começa a chamar pessoas, colaboradoras, para acompanhá-lo: Vinde em meu seguimento! (Mc: 1,14-20).

Vinde! é o convite direto, e a resposta é imediata: deixam tudo para serem “pescadores” de gente! O Reino exige uma opção radical, urgente, forte… Quem escuta e acolhe essa Boa Notícia começa a caminhar pelas estradas do Reino!

 As parábolas são histórias de vida

Jesus falou, fundamentalmente, de uma coisa só: do Reino de Deus! E para isso usou mil comparações e parábolas para se fazer entender. Jesus começa dizendo: “A que podemos comparar o Reino de Deus?” Outras vezes começa assim: “O Reino de Deus é semelhante a ….” É o início de uma estória aparentemente ingênua, mas que leva no bojo muita provocação e surpresa.

Como os mestres da época, Jesus contou muitas parábolas. São histórias ou comparações que partem sempre da vida do povo. De situações concretas e que, às vezes, são indicadas no relato: O Reino de Deus é como uma mulher que bota fermento e faz mudar tudo. Ou como o semeador… Como um pai de família… que distribui a herança com o filho caçula. Ou com um pai que manda o filho maior trabalhar na vinha… Logo manda o filho caçula…

As parábolas de Jesus são histórias colhidas na vida do povo. Essas histórias apontam para a virada que o Reino de Deus inicia na sociedade e as atitudes necessárias para tomar parte Nele. São uma reviravolta dos valores da sociedade: “Quem quer ser o primeiro, seja o último”. Todo o mundo quer aparecer e Jesus diz : “Vai ocupar o último lugar. O maior, seja servidor”.

“Na hora de convidar não convide os ricos, os amigos… Comece por quem não tem nada: os pobres, os pequenos”. Essas histórias eram fogo no capim seco!

Até as crianças pegam na hora, como vimos aquele dia contando a parábola dos dois filhos. Um disse que ia trabalhar e não foi. O segundo disse que não queria ir, mas logo mudou de idéia e foi? Quem cumpriu a vontade do pai? E elas, as crianças, logo responderam na hora: “O segundo! O segundo!” As parábolas vão diretas ao alvo. Só não entende quem não quer ouvir ou enxergar.

 Parábola: verdade com arte e humor

Vamos ver o profundo valor que encerram as parábolas com uma antiga história contada pelos rabinos: “Certa vez, a Verdade andava visitando os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu nome. Todos que a viam, viravam-lhe as costas, de medo ou de vergonha. Ninguém lhe dava boas-vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da terra, rejeitada e desprezada. Uma tarde, ela encontrou a Parábola que passeava alegremente num traje belo, e muito colorido. – Verdade, por que estás tão triste e abatida? Perguntou a Parábola. – Porque sou tão velha e feia que as pessoas me evitam. Replicou a Verdade. – Que disparate, riu a Parábola. Não é por isso que as pessoas te evitam. Toma, veste algumas de minhas roupas, e vê o que acontece.

Então, a Verdade revestiu-se com algumas das lindas vestes da Parábola, e de repente, por toda parte onde passava, era bem-vinda e acolhida”.

 Canteiro de parábolas

As parábolas dos Evangelhos são mais de oitenta! Difícil falar de todas elas. Aos poucos você vai encontrar e curtir essa palavra que liberta e faz cantar! Apresentamos três canteiros.

No Evangelho de Marcos você encontra no capítulo 4. Em Mateus, no capítulo 13 encontramos nada menos que sete parábolas! Confira também no capítulo 25 e ainda aparecem outras espalhadas por cá e por lá. Em Lucas, encontramos várias parábolas no capítulo 13 e três lindas parábolas sobre o atuar surpreendente e misericordioso de Deus no capítulo 15. A partir daí você vai curtir esse método original de ensinar de Jesus para viver acordado e direcionado totalmente para o Reino de Deus e dos pobres!

 As parábolas revelam o sonho de Jesus e o coração de Deus

As parábolas revelam o caráter dinâmico do Reino que Jesus anuncia. O Reino é uma realidade em ação. O Reino é algo que está se fazendo, a caminho. O Reino é uma aventura na qual somos convidados a entrar.

Os estudiosos da Bíblia afirmam que as Parábolas de Jesus representam um dos núcleos ou eixos mais importantes da tradição evangélica, pois, aí encontramos o conteúdo da tradição mais antiga que remonta até Jesus. As Parábolas são o jeito pessoal que Jesus de Nazaré usou para realizar sua missão de Revelador do Pai, de Evangelizador do Reino, e de Libertador dos Pobres.

Importante é saborear o texto e levar logo à prática: Ler, entender e viver! Essa é a aventura da leitura da Bíblia! Esse é objetivo direto do jeito evangelizador de Jesus. Ajudar a entender a lógica nova e libertadora do Reino de Deus e a viver conforme o projeto de Deus, segundo o sonho de Jesus. Não fique grudado/a só àquelas palavras que não entendeu! Saliente o que você entendeu e gostou! Isso já é um presente de Deus e alegria do coração.

Algumas pessoas, ontem e ainda hoje, se perguntam por que Jesus falava em parábolas. E Jesus diz às claras: “Para vocês foi dado a conhecer o mistério do Reino de Deus” (Mc 4,11; Mt 13,35). Deus quer revelar a vocês o seu coração. Esse é meu sonho também, conclui Jesus: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi de teu agrado”  (Lc 11,21). Esse é o presente que Jesus nos faz com as parábolas: revelar o coração do Pai!

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Fonte : CEBI ( Centro de Estudos Bíblcos )

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Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

REINO DE DEUS – PAGOLA

quinta-feira, julho 14th, 2016

** veja mais sobre O REINO DE DEUS

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VENHA A NÓS O TEU REINO-Pagola - pdf

 

 

“VENHA A NÓS O TEU REINO”

JOSÉ ANTIONO PAGOLA*

Para Jesus, a vinda do REINO DE DEUS é tudo:

- é o núcleo central de sua mensagem,

- a convicção mais profunda,

- o objetivo de toda sua atuação,

- a paixão de sua vida.

Não é de estranhar que, ao ensinar a seus discípulos a rezar, brote-lhe este desejo do fundo do seu ser: “Pai, venha o teu Reino”. Esta terminologia monárquica pode parecer-nos hoje um pouco estranha. Podemos talvez até entendê-la mal. Mas, se quisermos entender o Pai-nosso, devemos aprofundar-nos nesta expressão.

1. EVITAR IDEIAS ERRÔNEAS

a)  Não devemos identificar O REINO DE DEUS com o CÉU, lugar de recompensa e gozo com Deus. Jesus não está pensando num Reinado de Deus que se realiza na outra vida, além da morte. O Reinado de Deus é algo que está em marcha e acontece agora. É certo que a plenitude do Reino se dará no final, mas o crescimento do Reino de Deus, a acolhida, a entrada no Reino devem acontecer agora. Por isso, ao dizer “venha a nós o teu Reino” não estamos pedindo para ir ao céu. Estamos almejando que o Reino de Deus se torne realidade em nós, que chegue sua justiça, que se imponha no mundo seu Senhorio.

b)  Também não devemos entender o Reino de Deus como algo interior que se realiza por meio da graça na alma dos crentes, mas como um processo destinado a transformar a vida inteira. (Lc 17,21“O Reino de Deus já está entre vós”)[1] Naturalmente, a conversão ao Reino de Deus implica uma vida inteira, mas o chamado a “entrar no Reino” não é um convite para intensificar a vida espiritual, mas para tomar uma decisão que compromete toda a pessoa. Por isso, quando dizemos “venha a nós o teu Reino” não pedimos que Deus reine interiormente nos corações, mas que transforme a realidade inteira do mundo e a vida material, espiritual e social dos seres humanos, para que seja mais conforme com os desígnios de Deus nosso Pai. [2]

c) Também não devemos confundir o Reino de Deus com a Igreja, como se o Reino de Deus só se realiza dentro da instituição eclesiástica e crescesse e se desenvolvesse na medida em que esta cresce e se desenvolve. A Igreja está a serviço do Reino de Deus e trata de anunciá-lo e promovê-lo, pois é “sacramento” ou sinal da presença de Deus entre os seres humanos, inaugurada por Cristo e em Cristo. Mas o Reino de Deus não se identifica com as fronteiras da Igreja visível; Deus reina onde reina seu amor e sua justiça. Por isso, quando dizemos “venha a nós o teu Reino”, não pedimos que cresça e se estenda a Igreja, mas que o Reino de Deus chegue ao mundo inteiro e também a Igreja.

2. A UTOPIA DO REINO DE DEUS

     Quando se organizou em Israel a monarquia, nem por isso Deus deixou de ser o soberano do povo, o autêntico Rei de Israel. Por isso Ele era aclamado com hinos como este:

“A ti, Javé, pertencem a grandeza, o poder, o esplendor, a majestade e a glória, pois tudo o que existe no céu e na terra pertence a ti. Teu é o Reino, e a ti cabe elevar-se como soberano acima de tudo. A riqueza e a glória vêm de ti. E tu governas todas as coisas. Em tua mão está a força e o vigor. Em tua mão está o poder de engrandecer e fortificar todas as coisas.” (1Cr 29,11-12) Os reis de Israel estavam subordinados a Deus e deviam cumprir sua vontade.

Por isso não é de estranhar que, ao comprovar que os reis também não atuavam com justiça e bondade, despertasse no povo a esperança de que Deus mesmo enviaria, um dia, seu “Ungido”, ou Messias [3] descendente de Davi, para que instaurasse o verdadeiro “Reinado de Deus”, tornando realidade uma utopia tão antiga como o coração humano: o desaparecimento

  • do mal,
  • da injustiça, e da opressão,
  • da dor e da morte.

Reino de Deus trará consigo

  • a verdadeira justiça e a paz,
  • a salvação e a felicidade.

Então desaparecerão

  • o pecado e
  • as injustiças

e se promoverá

  • a libertação e
  • a dignidade de todos.

É o que anuncia o Livro da consolação  da profecia de Isaías

Como são belos sobre os montes

             os pés do mensageiro que anuncia a paz,

             que traz a boa notícia,

             que anuncia a salvação,

             que diz a Sião: «Seu Deus reina».” (Is 52,7)

O Reino de Deus é, sobretudo, uma boa notícia para os pobres e os maltratados injustamente.  Deus não pode reinar, a não ser fazendo justiça àqueles a quem ninguém a faz, nem sequer os reis da terra. Só Deus pode garantir a defesa dos fracos: “Nesse dia,

  • os surdos ouvirão as palavras do livro; e
  • os olhos do cego, libertos da escuridão e das trevas, tornarão a ver.
  • Os pobres voltarão a se alegrar com Javé, e
  • os indigentes da terra ficarão felizes com o Santo de Israel.

Pois não haverá mais ditador, e aquele que zombava de todos desaparecerá; e todos os que tramam o mal serão eliminados: os que acusam alguém no processo, os que no tribunal fazem armadilha para o juiz e, por um nada, arruínam o justo.” (Is 29, 18-21)   Assim canta o salmista:

  • “Porque ele liberta o indigente que clama e o pobre que não tem protetor. 
  • Ele tem compaixão do fraco e do indigente, e salva a vida dos indigentes. 
  • Ele os redime da astúcia e da violência, porque o sangue deles é precioso aos seus olhos.” (Sl 72/71, 12-14)

Assim, pois, o desejo de que venha o Reino de Deus resume o anelo de que chegue uma nova ordem ao mundo que só Deus pode introduzir. Só Ele pode impor na humanidade a justiça verdadeira. Só Ele pode trazer ao mundo a paz e a salvação. Só Ele pode destruir o pecado e eliminar a iniquidade.

3. O REINO DE DEUS ESTÁ CHEGANDO

     Toda a atuação de Jesus se concentra na vinda deste Reino de Deus. Jesus vive convencido de que com ele, com sua mensagem e sua atuação, o Reino de Deus começa a tornar-se realidade. Deus já está chegando. O Reino de Deus começa a abrir caminho entre os seres humanos. A vida está sendo trabalhada pela força salvadora de Deus. Esta é a grande notícia que obriga a todos nós a mudar. Assim resume o Evangelista São Marcos a mensagem central de Jesus:

 «O tempo já se cumpriu,

   e o Reino de Deus está próximo.

   Convertam-se e creiam no Evangelho (Boa Nova).» (Mc 1,15) [4]

Esse Reinado de Deus não chega com a espetacularidade que muitos contemporâneos de Jesus esperavam, mas de maneira humilde, simples e quase oculta. O Messias, o Enviado de Deus não vem instaurar um reino poderoso, de caráter político. Seu modo de tornar presente o Reino de Deus é introduzir justiça, verdade, saúde e perdão na vida  dos  seres  humanos. «… Porque   o Filho do Homem   não   veio para ser servido. Ele veio para servir e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos.» (Mc 10,45) Por isso, esse Reinado de Deus é

  • como uma “semente” que foi semeada no mundo para ir crescendo (Mc 4,26-32),
  • como um punhado de “fermento” que foi introduzido na história humana para ir transformando-a (Mt 13,33).

A força salvífica de Deus já está atuando, mas é:

  • como um “tesouro escondido” que ainda deve ser descoberto (Mt 13,44) ou
  • como uma “pérola preciosa” pela qual se arrisca tudo (Mt 13,45).

Á primeira vista, tudo isto sobre o “Reino de Deus” pode parecer ainda algo insignificante, como um pequeno “grão de mostarda” (Mc 4,31) inclusive pode parecer que vai fracassar, pois a semente pode ter diversas sortes segundo a acolhida ou a resistência que vai encontrar ao cair em diferentes terrenos (Mc 4,3-9). Mas Jesus convida seus seguidores a descobrir, no mais profundo da história humana, a força humilde, mas poderosa, de Deus que já conduz o mundo para sua salvação: “A vós foi dado o mistério do Reino de Deus (Mc 4,11).

O próprio Jesus, com sua atuação sanadora e sua luta contra o mal e a dor, oferece sinais de que o Reinado de Deus está chegando:

  • «os cegos recuperam a vista,
  •   os paralíticos andam,
  •   os leprosos são purificados,
  •   os surdos ouvem,
  •   os mortos ressuscitam e
  •   aos pobres é anunciada a Boa Notícia.» (Mt 11,5).

Se Jesus vai expulsando o mal e fazendo mais sã a vida dos humanos, mais libertada e feliz, isto indica que Deus está vencendo o mal com o bem e está implantando seu Reino:

       “Mas se é pelo Espírito de Deus que expulso os demônios,

(=“Mas se pelo dedo de Deus que expulso os demônios”(Lc 11,20)

        então o Reino de Deus chegou até vós” (Mt 12,28).

A chegada do Reino de Deus é a melhor notícia que se podia escutar no mundo, pois aquele que quer reinar entre os homens não é um ditador, mas um Deus-Pai, Abba, que busca só uma coisa, que é o bem e a felicidade de todos. Se Deus reina, reinará na humanidade

  • a fraternidade,
  • a comunhão e
  • a amizade.

Acolher a Deus como único Absoluto não leva

  • à injustiça,
  • à opressão ou
  • à mútua destruição.

Ao contrário, é a única coisa que pode levar a humanidade

  • à convivência fraterna e
  • à justiça para todos.

Segundo Jesus, os primeiros que vão escutar o Evangelho(=Boa Nova) do Reino são os pobres: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres” (Lc 4,18). Os primeiros beneficiados com a chegada do Reino de Deus são

  • os indefesos,
  • as vítimas dos poderosos,
  • os marginalizados,
  • os que não tem lugar na sociedade nem no coração dos outros.

Não que estes sejam melhores do que ninguém para merecer o Reino de Deus de forma privilegiada. A única razão é que são pobres e estão necessitados de justiça e amor. Por isso é bom para eles que se imponha o Reinado de Deus e sua justiça.  Se Deus reina no mundo, nessa mesma medida já não reinarão

  • os poderosos sobre os fracos,
  • os ricos não abusarão dos pobres,
  • os homens não dominarão as mulheres,
  • os povos do Primeiro Mundo não explorarão os do Terceiro Mundo.

Por outro lado, se reinam Deus e a sua justiça, já não reinarão na humanidade, como senhores absolutos,

  • o dinheiro,
  • a força,
  • as armas,
  • o bem estar e
  • o poder.

Não se poderá dar a nenhum César o que é de Deus (cf. Lc 20,25). Não se poderá servir ao mesmo tempo a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16,13)

 

4. ENTRAR NO REINO

     O Reino de Deus está em processo. “ está aqui, mas ainda não chegou a sua plenitude. Foi semeado na terra, e deve ir crescendo aos poucos. Seus começos são humildes, quase insignificantes, mas está destinado a ter um alcance universal. O bem já atua no mundo, mas ainda não venceu totalmente o mal. O Reino é um dom que recebemos, mas também é uma promessa que esperamos ver realizada”[5]. Daí o nosso anseio: “Venha o teu Reino” :

  • que a “semente” continue crescendo,
  • que o “fermento” continue levedando,
  • que o começado em Cristo continue a desenvolver-se.

Fazer do íntimo este pedido só é possível quando se está disposto a entrar na dinâmica do Reino. Se desejamos o Reino, temos de seguir o convite de Jesus:

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e    todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo” (Mt 6,33).

   Entrar no Reino de Deus exige adotar uma atitude de “crianças” que acolhe o Pai, Abba, pois “o Reino dos Céus é dos que são como elas” (Mt 19,14)[6]. Exige também viver com o espírito das bem-aventuranças, pois “deles é o Reino de Deus (Lc 6,20).

     Mas, além disso, o anseio pelo Reino de Deus impele e compromete a trabalhar para que esse Reino de Deus seja acolhido. Isto significa

  • trabalhar por um mundo mais fraterno e solidário,
  • construir relações mais humanas,
  • instaurar a paz e promover a reconciliação,
  • reagir contra as injustiças,
  • manter sempre viva a esperança em Deus, sem cair no pessimismo ou no desespero,
  • pedir ardentemente a vinda do Reino.

Seguindo a Jesus, também nós somos chamados a realizar gestos libertadores, criadores de vida, que podem ser percebidos como boa notícia pelos que sofrem: “Pelo caminho,

  • proclamai que está próximo o Reino de Deus.
  • Curai os enfermos,
  • ressuscitai os mortos,
  • limpai os leprosos,
  • expulsai os demônios.
  • De graça recebestes, dai também de graça!” (Mt 10,7-8).

Os gestos podem ser diversos:

  • oferecer esperança aos que não podem esperar nada desta sociedade,
  • acolher aqueles que não encontram lugar nem acolhida em parte alguma,
  • defender aqueles que não podem defender-se diante dos poderosos,
  • fazer justiça aos que são mal tratados injustamente,
  • dar vez e voz aos que são esquecidos e marginalizados,
  • oferecer perdão e possibilidade de reabilitação aos culpáveis…

Onde se vive e trabalha com este espírito, está chegando o Reino de Deus.

Quem anseia pelo Reino não perde a esperança nem esquece a ação de graças:

          “Nós te damos graças, Senhor Deus todo-poderoso,

           aquele que é e que era,

           porque assumiste o teu grande poder e

           entraste na posse do Reino” (Ap 11,17).

Embora não vejamos realizado seu Reino tal como desejamos, nós sabemos que Deus orienta tudo para a salvação final.     Deus é “Aquele que É, que Era e que Vem” (Ap 1,4).

VENHA A NÓS O TEU REINO

(COMO ORAÇÃO)

 

1. VENHA O TEU REINO

Venha a nós o teu Reino. Sabes que era esse o maior desejo de Jesus. Seu pedido mais ardente ao Pai: queria ver Deus reinando no mundo, colocando justiça, amor e ternura entre os seres humanos. Cada vez que rezas o Pai-Nosso deve crescer em ti este desejo: O Senhor vem para governar a terra.  Governará o mundo com justiça e os povos com retidão (Sl 98/97).

No entanto, o que vês é que no mundo reina a injustiça, os abusos e a mentira. As pessoas se odeiam, prejudicam e se matam umas às outras. Não aceitamos Deus como Pai e não nos tratamos como irmãos. Como te sentes diante de tudo isso? Abre teu coração a Deus: Meus olhos se consumiram aguardando tua salvação e tua promessa de justiça (Sl 119/118).

Não deixes de invocar a Deus nosso Pai. Quando vês a força do mal, mostra a tua angústia a Deus: Será que o Senhor nos abandonou  para sempre?… Terminou para sempre sua promessa? Quando vês homens e mulheres lutando por um mundo mais justo, desperta tua esperança: Eu confio em tua bondade: meu coração exulta com tua salvação! (Sl 13/12)

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Será que o Senhor nos rejeitará para sempre

e não voltara mais a nos ser favorável?

Será que a sua fidelidade se esgotou de todo,

terminou sua promessa para as  gerações?

Será que Deus se esqueceu de ter compaixão

ou a cólera fechou-lhe as entranhas?  (Sl 77/76)

 

Meus olhos se consomem

aguardando tua salvação e tua promessa de justiça. (Sl 119/118)

 

Eu confio em tua bondade,

meu coração exulta com tua salvação. (Sl 13/12)

 

Desperta teu poder e vem salvar-nos.

Restaura-nos, ó Deus:

faze brilhar tua face e seremos salvos! (Sl 80/79)

 

Ó Deus, mostra tua força que

usaste em nosso favor. (Sl 68/67)

 

Há muitos que dizem:

“Quem nos dera ver a felicidade!”

Senhor, faze brilhar sobre nós a luz de teu rosto. (Sl 4)

 

Ressoe o mar e tudo que ele contém,

o mundo e seus habitantes!

Batam palmas os rios, os montes,

em coro, cantem de júbilo diante do Senhor,

pois Ele vem para governar a terra.

Governará o mundo com justiça

e os povos com retidão. (Sl 98/97)

 

Porque só do Senhor é a realeza

e é Ele quem governa as nações.

Diante dele se prostrarão todos os poderes da terra

e se inclinarão todos os que descem ao pó. (Sl 22/21)

 

O Senhor desfaz os desígnios das nações

e frustra os projetos dos povos.

Mas o desígnio do Senhor subsiste para sempre

e seus projetos de geração em geração. (Sl 33/32)

 

2. QUE DEUS FAÇA JUSTIÇA AOS POBRES

Como esqueces facilmente os pobres! Inclusive quando rezes o Pai-nosso. Não sabes que Deus quer reinar no mundo precisamente para defender os que ninguém defende?

Ele livrará o pobre que clama, e

também o oprimido e o desvalido.

Ele tem compaixão do fraco e do pobre, e

salva a vida dos pobres e

lhes resgata  vida da astúcia e da violência (Sl 72/71).

Como podes pedir o Reino de Deus esquecendo-se deles?

Ao rezar a Deus Pai, não peças só para ti. Não peças só para teus amigos e entes queridos. Aprende a invocar a Deus em nome dos mais desgraçados.

Dize a Deus, de coração:

ainda que  eu  me  esqueça,

Tu não esqueces a vida de teus pobres (Sl 74/73).

Que não sejam defraudados.

Que os pobres e aflitos louvem teu nome (Sl 74/73).

Ao falar com Deus, não o imagines voltado só para teus problemas e preocupações. Entra em seu coração de Pai, olha para quem ele se inclina:

Tu vês as penas e trabalhos dos humildes,

       tu os observas para retribuir com tua mão (Sl 10).

Será que te pareces um pouco com esse Deus Pai? Tu te aproximas dos pobres?

**************

Todos os reis se prostrarão diante dele

e todas as nações o servirão.

Pois ele livrará o pobre que clama,

e também o oprimido e o desvalido.

Ele tem compaixão do fraco e do pobre.

Da astúcia e da violência

Resgata-lhes a vida e o sangue. (Sl 72/71)

 

Que as montanhas e colinas tragam paz ao povo,

mediante a justiça!

Que Ele faça justiça aos humildes do povo,

salve os filhos dos pobres e esmague o opressor. (Sl 72/71)

Deus está com a geração dos justos.

Quereis confundir o plano do pobre

quando o Senhor é seu refúgio? (Sl 14/13)

 

O Senhor é rei para todo e sempre

e estabelece seu trono para o juízo:

julga o mundo com justiça

e rege os povos com retidão.

O Senhor é refúgio do oprimido,

seu refúgio nos momentos de perigo. (Sl 10)

 

Não esqueças para sempre a vida de teus aflitos!

Olha para aliança, pois os esconderijos do país estão

cheios de covis de violência.

Que o oprimido não volte humilhado,

que o aflito e o pobre louvem teu nome. (Sl 74/73)

 

Olhai, humildes e alegrai-vos…

Pois o Senhor ouve os pobres e não rejeita os seus cativos,

Louvem-no os céus e a terra. (Sl 69/68)

Tu vês a tribulação e as mágoas dos pobres,

observas para retribuir com tua mão…

Senhor, Tu que ouviste o anseio dos humildes,

confortarás seu coração e lhes prestarás ouvido. (Sl 10)

 

Senhor, quem é semelhante a ti,

que livras o desvalido do mais forte que ele

e o miserável e o pobre de quem o explora? (Sl 35/34)

 

Feliz aquele que espera no Senhor, seu Deus…

Ele que guarda fidelidade para sempre,

que faz justiça aos oprimidos,

pão aos que têm fome.

O Senhor liberta os prisioneiros,

abre os olhos aos cegos,

o Senhor endireita os encurvados,

o Senhor ama os justos,

o Senhor protege os migrantes,

ampara o órfão e a viúva

e confunde (transtorna) o caminho dos ímpios. (Sl 146/145)

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NOTAS:

[1] A ideia  de um  Reino de Deus  no interior das pessoas  provém, sobretudo,  da interpretação  que  muitos  fizeram  de   Lc 17,21:    “[.......] o Reino de Deus já está dentre de vós”. A exegese atual entende: “O Reino de Deus já está entre vós”. Devemos optar pelo Reino que não é um acontecimento puramente externo.

[2] Marcos define o REINO DE DEUS assim: “vivermos em paz uns com os outros.” (Cf. Mc 9,50)  É o desejo de Deus, a Sua vontade. Marcos usa REINO DE DEUS 14 vezes:    Mc 1, 15;    4,11.26.30;  9,1.47;  10,14.15.23.24.25;  12,34; 14,25; 15,43

[3] O meu “UNGIDO” (Sl 2,2) no original hebraico corresponde a “MESSIAS” sendo o prometido por Deus para ser o Rei que salvaria o seu povo. Na tradução literal para o grego ficou “CRISTO”.

[4] A palavra EVANGELHO (em grego) é traduzida como BOA NOTÍCIA ou BOA NOVA.

[5] Cf. (BORRELL, A. Op.cit.,p.46)

[6] Mateus fala do “Reino dos Céus“, mas é para designar o “Reino de Deus“, evitando usar explicitamente o nome divino.

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Texto extraído do Livro: “PAI-NOSSO – Orar com o Espírito de Jesus” de JOSÉ ANTONIO PAGOLA, Ed Vozes – 2012

*José Antonio Pagola cursou Teologia e Ciências Bíblicas na Pontifícia Universidade Gregoriana, no Pontifício Instituto Bíblico de Roma, e na Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. Foi professor de Cristologia na Faculdade Teológica do Norte da Espanha (Vitoria). É autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Atualmente é diretor do Instituto de Teologia e Pastoral de São Sebastião. Há sete anos se dedica exclusivamente a pesquisar e tornar conhecida a pessoa de Jesus.

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Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

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DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E…

quinta-feira, julho 14th, 2016

29º Domingo do Tempo Comum – Ano A
Evangelho: Mateus 22,15-21

“Naquele tempo,15 os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16 Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17 Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” 18 Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19 Mostrai-me a moeda do imposto!” Levaram-lhe então a moeda. 20 E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” 21 Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse:  “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”.

JOSÉ ANTONIO PAGOLA
OS POBRES SÃO DE DEUS

       Por detrás de Jesus, os fariseus chegam a um acordo para preparar-lhe uma armadilha decisiva. Eles, mesmos, não vêm ao encontro de Jesus. Enviam-lhe uns discípulos acompanhados por alguns partidários de Herodes Antipas. Talvez, não faltem entre esses poderosos arrecadadores de tributos para Roma.

A armadilha está bem pensada: “É lícito pagar impostos a César ou não?”. Se Jesus responde negativamente, poderão lhe acusar de rebelião contra Roma. Se legitimar o pagamento de tributos, ficará desprestigiado diante daqueles pobres camponeses que vivem oprimidos pelos impostos, aos quais ele ama e defende com todas as suas forças.

A resposta de Jesus foi resumida de maneira lapidar ao longo dos séculos nestes termos: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Poucas palavras de Jesus terão sido citadas como estas. E nenhuma, talvez, mais distorcida e manipulada a partir de interesses muito distantes do Profeta, defensor dos pobres.

Jesus não está pensando em Deus e no César de Roma como dois poderes que possam exigir, cada um deles em seu próprio campo, seus direitos a seus súditos. Como todo judeu fiel, Jesus sabe que a Deus “pertence a terra e tudo aquilo que ela contém, o universo e todos os seus habitantes” (Salmo 24). O que pode ser de César que não seja de Deus? Acaso, os súditos do imperador não são filhos e filhas de Deus?

Jesus não se detém nas diferentes posições que enfrentam naquela sociedade herodianos, saduceus ou fariseus sobre os tributos a Roma e seu significado: se eles portam “a moeda do imposto” na sua sacola, então que cumpram suas obrigações. Porém, ele não vive a serviço do Império de Roma, mas abrindo caminhos ao Reino de Deus e sua justiça.

Por isso, recorda-lhes algo que ninguém lhe havia perguntado: “Dai a Deus o que é de Deus”. Quer dizer, não deis a nenhum César o que é, somente, de Deus: a vida de seus filhos e filhas. Como repetiu, tantas vezes, aos seus seguidores: os pobres são de Deus, os pequenos são seus prediletos, o Reino de Deus lhes pertence. Ninguém há de abusar deles.

Não se há de sacrificar a vida, a dignidade ou a felicidade das pessoas por nenhum poder. E, sem dúvida, ninguém pode sacrificar, hoje, mais vidas e causar mais sofrimento, fome e destruição que essa “ditadura de uma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano” que, segundo o Papa Francisco, conseguiram impor os poderosos da Terra. Não podemos permanecer passivos e indiferentes silenciando a voz de nossa consciência na prática religiosa.

RELIGIÃO E POLÍTICA

       Nunca foram fáceis as relações entre fé e política. Tampouco, entre a Igreja e os políticos. Às vezes, são os políticos que procuram utilizar a religião para defender sua própria causa. Outras vezes, é a Igreja que pretende servir-se dos políticos para seus próprios interesses. E, com frequência, não se valoriza, devidamente, a importante tarefa do político nem ele é ajudado a descobrir o papel que a fé pode desemprenhar em sua tarefa.

Para esclarecer, temos de começar, talvez, por recordar dois dados amplamente admitidos pela exegese [estudo científico da Bíblia] atual. De um lado, o projeto do Reino de Deus que Jesus põe em marcha busca a transformação profunda na convivência humana e está, portanto, destinado a ter uma repercussão política, no sentido amplo desta palavra, que é promover o bem comum na sociedade.

Porém, por outro lado, Jesus não utiliza o poder para levar adiante seu projeto, e por isso, se distancia da “política” no sentido moderno da palavra, que é o uso técnico do poder para estruturar a convivência humana. O Reino de Deus não se impõe pelo poder, pela força ou pela coação, mas penetra na sociedade pela semeadura e acolhida de valores como a justiça, a solidariedade ou a defesa dos fracos.

O episódio do tributo a César é iluminador. A resposta de Jesus diz assim: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. É um anacronismo equivocado ver nestas palavras uma “separação entre política e religião”, como se a primeira se ocupasse dos problemas terrenos e a segunda somente do espiritual. Seu sentido é outro. Perguntaram a Jesus pelos direitos de César, porém ele responde recordando os direitos de Deus, pelos quais ninguém lhe havia perguntado. A moeda imperial traz a imagem de César, porém o ser humano é “imagem de Deus”, e sua dignidade de filho de Deus não deve ficar submetida a nenhum César.

O político cristão não deve, jamais, utilizar Deus para legitimar suas posições partidárias; a fé cristã não se identifica com nenhuma opção de partido, pois os valores evangélicos podem ser promovidos a partir de diversas mediações técnicas. Porém, isso não significa que se deva encurralar a fé ao âmbito do privado. O evangelho oferece ao político cristão uma inspiração, uma visão da pessoa e valores que podem orientar e estimular a sua tarefa.

O grande desafio para o político cristão é como tornar politicamente operativos na vida pública esses valores que defendem o ser humano de tudo aquilo que o possa desumanizar.
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Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.
http://padretelmofigueiredo.blogspot.com.br/2014/10/29-domingo-do-tempo-comum-ano-homilia.html

 

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O CORPO DE JESUS É O NOVO TEMPLO

quarta-feira, julho 13th, 2016

O CORPO DE JESUS É O NOVO TEMPLO

Evangelho: João 2,13-25
3º Domingo da Quaresma – Ano B – Homilia
JOSÉ ANTONIO PAGOLA
UM TEMPLO NOVO

Os quatro evangelistas fazem eco do gesto provocativo de Jesus expulsando do Templo de Jerusalém os “vendedores” de animais e “cambistas” de dinheiro.

* Cf. Mt 21,12-13; Mc 11,11.15-17; Lc 19,45-46

Jesus não pôde suportar ver a “casa de seu pai” cheia de pessoas que vivem do culto. Não se compra Deus com “sacrifícios”.

Porém, João, o último evangelista, acrescenta um diálogo com os judeus no qual Jesus afirma de maneira solene que, após a destruição do Templo, ele “o levantará em três dias”. Ninguém pôde entender isso que disse. Por isso, o evangelista acrescenta: “Jesus falava do templo de seu corpo”.

Não esqueçamos que João está escrevendo seu evangelho quando o Templo de Jerusalém já estava destruído há vinte ou trinta anos. Muitos judeus se sentem órfãos. O Templo era o coração de sua religião. Como poderão sobreviver sem a presença de Deus em meio ao povo?

O evangelista recorda aos seguidores de Jesus que eles não devem sentir saudades do velho templo. Jesus, “destruído” pelas autoridades religiosas, porém “ressuscitado” pelo Pai, é o “novo templo”. Não é uma metáfora atrevida. É uma realidade que deve marcar para sempre a relação dos cristãos com Deus.

Para aqueles que veem em Jesus o novo templo onde habita Deus, tudo é diferente. Para encontrar-se com Deus, não basta entrar em uma igreja. É necessário aproximar-se de Jesus, entrar em seu projeto, seguir seus passos, viver com seu espírito.

Neste novo templo, que é Jesus, para adorar a Deus não basta o incenso, as aclamações nem as liturgias solenes. Os verdadeiros adoradores são aqueles que vivem diante de Deus “em espírito e verdade”. A verdadeira adoração consiste em viver com o “Espírito” de Jesus na “Verdade” do Evangelho. Sem isto, o culto é “adoração vazia”.

As portas deste novo templo, que é Jesus, estão abertas a todos. Ninguém está excluído. Podem entrar nele os pecadores, os impuros e, inclusive, os pagãos. O Deus que habita em Jesus é de todos e para todos. Neste templo não se faz discriminação alguma. Não há espaços diferentes para homens e mulheres. No Cristo, não há mais “homem e mulher”. Não há raças eleitas nem povos excluídos. Os únicos preferidos são os necessitados de amor e de vida.

Necessitamos de igrejas e templos para celebrar Jesus como Senhor, mas ele é o nosso verdadeiro templo.

A INDIGNAÇÃO DE JESUS

Acompanhado de seus discípulos, Jesus sobre pela primeira vez a Jerusalém para celebrar as festas da Páscoa. Quando ele olhou para o recinto que rodeia o Templo, se encontra com um espetáculo inesperado. Vendedores de bois, ovelhas e pombas oferecendo aos peregrinos os animais que necessitam para os sacrifícios em honra a Deus. Cambistas instalados em suas mesas negociando com o câmbio de moedas pagãs pelo moeda oficial aceita pelos sacerdotes.

Jesus se enche de indignação. O narrador descreve sua reação de maneira muito gráfica: com um chicote retira do recinto sagrado os animais, revira as mesas dos cambistas, esparramando por terra suas moedas, grita: “Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”

Jesus se sente um estranho naquele lugar. O que seus olhos veem nada tem a ver com o verdadeiro culto a seu Pai. A religião do Templo se converteu em um negócio onde os sacerdotes buscam boas entradas, e onde os peregrinos tratam de “comprar” Deus com suas oferendas. Jesus recorda, seguramente, as palavras do profeta Oseias que repetirá, mais de uma vez, ao longo de sua vida: “Assim diz Deus: Eu quero amor e não sacrifícios”.

Aquele Templo não é a casa de um Deus Pai na qual todos se acolhem mutuamente como irmãos e irmãs. Jesus não pode ver ali essa “família de Deus” que deseja ir formando com seus seguidores. Aquilo não é senão um mercado onde cada um busca seu negócio.

Não pensemos que Jesus esteja condenando uma religião primitiva, pouco evoluída. Sua crítica é mais profunda. Deus não pode ser o protetor e encobridor de uma religião tecida de interesses e egoísmos. Deus é um Pai a quem somente se pode cultuar trabalhando por uma comunidade humana mais solidária e fraterna.

Quase que sem nos darmos conta, todos podemos nos converter, hoje, em “vendedores e cambistas” que não sabem viver a não se buscando somente seu próprio interesse. Estamos convertendo o mundo em um grande mercado onde tudo se compra e se vende, e corremos o risco de viver, inclusive, a relação com o Mistério de Deus de maneira mercantil.

Temos que transformar nossas comunidades cristãs em espaço onde todos possamos nos sentir na “casa do Pai”. Uma casa aconchegante e acolhedora que não fecha suas portas a ninguém, onde a ninguém se exclui nem discrimina. Uma casa onde aprendamos a escutar o sofrimento dos filhos mais desvalidos de Deus e não somente nosso próprio interesse. Uma casa onde possamos invocar Deus como Pai porque nos sentimos seus filhos e buscamos viver como irmãos.

Traduzido do espanhol por Telmo José Amaral de Figueiredo.
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http://padretelmofigueiredo.blogspot.com.br/search/label/Liturgia%20Dominical

Jesus fala de reconstruir (melhor reerguer) o templo: o de seu corpo.

CORPO

Jo 2,21;   19,38. 40;   20,12;

Matt. 5:29f; 6:22f, 25; 10:28; 14:12; 26:12, 26; 27:58f; Mk. 5:29; 14:8, 22, 51; 15:43, 45; Lk. 11:34, 36; 12:4, 22; 17:37; 22:19; 23:52, 55; 24:3, 23; Jn. 2:21; 19:38, 40; 20:12; Acts 9:40; 19:12; Rom. 4:19; 6:6, 12; 7:4, 24; 8:10, 13, 23; 12:4f; 1 Co. 5:3; 6:13, 16, 18; 7:4, 34; 9:27; 10:16f; 11:24, 27, 29; 12:12ff, 22, 27; 13:3; 15:35, 37, 44; 2 Co. 4:10; 5:6, 8, 10; 12:2f; Gal. 6:17; Eph. 1:23; 2:16; 3:6; 4:4, 12, 16; 5:23, 30; Phil. 1:20; 3:21; Col. 1:18, 22; 2:11, 17, 19, 23; 3:15; 1 Thess. 5:23; Heb. 10:5, 10; 13:3; Jas. 2:16, 26; 3:2f, 6; 1 Pet. 2:24; Jude 1:9

Matt. 6:25; Mk. 5:29; Lk. 12:22; Rom. 6:12; 12:4; 1 Co. 5:3; 6:13, 20; 7:34; 12:18, 25; 15:35; 2 Co. 4:10; 5:6; 12:2f; Gal. 6:17; Eph. 2:16; Phil. 1:20; 3:21; Col. 1:22; 3:15; Heb. 13:3; 1 Pet. 2:24

Matt. 27:52; Jn. 19:31; Rom. 1:24; 8:11; 12:1; 1 Co. 6:15; 15:40; Eph. 5:28; Heb. 13:11

Matt. 6:22; 26:12; Lk. 11:34; Jn. 2:21; Rom. 7:4, 24; 8:13, 23; 1 Co. 6:18; 7:4; 10:16; 11:27; 12:12, 15, 22; 2 Co. 5:8, 10; 10:10; 12:2f; Eph. 4:12, 16; 5:23, 30; Col. 1:18, 24; 2:11, 23; Heb. 10:10; Jas. 2:16; Jude 1:9   Col. 2:9; Rev. 18:13

TEMPLO

Jo 2,14;   2, 20;   5,14;   7,28;   8,20;   10,23;   11,56;   18,20;

Matt. 12:5; 21:12, 14; 26:55;

Mk. 11:15, 27; 12:35; 14:49;

Lk. 2:46; 19:47; 20:1; 21:37f; 22:53; 24:53;

Acts 2:46;  5:20, 25, 42;   21:27;   22:17;    24:12, 18;    26:21

Matt. 26:61; 27:5, 40; Mk. 14:58; 15:29;  Lk. 1:9;  1 Co. 3:17; Eph. 2:21; 2 Thess. 2:4;  Rev. 11:1; 15:8; 21:22 Matt. 23:17;  1 Co. 3:16f; 6:19; 2 Co. 6:16;  Rev. 11:19; 15:5, 8; 21:22 Matt. 23:16, 35; 27:51;  Mk. 15:38; Lk. 23:45;  Rev. 11:2; 14:15, 17; 15:6; 16:1, 17 Acts 17:24

FESTA DOS TABERNÁCULOS

 Jo  7,2

TENDA

Mt 17:4; Mc 9:5; Lc. 9:33; Lc 16:9; Acts 7:44; Heb. 9:2f; 13:10; Rev. 21:3

Acts 7:43; 15:16; Heb. 8:5; 9:6, 21; Rev. 13:6; Hb. 8:2; 9:8, 11; Rev. 15:5;      Heb. 11:9   2 Co. 5:4 ;    2 Co. 5:1;  Rev. 7:15; 21:3; Rev. 12:12; Rev. 13:6;  2 Pet. 1:14;  2 Pet. 1:13 ;  Acts 7:46 ; Heb. 8:2; 9:8, 11; Rev. 15:5

 

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NASCIMENTO E INFÂNCIA DE JESUS

quarta-feira, julho 13th, 2016

NASCIMENTO E INFÂNCIA DE JESUS

REGINA MARIA DE ALMEIDA

JESUS É O SALVADOR ESPERADO

Um estudo sobre Jesus Cristo pressupõe que tenhamos em mente o povo do Antigo Testamento. A partir desse re­ferencial podemos entender qual é a Boa Notícia que Jesus trouxe para as pessoas de seu tempo e fazer a ponte para nós hoje.

Essa história, que se inicia com uma experiência libertadora (Êxodo), expressa uma dura realidade de opressão da monarquia até Jesus (cerca de 1.000 anos). Por isso, há uma grande preocupação profética e sapiencial no sentido de manter firme a fé, numa crença de que Deus continua fiel à Aliança e vai novamente se mostrar na história como salvador.

Deus arma sua tenda entre nós

O Novo Testamento nos revela que, em Jesus, a oração do Antigo Testamento (e de toda a humanidade) tem uma resposta. Jesus é a realização das promessas do Antigo Testamento – e as supera em muito, pois sua ação e pregação, e as experiências inéditas da encarnação e da ressurreição, estão além de qualquer expectativa que se poderia ter.

Os capítulos 1 e 2 de Mateus e de Lucas evidenciam essa ligação de Jesus com as profecias vétero-testamentárias. Esses relatos da infância figuram entre os mais elaborados da teologia do Novo Testamento.

A vinda e a missão de Jesus são descritas por um anjo (Mt 1,18-25 e Lc 1,26-38), comprovando sua veracidade e sua ligação com Deus. Por isso, seu nome é Jesus (= Javé é o Salvador), Emanuel (=Deus Conosco, cf. Mt 1,23; Is 7,14).

Ele é gerado como verdadeiro homem (de Maria) e verdadeiro Deus (por obra do Espírito Santo). Ele é Filho de Deus (Salmo 110,1-4; Jo 1,13) e nasceu na cidade de Belém, na tribo de Judá (Mt 2,1; Lc 2,1-7, cf. Mq 5,1).

A propósito de Jesus, o Novo Testamento afirma que seu nascimento ocorreu na plenitude dos tempos (Gl 4,4; Ef 1,10). Para Mateus, isto significa a salvação para os judeus (1,1-17). Já em Lucas (3,23-38), essas promessas de salvação se estendem para toda a humanidade. E João vai mais longe: em seu prólogo (1,1-18), ele afirma que Jesus está presente como criador e salvador desde sempre (cf. também os escritos paulinos).

Deus, através de Jesus, arma sua tenda no meio do povo e caminha com ele (Ex 25,8). É o mistério da encarnação. Mas esse Deus encarnado não é recebido pelos seus (cf. Jo 1,5.10-11 e Mt 2,13-18), pois revela as contradições existentes na sociedade de seu tempo.

Os pobres acolhem Jesus

Lucas vai completar esse quadro: quem vai acolher Jesus com entusiasmo são os pobres (2,8-20). É através do Canto de Maria, Magnificat (1,46-55), que se resgata a predileção de Deus pelos pobres desde o Antigo Testamento (Salmo 146/145) e que seu Filho vai realizar.

A última passagem da infância de Jesus na Bíblia fala do episódio dele conversando com os doutores da Lei no Templo. Lucas o exalta como verdadeiro Mestre. E Jesus cresce “em sabedoria e graça” (Lc 2,52), amadurecendo em seu coração a missão que o Pai lhe confiou.

 

A LUZ VENCE A ESCURIDÃO

Os cristãos, pela Bíblia, não têm como saber a data do nascimento de Jesus Cristo. Nada foi documentado. Também, através de uma leitura teológica, vemos Cristo como Deus, e por isso presente na história desde sempre: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1,1).

Mas, como faz parte de nossa cultura celebrar as fases marcantes da vida, os cristãos quiseram comemorar o nascimento de Jesus. Apesar de não saberem quando Jesus nasceu, as comunidades, desde o tempo de Tertuliano, no século III, comemoram simbolicamente essa data.

Nessa época, eram obrigados a adorar o deus pagão Mitras. Segundo os romanos, esse deus nascia como o símbolo do sol, vindo da noite para o dia, transformando a escuridão.

Essa festa pagã tinha muitas características que se adaptavam perfeitamente a Jesus Cristo, o verdadeiro Deus. Ele é a luz do mundo, que surge para instituir a vitória da vida sobre a morte.

Outras denominações religiosas, porém, celebram ainda hoje o nascimento de Jesus em outras datas, como os ortodoxos (6 de janeiro).

25 de dezembro é um dia puramente simbólico. De fato, Jesus não nasceu no tempo de inverno (hemisfério norte), mas certamente no verão, época em que os pastores estavam no campo.

Atualmente, o Natal representa para nós, do hemisfério sul, a comemoração da plenitude da luz. É um dos dias mais longos do ano. Que nesse dia possamos estar em comunhão com Cristo, agradecendo e partilhando a própria vida com os irmãos.

ANTES E DEPOIS DE CRISTO

Jesus é tão importante para a humanidade que os Papas da Idade Média resolveram dividir a história em antes e depois dele. Segundo escritos do monge Dio­nísio, o Pequeno (550 dC), Cristo teria nascido no ano 754 depois da fundação de Roma. Ele designou esse ano como o ano 1 da nova numeração da história, permanecendo em uso até hoje.

Posteriormente, descobriu-se que esse cálculo tinha um erro: Herodes, o Grande, que estava ainda no trono no tempo do nascimento de Jesus, morreu no ano 750 da fundação de Roma. A data mais provável do “recenseamento” do imperador Augusto é 747. Esta data concordaria também com a da a­parição da “estrela de Belém”, levando-se em consideração a conjunção dos planetas nesse ano.

Obtém-se, assim, como data mais provável do nascimento de Cristo, o ano 7 “antes de Cristo”, ou seja, antes do ano calculado pelo monge Dionísio.

Para estabelecer uma comparação entre a vida de Jesus e a história da época, o único ponto de referência na Bíblia aparece em Lucas: “No ano décimo quinto de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia… sendo sumo sacerdote Anás, e Caifás, a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto” (3,1-2).

Já que o imperador Augusto morreu no ano 14 da nossa era, o décimo quinto ano de Tibério é 29 dC. Nos escritos do monge Dionísio, o Pequeno, esta data vinha confirmar a notícia de Lc 3,23, segundo a qual Jesus tinha cerca de trinta anos quando deu início à sua vida pública. Todavia, já que Augusto nos últimos anos de vida já tinha associado ao governo o enteado Tibério, o ano décimo quinto deste poderia coincidir também com o ano 26 dC.

Embora não seja possível fixar exatamente o ano do nascimento de Jesus, pode-se concluir que este aconteceu nos últimos anos de vida do rei Herodes (8 a 4 aC). Sua morte e ressurreição teve lugar numa festa de Páscoa entre 28 e 33 dC, sob o governo do procurador romano Pôncio Pilatos (que governou essa região de 26 a 36 dC).

 

A INFÂNCIA DE JESUS

Todos os escritos do Novo Testamen­to são posteriores à morte de Jesus. Pri­meiramente, surgiram de tradições orais dos discípulos e das primeiras comu­nidades, e tinham como tema central a ressurreição e o apelo à conversão.

Paulo, pelos anos 50, usa desses teste­munhos de fé em suas cartas (por ex: 1Cor 15,1-11 e Fl 2,6-11). Fala de um Cris­­­to muito vivo e atuante. Mais tarde, o livro dos Atos dos Apóstolos vai resgatar esse primeiro anúncio de Cristo morto e ressus­ci­­tado (querigma) de uma forma mais sis­­­­­te­­mática (cf. At 2,14-40; 10,34-43 e outros textos).

Com o passar do tempo, as co­mu­nidades querem saber mais. Então, bus­ca-se reunir mais tradições sobre ele. Primeiro, suas ações e palavras. Depois, onde e como viveu. Por fim, como ele nasceu. Os escritos surgem de forma inversa, pois não são biografias, mas frutos da necessidade de se conhecer melhor Jesus para poder segui-lo.

Assim, o evangelho de Marcos, mais antigo (por volta do ano 70), vai citar Jesus em sua vida pública. Mateus e Lucas, posteriores a ele (anos 80/90), apresentam tradições sobre o nascimento e a infância. João, já quase no ano 100, vai mais longe e coloca Jesus Cristo presente desde a criação do mundo, o verbo de Deus.

As passagens sobre a infância (Mt 1 e 2; Lc 1 e 2) são leituras teológicas das origens do Jesus histórico. As genealogias o apresentam como o messias esperado, descendente de Davi e de Abraão. O can­­­to de Maria expressa a certeza de que as promessas do Antigo Testamento vão ser cumpridas na pessoa dele.

Nesses textos, diversas profecias vão sendo confirmadas: Jesus nasceu em Belém, de uma virgem, passou pe­­­las si­tua­ções de morte que o povo tinha sofrido no passado (matança de crianças, fuga para o Egito) e foi viver em Nazaré.

Os escritos sobre a infância de Jesus ajudam a entender melhor o que significou a vinda do Messias para o povo da época. Também, nos auxilia hoje na busca de uma fé mais consciente, que seja semente fecunda na construção do Reino.

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REGINA MARIA DE ALMEIDA – Teóloga e assessora do CEBI-SP

www.partilhando.com.br – e-mail: reginama6@uol.com.br

 

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Xavier Cutajar

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FÉ – CRER

quarta-feira, julho 13th, 2016

FE – CRER

-CRER: 
Na Galiléia e arredores: Mc 1,15;  2,5; 4,40; 5,34.36; 6,6; 
                         9,19.23.24.24.42; 10,52;
Em Jerusalém 11,22.23.24.31; 13,21;  15,32;      
No apêndice:  16,11.13.14.14.16.16.17

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O que é a FÉ para JESUS no Evangelho de Marcos

Mc 1,15 Convertam-se e creiam no EVANGELHO.”

Mc 2,5  Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os seus pecados estão perdoados.”

Mc 5,34: E disse à mulher: “Minha filha, sua fé curou (salvou) você. Vá em paz (9,50) e fique curada (salva) dessa doença.”

Mc 5,36: Jesus…  disse ao chefe-da-sinagoga: “Não tenha medo;  apenas tenha fé!”

Mc 10,52: Jesus disse (ao cego Bartimeu): “Pode ir, a sua fé curou (salvou) você.”

Mc 9,19; Ele, porém,  disse: “Ó geração sem fé! (incrédula)

Mc 9,23 Jesus disse: “Se podes!..Tudo é possível para quem tem fé.”24 Logo o pai do menino gritou: “Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé.”

Mc 6,5-6: E não pôde fazer milagres em Nazaré. Apenas curou alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E ficou admirado com a falta de fé deles.

Mc 4,40: 40 Então lhes perguntou: “Por que vocês são tão medrosos? Vocês ainda não têm fé?”

Mc 11,22-23 Jesus disse para eles: “Tenham fé em Deus. Em verdade digo a vocês: se alguém disser a esta montanha: ‘Levante-se e jogue-se no mar, e não duvidar no seu coração, mas acreditar (tendo fé) no que disse, assim acontecerá’.

 

O que é ter fé:

por Frei Betto
03 Agosto 2015

Todos conhecemos pessoas que frequentam a igreja e, no entanto, se comportam de modo contrário aos valores evangélicos: tratam subalternos com desrespeito; sonegam direitos de empregados; discriminam por razões raciais ou sexuais. Pessoas que enchem a boca de Deus e trazem o coração entupido de ira, inveja, soberba; são indiferentes aos direitos dos pobres; omitem-se em situações graves que lhes exigem solidariedade.

E temos à nossa volta, no círculo de amizades, pessoas ateias ou agnósticas que, em suas atitudes, fazem transparecer tudo o que o Evangelho acentua como valores: amor ao próximo, justiça aos excluídos, solidariedade aos necessitados, etc.

O Catecismo da Igreja Católica, aprovado por João Paulo II, em 1992, e elaborado sob a supervisão do téologo Ratzinger, futuro papa Bento XVI, define a fé como “adesão pessoal do homem a Deus”. E acrescenta que é “o assentimento livre de toda a verdade que Deus revelou.” E a portadora dessa verdade é a Igreja.

Assim, só teria verdadeira fé cristã quem submete seu entendimento ao que ensina a autoridade eclesiástica (papa, bispos e pastores).

Devido a essa maneira de entender a fé, o que se crê se tornou mais importante do que como se vive. Criou-se uma ruptura entre fé e vida. A ponto de uma pesquisa na França, ao indagar a diferença entre um empresário sem religião e outro cristão, teve como resposta da maioria um detalhe: o segundo vai à missa de vez em quando. No resto, em nada diferem…

Para Jesus, quem tinha fé? A resposta é desconcertante. Em Mateus 8,10, Jesus declara que o homem com mais fé que até então havia encontrado era um oficial romano, um centurião.

Ora, como Jesus pôde elogiar a fé de um oficial pagão? O episódio demonstra que, para Jesus, a fé não consiste, em primeiro lugar, naquilo que se crê, e sim no modo de proceder. Aquele pagão era um homem solidário, preocupado com o sofrimento de um servo.

A mesma atitude de Jesus se repete no caso da mulher cananeia, que também era pagã. A mulher pede a Jesus que lhe cure a filha. Diante dela, Jesus reconhece: “Mulher, grande é a sua fé!” (Mateus 15,28). Grande, não por causa da crença da mulher, e sim por seu procedimento amoroso.

O mesmo ocorre no caso do samaritano hanseniano, curado em companhia de nove judeus (Lucas 17,11-19). Os judeus, segundo suas crenças religiosas, se apresentaram aos sacerdotes, como recomendou Jesus. Já o samaritano, que não obedecia às prescrições das autoridades religiosas e não se sentia obrigado a submeter-se a elas, retornou para agradecer a Jesus, que lhe exaltou a fé: “A sua fé o salvou” (Lucas 17,19).

Para Jesus, portanto, a fé, antes de se vincular a um catálogo de crenças, a uma doutrina, se relaciona a um modo de viver e agir. Jesus, por vezes, duvidou da fé de quem estava mais próximo dele – discípulos na tempestade (Marcos 4,40). Discípulos e apóstolos foram considerados “homens de pouca fé” (Mateus 8,26).

Jesus fez a desconcertante afirmação de que prostitutas e cobradores de impostos terão precedência no Reino de Deus, e não os “exemplares” sacerdotes (Mateus 21,31).

Isso deixa claro quem Jesus reconhecia como crente. Não propriamente quem aceita o que prega a religião, e sim quem age por amor, solidariedade e justiça. Ter fé é, sobretudo, viver de acordo com os valores segundo os quais vivia Jesus.

A Igreja está em crise. Suas autoridades culpam o laicismo, o relativismo, o hedonismo. Ora, será que as autoridades religiosas, e nós, frades, freiras, padres e pastores, não temos culpa nisso, por apresentar a fé cristã como verdades cristalizadas em doutrina, e não expressada em vivência?

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Artigo publicado originalmente em O Globo

http://www.conic.org.br/portal/noticias/1508-o-que-e-ter-fe-por-frei-betto

 

Tente Outra Vez – Raul Seixas

Veja: Não diga que a canção está perdida Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez

Beba: Pois a água viva ainda está na fonte. Você tem dois pés para cruzar a ponte. Nada acabou, não não não não

Tente: Levante sua mão sedenta e recomece a andar. Não pense que a cabeça agüenta se você parar. Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira bailando no ar

Queira: Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo, vai, Tente outra vez

Tente: E não diga que a vitória está perdida; Se é de batalhas que se vive a vida
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https://m.vagalume.com.br/raul-seixas/tente-outra-vez.html

GERAÇÃO

quarta-feira, julho 13th, 2016

ESTA GERAÇÃO

 

ESTA GERAÇÃO: Mc 8,12;  8,12;   8,38;   9,19;  13,30

CAMINHO

quarta-feira, julho 13th, 2016

 O CAMINHO (em MARCOS)

 

Marcos usa “CAMINHO” 14 vezes: duas vezes como anúncio de João Batista: Mc 1,2; 1,3; e mais 12 vezes referindo-se ao próprio caminho de Jesus  2,23;  6,8;  8,3;  8,27; 9, 33;  9, 34; 10,17; 10,32;  10, 46; 10,52;  11, 8; 12,14. Marcos usa esta palavra mais duas vezes na parábola do semeador referindo-se a semente no CAMINHO: Mc 4,4; 4,15.

O CAMINHO pode ser considerado como tudo que se faz para construir o REINO DE DEUS, ou melhor dizendo, tudo que se faz para podermos VIVER EM PAZ UNS COM OS OUTROS (Cf. 9,50c)

 

VEJA OS TEXTOS em MARCOS

 

1.         1,2 Como está escrito no profeta Isaías: “Eis que eu envio o meu mensageiro na tua frente, para preparar o teu caminho(o`do.n) (1/14).

 

2.         1,3 Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho (o`do.n)  (2/14) do Senhor, endireitem suas estradas!”

 

3.         2,23 Num dia de Sábado, Jesus estava passando por uns campos de trigo. Os discípulos iam abrindo caminho (o`do.n) (3/14), e arrancando as espigas.

 

4.         6,7 Chamou os doze, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes autoridade sobre os espíritos impuros. 8 Recomendou que não levassem nada pelo caminho (o`do.n) (4/14), além de um bastão;     nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.

 

5.         8,2     “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. 3 Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho (o`dw) (5/14), porque muitos deles vieram de longe.”

 

6.         8,27 JESUS partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho (o`dw) (6/14), ele perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens que sou?”

 

7.         9,33 Quando chegaram à cidade de Cafarnaum e estavam em casa, perguntou-lhes:  “Sobre o que vocês estavam discutindo no caminho (o`dw) (7/14)?”

 

8.         9,34 Eles ficaram calados, pois no caminho (o`dw) (8/14) tinham discutido sobre qual deles era o maior.

  

9.         10,17 Quando retomou o caminho (o`do.n) (9/14), um homem foi correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou:  “Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?”

 

10.     10,32  Estavam a caminho (o`dw) (10/14), subindo para Jerusalém.  JESUS ia na frente. Eles estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo. Chamou de novo  os Doze à parte  e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele:  33  “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos Chefes dos Sacerdotes e aos Doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos.  34 Vão caçoar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará.”

 

11.     10,46 Chegaram a Jericó. Saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. Na beira do caminho (o`do.n) (11/14) havia um cego que se chamava Bartimeu, o filho de Timeu; estava sentado, pedindo esmolas. 47 Quando ouviu falar que era JESUS Nazareno que estava passando,  o cego começou a gritar: “JESUS, filho de Davi, tem piedade de mim!”  48 Muitos o repreendiam  e mandaram que ficasse quieto.  Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”  49 Então JESUS parou e disse:  “Chamem o cego.” Eles chamaram o cego e disseram: “Coragem, levante-se, porque está chamando você.” 50 O cego largou o manto, deu um pulo e foi até JESUS.

 

12.     10,51 Então JESUS lhe perguntou:  “O que você quer que eu faça por você?”  O cego respondeu: “Mestre, eu quero recuperar a vista.” 52 JESUS disse:  “Vai, a sua fé curou (=salvou) você.” Logo o cego tornou a ver e seguia Jesus pelo caminho (o`dw) (12/14).

 

13.     11,8 E muitas pessoas estenderam seus mantos pelo caminho (o`do.n) (13/14);   outros puseram ramos que haviam apanhado nos campos.

  

14.     12,13 Então os chefes dos sacerdotes, doutores da lei e anciãos  mandaram alguns dos fariseus e dos herodianos, para apanhá-lo em alguma palavra. 14 Quando chegaram, disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, porque não dás preferência a ninguém. Com efeito, não levas em conta as parências, e ensinas de verdade o caminho (o`do.n) (14/14) de Deus. Dize-nos:  é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?”

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Conhece-se o(a) seguidor(a) de Jesus pelos pés

Pe. Adroaldo Palaoro sj

 “E Ele percorria os povoados da região, ensinando” (Mc 6,6)

“Adeptos(as) do Caminho”: assim eram conhecidos os(as) primeiros seguidores(as) de Jesus (At 9,2). Assim também quer Jesus que sejamos seguidores seus, sempre em caminho, em todos os lugares, em todas as casas de passagem, dispostos a parar e conversar, prontos ao encontro e à solidariedade com todos os que vão e vem pela vida.

Deveríamos voltar a recuperar o sentido desta expressão (“adeptos do Caminho”), pois ela nos convida a continuar percorrendo o caminho cotidiano da existência de uma maneira cristificada; e isto é algo fundamental para o encontro profundo com o outro, com as alegrias e os sofrimentos daqueles que se encontram às margens, com a novidade e a surpresa da senda da vida, com o desafio de prosseguir confiando na Boa Notícia de Jesus, que se manteve sempre em caminho pelas estradas da Palestina, para levantar os feridos, oprimidos e excluídos do sistema social e religioso. 

Hoje como ontem, sair, caminhar, deslocar-se, ser itinerante… tem sentido, porque significa ir ao encontro do novo e do diferente. “Sair” é também uma experiência constitutiva da natureza humana porque tem um ar transformador. Cada um, ao longo do caminho, experimenta “novos modos” de habitar a existência, de olhar-se, pensar e relacionar-se.  A itinerância permite ir mais além de si mesmo para encontrar outras maneiras de viver, para entrar em outras terras prometidas, para aproximar-se de outras pessoas, povos, culturas, onde encontrar o sentido de vida; sobretudo, possibilita ir ao encontro d’Aquele que nos transcende e sempre se revelou Peregrino. 

A vida humana, neste sentido, é caminho, com um ponto de partida, uma meta, um trajeto e um horizonte. Caminho, palavra familiar e também humilde que evoca a existência de uma origem e um destino e, entre ambos, de uma aventura: a aventura de nosso caminhar, feita de desafios e extravios, e também de encontros e de momentos inesquecíveis que nos confortam ao longo do percurso. 

Todos somos “peregrinos” neste “êxodo de nós mesmos para Deus”, no qual nos “adentramos em terra estranha, despojados dos suportes usuais da existência, desprovidos de todo amparo que não seja o da caridade…” (Tellechea Idógoras). 

Quem caminha calcula seu trajeto, suas próprias forças, fadigas, planeja suas paradas. Por outra parte, decide correr o risco de sair de sua zona de conforto, para abrir-se à paisagem de novas relações, ao inesperado e inexplorado, a novos encontros e sensações, a confiar e percorrer a própria existência. O caminho é um processo de mudança pessoal, um lugar pedagógico de cura, de aprendizagens, abertas ao assombro, a um olhar dinamizador, à liberdade de pensamento e de ação. Ele nos move a dilatar o coração e interessar-nos pela situação das demais pessoas, a aproximarmos dos(as) samaritanos(as) que encontramos nas idas e vindas. Porque o caminho é a ocasião, o Kairós, o tempo pedagógico de um movimento que vivifica, deixa pegada e sabor de um outro sentir. 

Podemos dizer que na Igreja são imprescindíveis os itinerantes, os peregrinos do Reino de Deus, como o próprio Jesus, que enviou discípulos e discípulas pelos caminhos e povos, sem nenhuma estrutura de apoio a não ser um coração disposto a não querer outra riqueza a não ser o fermento de nova humanidade. Com os itinerantes Jesus iniciou um movimento a serviço do Reino e Ele mesmo foi um itinerante. Não permaneceu numa casa, não se fechou em um lugar, não fundou uma instituição vinculada a um tipo de templo, sinagoga ou santuário, mas foi percorrendo, com um grupo de discípulos(as)/amigos(as), também itinerantes, os povoados e aldeias da Galileia, anunciando e tornando presente o Reino. Jesus os tirou de seus lugares estáveis, de suas simples redes da margem do mar, e os fez itinerantes através de outros e amplos caminhos e mares, para assim encontrar-se com os caminhantes, os perdidos e expulsos, e iniciar com eles a grande Marcha da Vida. 

Jesus, o Homem dos Caminhos, chama para uma Vida nova. Chama na vida e para a vida e põe as pessoas em movimento, a caminho. A “pegada” que Ele deixa ao passar é sua própria Vida partilhada. Ele é o inspirador de toda itinerância; com sua peregrinação Ele abre possibilidade de outros caminhos.

Jesus, o homem que se definiu, tem um sonho, um projeto (Reino). E surge diante dos outros com força pessoal capaz de sacudi-los e colocá-los em movimento.  Ele “passa” e sua presença os atrai arrancando-os da acomodação. Faz-se do chamado um caminho, quando se partilha a vida com quem chamou. Responder ao chamado feito por Jesus significa tornar esse chamado um caminho de entrega e de serviço.

                                                    

Jesus nos apresenta uma causa muito nobre e, com seu chamado, rompe nosso estreito mundo e desperta em nós ricas possibilidades, reacende o que de mais nobre há em cada um e amplia nosso horizonte de vida. Para isso é preciso sair dos templos que pretendem fechar e aprisionar o Espírito, para dirigir-nos aos caminhos do mundo, para entrar em sintonia com o Coração e o Manancial da Vida, “em espírito e verdade”, tocando a carne concreta da Humanidade e da Mãe Terra. 

“Chamado-resposta” implica, pois, um encontro comprometedor. O modo de ser de Jesus, transparente e livre, ativa nossa vida atrofiada e estreita e nos capacita a olhar amplos horizontes: seu povo, seu mundo dividido e excluído… A ressonância de seu chamado nos predispõe a encontrar motivações saudáveis e maduras que nos permitam peregrinar e viver no contexto atual com amor, entusiasmo e criatividade. Jesus envia seus discípulos com o necessário para caminhar: cajado, sandálias e uma túnica. Não precisam de mais nada para serem testemunhas do essencial. Jesus quer vê-los livres e sem ataduras, sempre disponíveis, sem instalar-se no bem-estar, confiando na força do Evangelho. 

“O discípulo-missionário é um des-centrado: o centro é Jesus Cristo que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais. A posição do discípulo-missionário não é a de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias” (Papa Francisco) 

Quê significa “fronteiras geográficas e existenciais”? É preciso sair dos limites conhecidos; sair de nossas seguranças para adentrar-nos no terreno do incerto; sair dos espaços onde nos sentimos fortes para arriscar-nos a transitar por lugares onde somos frágeis; sair do inquestionável para enfrentarmos o novo… 

É decisivo estar dispostos a abrir espaços em nossa história a novas pessoas e situações, novos encontros, novas experiências… Porque sempre há algo diferente e inesperado que pode nos enriquecer… A vida está cheia de possibilidades e surpresas; inumeráveis caminhos que podemos percorrer; pessoas instigantes que aparecem em nossas vidas; desafios, encontros, aprendizagens, motivos para celebrar, lições que aprenderemos e nos farão um pouco mais lúcidos, mais humanos e mais simples… 

A periferia passa a ser terra privilegiada onde nasce o “novo”, por obra do Espírito. Ali aparece o broto original do “nunca visto”, que em sua pequenez de fermento profético torna-se um desafio ao imobilismo petrificado e um questionamento à ordem estabelecida. 

Texto bíblico:  Mc. 6,7-13  

Na oração:

- Nas nossas vidas acontece algo de verdadeiro e belo quando nos dispomos a buscar dentro de nós mesmos a razão da nossa existência.

- No “mapa espiritual” de nosso interior ainda existe uma “terra desconhecida”, que proporciona interesse à vida, suscita curiosidade, nos põe a caminho…  Grandes surpresas interiores estão à nossa espera, e a capacidade de continuar procurando é que dá sentido ao esforço e vigor à vida.

- A quê você se sente chamado(a)? A quem se sente enviado(a)?

Pe. Adroaldo Palaoro sj

https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1367-conhece-se-o-a-seguidor-a-de-jesus-pelos-pes



CAMINHO em Lucas

4   Lc    1, 17|                       17 Caminhará à frente deles, com o espírito

132   Lc    1, 76|         Senhor, para preparar-lhe os caminhos,~

462   Lc    1, 79|         para guiar nossos passos no caminho da paz.»~

9   Lc    2, 44|    menino estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram

463   Lc    3,  4|        grita no deserto: preparem o caminho do Senhor, endireitem suas

133   Lc    3,  5|           curvas ficarão retas, e os caminhos esburacados serão nivelados.

464   Lc    4, 30|         meio deles, continuou o seu caminho. ~A ATIVIDADE LIBERTADORA

465   Lc    7,  6|              6 Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando

466   Lc    7, 27|        frente: ele vai preparar teu caminho diante de ti’.

467   Lc    8,  5|           uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os passarinhos

468   Lc    8, 12|             Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram;

17   Lc    8, 14|     ouvem, mas, continuando a caminhar, se afogam nas preocupações,

9   Lc    8, 42|        morrendo. Enquanto Jesus caminhava, as multidões o apertavam.~

469   Lc    9,  3|               Não levem nada para o caminho: nem bastão, nem sacola,

470   Lc    9, 52|          frente. Estes puseram-se a caminho, e entraram num povoado

471   Lc    9, 57|     Enquanto iam andando, alguém no caminho disse a Jesus: «Eu te seguirei

472   Lc   10,  4|           sandálias, e não parem no caminho, para cumprimentar ninguém.

473   Lc   10, 31|          estava descendo por aquele caminho; quando viu o homem, passou

4   Lc   10, 38|               38 Enquanto caminhavam, Jesus entrou num povoado,

474   Lc   12, 58|         adversário enquanto estão a caminho, senão este o levará ao

475   Lc   13, 22|            ensinando e prosseguindo caminho para Jerusalém.

18   Lc   13, 33|         33 Entretanto preciso caminhar hoje, amanhã e depois de

134   Lc   14, 23|                Saia pelas estradas e caminhos, e faça as pessoas virem

14   Lc   17, 11|                           11 Caminhando para Jerusalém, aconteceu

5   Lc   17, 14| aos sacerdotesEnquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados.

476   Lc   18, 35|           estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas.

6   Lc   19, 36|               36 Enquanto caminhavam, as pessoas estendiam os

477   Lc   19, 36|             os próprios mantos pelo caminho.~

478   Lc   19, 42|           você compreendesse hoje o caminho da paz! Agora, porém, isso

479   Lc   20, 21|            mas ensinas de verdade o caminho de Deus.

19   Lc   24, 15|     se aproximou, e começou a caminhar com eles.

480   Lc   24, 17|        vocês andam conversando pelo caminho?» Eles pararam, com o rosto

481   Lc   24, 32|          quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras

482   Lc   24, 35|             que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido

 

 

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MAPA DA PALESTINA

 ÍNDICE GERAL -EVANGELHO DE MARCOS

  Responsável por este trabalho

    Xavier Cutajar

            xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

EU SOU

quarta-feira, julho 13th, 2016

EU SOU

EU SOU

No seu Evangelho, Marcos usa a declaração da identidade de Jesus,  Eu Sou (evgw, eivmi) 3 vezes: Mc 6,50; 13,6; 14,62

Refere-se a Deus “Eu sou” em Êxodo (3,6) citado em Marcos 12,26. Onde aparece o número 3 ou contagem de 3 vezes, sempre se refere a Deus, ao que é perfeito.

 

  1. Mc 6,49 Quando o avistaram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50 Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Ele logo falou: “Coragem! Eu Sou (evgw, eivmi) (1/3), não tenham medo!”

 

  1. Mc 13,5  JESUS começou a dizer:  “Cuidado para que ninguém engane vocês. 6  Muitos virão em meu nome, dizendo:  ‘Eu Sou‘ (evgw, eivmi) (2/3). E enganarão a muitos.

 

  1. Mc 14,61 Mas continuou calado, e nada respondeu.  O SUMO SACERDOTE  o interrogou de novo:  “És tu o MESSIAS, o FILHO DO BENDITO?”

62 JESUS respondeu: “Eu Sou (evgw, eivmi) (3/3). E vocês verão o FILHO DO HOMEM sentado à direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu.”

 

  • 12,26 E, quanto ao fato de que os mortos vão ressuscitar, vocês não leram, no livro de Moisés, a passagem da sarça ardente? Deus falou a Moisés(Ex 3,6)

Eu (evgw) (sou)  o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó′. 27 Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vocês estão muito enganados.”

 

EVANGELISTA JOÃO

No Evangelho de João, a expressão Eu sou (em grego: evgw. eivmi, – egô eimí) é reveladora da identidade divina, em consonância com o Êxodo (cf. Ex 3,14): somente Jesus “é”. (cf. Jo 8, 58: Jesus respondeu: “Em verdade digo a vocês: antes que Abraão existisse, Eu Sou (evgw, eivmi).”  O autor do Quarto Evangelho não permite que nenhum outro personagem seu use essa expressão para si, porque ela é exclusiva de Deus. Somente Jesus pode dizer “Eu sou”.

 

O nome de Deus -* Ex 3,11 Então Moisés disse a Deus: «Quem sou eu para ir até o Faraó e tirar os filhos de Israel lá do Egito?» 12 Deus respondeu: «Eu estou com você, e este é o sinal de que eu o envio: quando você tirar o povo do Egito, vocês vão servir a Deus nesta montanha».

13 Moisés replicou a Deus: «Quando eu me dirigir aos filhos de Israel, eu direi: ‘O Deus dos antepassados de vocês me enviou até vocês’; e se eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’ O que é que eu vou responder?» 14 Deus disse a Moisés: «Eu sou aquele que sou». E continuou: «Você falará assim aos filhos de Israel: ‘Eu Sou me enviou até vocês’ «. 15 Deus disse ainda a Moisés: «Você falará assim aos filhos de Israel: ‘Javé, o Deus dos antepassados de vocês, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó, foi quem me enviou até vocês’. Esse é o meu nome para sempre, e assim eu serei lembrado de geração em geração».

 

AS 7 DECLARAÇÕES DE JESUS DE QUEM ELE É

 

1 – EU SOU O PÃO DA VIDA ou O PÃO VIVO

(quatro vezes)

  1. 6,35 Jesus disse: “Eu Sou (evgw, eivmi) o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede.

6,41 As autoridades dos judeus começaram a criticar, porque Jesus tinha dito: “Eu Sou (evgw, eivmi)  o pão que desceu do céu.”   42 E comentavam: “Esse Jesus não é o filho de José? Nós conhecemos o pai e a mãe dele. Como é que ele diz que desceu do céu?”

  1. 6, 47 Eu garanto a vocês: quem acredita possui a vida eterna.
  2. 6,48 Eu Sou (evgw, eivmi)  o pão da vida.
  3. 6,51 E Jesus continuou: “Eu Sou (evgw, eivmi) o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre.   E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.”

 

2 – EU SOU A LUZ DO MUNDO

 

8,12 Jesus continuou dizendo: “Eu Sou (evgw, eivmi)  a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas possuirá a luz da vida.”

 

3 – EU SOU A PORTA DAS OVELHAS

(duas vezes)

  1. 10,7 Jesus continuou dizendo: “Eu garanto a vocês: Eu Sou (evgw, eivmi) a porta das ovelhas.  8  Todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram.
  2. 10, 9 Eu Sou (evgw, eivm) a porta.  Quem entra por mim, será salvo. Entrará, e sairá, e  encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir.  Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.

 

4 – EU SOU O BOM PASTOR

(2 vezes)

  1. 10,11 Eu Sou (evgw, eivmi) o bom pastor. O bom pastor dá a vida(yuch.n) por suas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor a quem pertencem, e as ovelhas não são suas, quando vê o lobo chegar,  abandona as ovelhas e sai correndo. Então o lobo ataca e dispersa as ovelhas. 13 O mercenário foge porque trabalha só por dinheiro, e não se importa com as ovelhas.
  2. 10,14       Eu Sou (evgw, eivmi)  o bom pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem,  15  assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou a minha vida(yuch.n) pelas ovelhas.

 

5 – EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA

11,25 Jesus disse:  “Eu Sou (evgw, eivmi)  a ressurreição e a vida. Quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá.

 

6 – EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

14,6 Jesus respondeu: “Eu Sou (evgw, eivmi) o Caminho, a Verdade e a Vida.  Ninguém vai ao Pai senão por mim.

 

7 – EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA

(2 vezes)

  1. 15,1 “Eu Sou (evgw, eivmi) a videira, a verdadeira e meu Pai é o agricultor.
  2. 15,5 Eu Sou (evgw, eivmi) a videira, e vocês são os ramos. Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada.

 

JESUS DECLARA-SE : EU SOU

  1. 6,19 Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco ou seis quilômetros, quando viram Jesus andando sobre as águas e aproximando-se da barca. Então ficaram com medo,  20 mas Jesus disse: “Eu Sou (evgw, eivmi). Não tenham medo.”
  2. 8,17 Na Lei de vocês está escrito que o testemunho de duas pessoas é válido. 18 Eu Sou (evgw, eivmi) o que dou testemunho de mim mesmo, e o Pai que me enviou dá testemunho de mim.”
  3. 8, 23 Jesus continuou a falar: “Vocês são daqui de baixo, eu (sou) lá de cima. Vocês são deste mundo, mas eu não sou deste mundo. 24 É por isso que eu digo que vocês vão morrer nos seus pecados. Se vocês não acreditam que Eu Sou (evgw, eivmi), vocês vão morrer nos seus pecados.”
  4. 8, 28 Jesus continuou dizendo: “Quando vocês levantarem o Filho do Homem, saberão que Eu Sou (evgw, eivmi) e que não faço nada por mim mesmo, pois falo apenas aquilo que o Pai me ensinou.
  5. 8,57 Então os judeus disseram: “Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?”   58 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: antes que Abraão existisse, Eu Sou (evgw, eivmi).”
  6. 13,19 Digo isso agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, vocês acreditem que Eu Sou (evgw, eivmi).
  7. 18,4 Então Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, saiu e perguntou a eles: “Quem é que vocês estão procurando?”  5 Eles responderam:  “Jesus de Nazaré.” Jesus disse:  “Eu Sou (evgw, eivmi).” Judas, que estava traindo Jesus, também estava com eles.

18, 6 Quando Jesus disse: “Eu Sou (evgw, eivmi)”,   eles recuaram e caíram no chão.

  1. 18,7 Então Jesus perguntou de novo: “Quem é que vocês estão procurando?” Eles responderam:  “Jesus de Nazaré.”  8 Jesus falou: “Já lhes disse que Eu Sou (evgw, eivmi).  Se vocês estão me procurando, deixem os outros ir embora.”

 

JESUS DECLARA PARA A SAMARITANA

QUE O MESSIAS É ELE.

Jo 4,25 A mulher disse a Jesus: “Eu sei que vai chegar um Messias (Messi,aj) (Cf. 1,41) (aquele que se chama Cristo(cristo,j));  e quando chegar, ele nos vai  mostrar todas as coisas.” 26 Jesus disse: “Eu Sou (evgw, eivmi), que estou falando com você.”

 

 

“Eu Sou” no Pentateuco (Torah),

ou seja, nos cinco primeiros livros da Bíblia.

Gênesis 15:1 Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande.

15:7 Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.

Gênesis 17:1 Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.

Gênesis 26:24 Na mesma noite, lhe apareceu o SENHOR e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo.

Gênesis 28:13 E eis que o SENHOR estava em cima dela, e disse: Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência;

Gênesis 31:13 Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai desta terra e volta para a terra de tua parentela.

Gênesis 35:11 Disse-lhe mais: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; sê fecundo e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti.

Gênesis 46:3 Então, disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá eu farei de ti uma grande nação.

Êxodo 3:6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.

Êxodo 3:14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.

Êxodo 6:2 Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o SENHOR.

Êxodo 6:6 Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o SENHOR, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, e vos livrarei da servidão, e vos resgatarei com braço estendido e com grandes juízos.

Êxodo 6:7 Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito.

Êxodo 6:8 E vos levarei à terra a qual jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei como possessão. Eu sou o SENHOR

Êxodo 6:29 disse o SENHOR a Moisés: Eu sou o SENHOR; dize a Faraó, rei do Egito, tudo o que eu te digo.

Êxodo 7:5 Saberão os egípcios que eu sou o SENHOR, quando estender eu a mão sobre o Egito e tirar do meio deles os filhos de Israel.

Êxodo 7:17 Assim diz o SENHOR: Nisto saberás que eu sou o SENHOR: com este bordão que tenho na mão ferirei as águas do rio, e se tornarão em sangue.

Êxodo 8:22 Naquele dia, separarei a terra de Gósen, em que habita o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas, e saibas que eu sou o SENHOR no meio desta terra.

Êxodo 10:2 e para que contes a teus filhos e aos filhos de teus filhos como zombei dos egípcios e quantos prodígios fiz no meio deles, e para que saibais que eu sou o SENHOR.

Êxodo 12:12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR.

Êxodo 14:4 Endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. Eles assim o fizeram.

Êxodo 14:18 e os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando for glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavalarianos.

Êxodo 15:26 e disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR, que te sara.

Êxodo 16:12 Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo da tarde, comereis carne, e, pela manhã, vos fartareis de pão, e sabereis que eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Êxodo 20:2 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.

Êxodo 20:5 Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem

Êxodo 29:46 E saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o SENHOR, seu Deus.

Êxodo 31:13 Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.

Levítico 11:44 Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.

11:45 Eu sou o SENHOR, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo.

Levítico 18:2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 18:4 Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 18:5 Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eusou o SENHOR.

Levítico 18:6 Nenhum homem se chegará a qualquer parenta da sua carne, para lhe descobrir a nudez. Eu sou o SENHOR.

18:21 E da tua descendência não darás nenhum para dedicar-se a Moloque, nem profanarás o nome de teu Deus. Eusou o SENHOR.

Levítico 18:30 Portanto, guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que se praticaram antes de vós, e não vos contaminareis com eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 19:3 Cada um respeitará a sua mãe e o seu pai e guardará os meus sábados. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 19:4 Não vos virareis para os ídolos, nem vos fareis deuses de fundição. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 19:10 Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 19:12 nem jurareis falso pelo meu nome, pois profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR.

Levítico 19:14 Não amaldiçoarás o surdo, nem porás tropeço diante do cego; mas temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR.

Levítico 19:16 Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eusou o SENHOR.

Levítico 19:18 Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

Levítico 19:25 No quinto ano, comereis fruto dela para que vos faça aumentar a sua produção. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 19:28 Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR.

Levítico 19:30 Guardareis os meus sábados e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o SENHOR.

Levítico 19:31 Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 19:32 Diante das cãs te levantarás, e honrarás a presença do ancião, e temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR.

Levítico 19:34 Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 19:36 Balanças justas, pesos justos, efa justo e justo him tereis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito.

Levítico 19:37 Guardareis todos os meus estatutos e todos os meus juízos e os cumprireis. Eu sou o SENHOR.

Levítico 20:7 Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 20:8 Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR, que vos santifico.

Levítico 20:24 Mas a vós outros vos tenho dito: em herança possuireis a sua terra, e eu vo-la darei para a possuirdes, terra que mana leite e mel. Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos separei dos povos.

Levítico 20:26 Ser-me-eis santos, porque eu, o SENHOR, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus.

Levítico 21:12 Não sairá do santuário, nem profanará o santuário do seu Deus, pois a consagração do óleo da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o SENHOR.

Levítico 21:15 E não profanará a sua descendência entre o seu povo, porque eu sou o SENHOR, que o santifico.

Levítico 21:23 Porém até ao véu não entrará, nem se chegará ao altar, porque tem defeito, para que não profane os meus santuários, porque eu sou o SENHOR, que os santifico.

Levítico 22:2 Dize a Arão e aos seus filhos que se abstenham das coisas sagradas, dedicadas a mim pelos filhos de Israel, para que não profanem o meu santo nome. Eu sou o SENHOR.

Levítico 22:3 Dize-lhes: Todo homem, que entre as vossas gerações, de toda a vossa descendência, se chegar às coisas sagradas que os filhos de Israel dedicam ao SENHOR, tendo sobre si a sua imundícia, aquela alma será eliminada de diante de mim. Eu sou o SENHOR.

Levítico 22:8 Do animal que morre por si mesmo ou é dilacerado não comerá, para, com isso, não contaminar-se. Eu sou o SENHOR.

Levítico 22:9 Guardarão, pois, a obrigação que têm para comigo, para que, por isso, não levem sobre si pecado e morram, havendo-o profanado. Eu sou o SENHOR, que os santifico.

Levítico 22:16 pois assim os fariam levar sobre si a culpa da iniqüidade, comendo as coisas sagradas; porque eusou o SENHOR, que os santifico.

Levítico 22:30 No mesmo dia, será comido; e, dele, nada deixareis ficar até pela manhã. Eu sou o SENHOR.

Levítico 22:31 Pelo que guardareis os meus mandamentos e os cumprireis. Eu sou o SENHOR.

Levítico 22:32 Não profanareis o meu santo nome, mas serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o SENHOR, que vos santifico,

Levítico 22:33 que vos tirei da terra do Egito, para ser o vosso Deus. Eu sou o SENHOR.

Levítico 23:22 Quando segardes a messe da vossa terra, não rebuscareis os cantos do vosso campo, nem colhereis as espigas caídas da vossa sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixareis. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 23:43 para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 24:22 Uma e a mesma lei havereis, tanto para o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 25:17 Não oprimais ao vosso próximo; cada um, porém, tema a seu Deus; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 25:38 Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã e para ser o vosso Deus.

Levítico 25:55 Porque os filhos de Israel me são servos; meus servos são eles, os quais tirei da terra do Egito. Eusou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 26:1 Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Levítico 26:2 Guardareis os meus sábados e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o SENHOR.

Levítico 26:13 Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para que não fôsseis seus escravos; quebrei os timões do vosso jugo e vos fiz andar eretos.

Levítico 26:44 Mesmo assim, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei, nem me aborrecerei deles, para consumi-los e invalidar a minha aliança com eles, porque eu sou o SENHOR, seu Deus.

Levítico 26:45 Antes, por amor deles, me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito à vista das nações, para lhes ser por Deus. Eu sou o SENHOR.

Números 3:13 Porque todo primogênito é meu; desde o dia em que feri a todo primogênito na terra do Egito, consagrei para mim todo primogênito em Israel, desde o homem até ao animal; serão meus. Eu sou o SENHOR.

Números 3:41 e para mim tomarás os levitas (eu sou o SENHOR) em lugar de todo primogênito dos filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar de todo primogênito entre os animais dos filhos de Israel.

Números 3:45 Toma os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos animais dos filhos de Israel, porquanto os levitas serão meus. Eu sou o SENHOR.

Números 10:10 Da mesma sorte, no dia da vossa alegria, e nas vossas solenidades, e nos princípios dos vossos meses, também tocareis as vossas trombetas sobre os vossos holocaustos e sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e vos serão por lembrança perante vosso Deus. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Números 15:41 Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por Deus. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Números 18:20 Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel.

Deuteronômio 5:6 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão.

Deuteronômio 29:6 Pão não comestes e não bebestes vinho nem bebida forte, para que soubésseis que eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Deuteronômio 32:39 Vede, agora, que Eu SouEu somente, e mais nenhum deus além de mim; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da minha mão.

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Ivete Holthmam

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VERDADE

quarta-feira, julho 13th, 2016

VERDADE EM MARCOS

 

5,33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebeu o que lhe havia acontecido. Então foi, caiu aos pés dele e contou toda a verdade(avlh,qeian). 34 E disse à mulher: “Minha filha, sua curou(salvou) você. Vá em paz e fique curada dessa doença.”

 

12,13 Então eles (chefes dos sacerdotes, doutores da lei e anciãos) mandaram alguns dos fariseus e dos herodianos, para apanhá-lo em alguma palavra. 14 Quando chegaram, disseram: “Mestresabemos que tu és verdadeiro (avlhqh.j), porque não dás preferência a ninguém. Com efeito, não levas em conta as aparências, e ensinas de verdade (avlhqei,aj) o caminho de Deus . Dize-nos:  é lícito ou não pagar tributo a César? Devemos pagar ou não?”

 

12, 32 O doutor da Lei disse: “Muito bem, mestre! Como disseste, Ele é, na verdade (avlhqei,aj), o único (Deus), e não existe outro além dele. 33  E amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo, é melhor do que todos os holocaustos e do que todos os sacrifícios.” 34 Jesus, vendo que ele tinha respondido com inteligência, disse:  “Você não está longe do Reino de Deus.” E ninguém mais tinha coragem de fazer-lhe perguntas.

 

VERDADE/VERDADEIRO em JOÃO

Jesus é a luz verdadeira (1,9) e quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz (3,21)

Jesus é verdadeiramente o salvador do mundo (4,42)

Jesus é verdadeiramente o profeta (6,14; 7,40)

Jesus é o verdadeiro pão do céu (6,31)

Jesus é verdadeiramente o Messias (7,25)

Jesus fala (diz) a verdade (8,39.45.46; 16,7)

Jesus é o caminho, a verdade e a vida (14,6)

Jesus é a videira, a verdadeira (15,1)

Jesus dá testemunho da verdade (18,37)

A verdade é a palavra do Pai (17,17)

 

1,9  A  luz  verdadeira (avlhqino,n), (1Jo 2,8) aquela    que  ilumina    todo  homem, estava chegando ao mundo.

3, 21 Mas, quem age conforme a verdade (avlh,qeian), se aproxima da luz, para que suas ações sejam vistas, porque são feitas como Deus quer.”

 

1, 14  E a Palavra se fez homem  e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória: glória do Filho único do Pai, cheio de  amor e verdade (avlhqei,aj).

 

1, 17 Porque a Lei foi dada por Moisés, mas o amor e a verdade (avlh,qeia) vieram através de Jesus Cristo.   

 

1, 47 Jesus viu Natanael aproximar-se e comentou: “Eis aí um israelita verdadeiro (avlhqw/j), sem falsidade.”

 

7, 18 Quem fala por si mesmo, busca seu próprio prestígio. Mas quem busca o prestígio daquele que o enviou, é verdadeiro (avlhqh,j), e nele não há falsidade.  

3, 31 “Aquele que vem do alto, está acima de todos. Quem é da terra, pertence à terra e fala como terrestre. Aquele que vem do céu, 32 dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33  E quem aceita o seu testemunho, comprova que Deus é verdadeiro (avlhqh,j).

 

4, 18 De fato, você teve cinco maridos. E o homem que você tem agora, não é seu marido. Nisso você falou a verdade (avlhqe.j).” 

 

4, 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiro (avlhqinoiadoradores vão adorar o Pai em espírito e verdade (avlh,qeia). Porque são  estes os adoradores que o Pai procura.   24  Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade (avlh,qeia).” 

 

4, 37 O que diz o provérbio(ditado) é verdadeiro (avlhqino.j): ‘Um semeia e outro colhe’.

 

4, 42 E diziam à mulher: “Já não acreditamos por causa daquilo que você disse.     Agora, nós mesmos ouvimos e sabemos que este é, verdadeiramente (avlhqw/j), o salvador do mundo.”

 

5,31 “Se eu dou testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro (avlhqh,j). 32 Mas há outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro (avlhqh,j). 33 Vocês mandaram mensageiros a João,  e ele deu testemunho da verdade (avlh,qeia). 34 Eu não preciso de testemunho de um homem, mas falo isso para que vocês sejam salvos. 

 

6, 14 As pessoas viram o sinal que Jesus tinha realizado e disseram: “Este é verdadeiramente (avlhqw/j) o Profeta que devia vir ao mundo.”

 

6, 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como diz a Escritura: ‘Ele deu-lhes um pão que veio do céu’ “. 32 Jesus respondeu: “Em verdade, Em verdade vos digo Moisés não deu para vocês o pão que veio do céu. É o meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro (avlhqino,n) pão que vem do céu,  33 porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.” 34 Então eles pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão.”

 

6, 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a VIDA ETERNA, e eu o ressuscitarei no último dia.  55 Porque a minha carne é verdadeira (avlhqh,j) comida e o meu sangue é verdadeira (avlhqh,j) bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu permaneço nele.

 

7,25 Algumas pessoas de Jerusalém comentavam: “Não é este que estão procurando para matar?  26 Ele está aí falando em público,  e ninguém diz nada! Será que as autoridades reconheceram, verdadeiramente (avlhqw/j), que ele é o Messias?  27 Entretanto, nós sabemos de onde vem esse Jesus, mas, quando chegar o Messias, ninguém saberá de onde ele vem.” 28 Jesus estava ensinando no Templo. Então ele gritou:  “Será que de fato vocês me conhecem e sabem de onde sou eu? Eu não vim por mim mesmo. Quem me enviou é verdadeiro (avlhqino.j),  e vocês não o conhecem. 29 Mas eu o conheço, porque venho de junto dele, e foi ele quem me enviou.”

 

7,40 Ouvindo essas palavras, alguns diziam no meio da multidão: “Este homem é verdadeiramente (avlhqw/j) o Profeta!”

 

8,12 Jesus continuou dizendo: “Eu Sou  a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas possuirá a luz da vida.” 13 Então os fariseus disseram: “O teu testemunho não é verdadeiro (avlhqh,j), porque estás dando testemunho de ti mesmo.” 14 Jesus respondeu: “Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro (avlhqh,j), porque eu sei de onde venho e para onde vou, vocês não sabem de onde venho e para onde vou. 15 Vocês julgam como homens, mas eu não julgo ninguém. 16  Se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro (avlhqinh), porque não estou sozinho, mas o Pai que me enviou está comigo. 17 Na Lei de vocês está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro (avlhqh,j). 

 

8, 25 Então as autoridades dos judeus perguntaram: “Quem és tu?” Jesus respondeu: “O que eu estou dizendo desde o começo. 26 Eu poderia dizer muita coisa a respeito de vocês, e condená-los. Mas, aquele que me enviou é verdadeiro (avlhqh,j), e eu digo ao mundo as coisas que ouvi dele.” 27 Eles não compreenderam que Jesus falava a respeito do Pai.

 

8, 31 Então Jesus disse para as autoridades dos judeus que tinham acreditado nele: “Se vocês guardarem a minha palavra, vocês serão, verdadeiramente (avlhqw/j), meus discípulos; 32conhecerão a verdade (avlh,qeian), e a verdade (avlh,qeia) libertará vocês.”  

33 Eles disseram: “Nós somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘vocês ficarão livres’? “ 

34 Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: quem comete o pecado, é escravo do pecado. 35 O escravo não fica para sempre na casa, mas o filho fica aí para sempre. 36 Por isso, se o Filho os libertar, vocês realmente ficarão livres.   37 Eu sei que vocês são descendentes de Abraão; no entanto, estão procurando me matar, porque minha palavra não entra na cabeça de vocês. 38  Eu falo das coisas que vi junto do Pai; vocês também devem fazer aquilo  que ouvem do pai de vocês.”

8,39 As autoridades dos judeus disseram a Jesus: “Nosso pai é Abraão.”

        Jesus disse: “Se vocês são filhos de Abraão, façam as obras de Abraão. 40 Agora, porém, vocês querem me matar, e o que eu fiz, foi dizer a verdade (avlh,qeian) que ouvi junto de Deus. Isso Abraão nunca fez. 41 Vocês fazem a obra do pai de vocês.”

        Então eles replicaram: “Não somos filhos ilegítimos; só temos um pai, que é Deus.” 

42 Jesus disse: “Se Deus fosse pai de vocês, vocês me amariam, porque eu saí de Deus e venho dele. Não vim pela minha própria vontade, mas foi ele que me enviou. 43 Por que vocês não compreendem o que eu falo? É porque vocês não são capazes de ouvir a minha palavra.  44  O pai de vocês é o diabo, e vocês querem realizar o desejo do pai de vocês. Desde o começo ele é assassino, e nunca esteve com a verdade (avlh,qeia), porque nele não existe verdade (avlh,qeia). Quando ele fala mentira, fala do que é dele, porque ele é mentiroso e pai da mentira. 45  Eu falo a verdade (avlh,qeian),  e por isso vocês não acreditam em mim.  

46   Quem de vocês pode me acusar de pecado? Se eu digo a verdade (avlh,qeian), por que vocês não acreditam em mim?  47 Quem é de Deus ouve as palavras de Deus. Vocês, porém, não ouvem, porque vocês não são de Deus.”

 

10,40 Jesus atravessou de novo o rio Jordão e foi para o lugar onde antes João ficava batizando. E aí ficou. 41 Muitos foram ao seu encontro. E diziam:  “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito desse homem  é verdade (avlhqh).”  42 E aí muitos acreditaram em Jesus.

 

14, 4 E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho.”   5 Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho?” 6 Jesus respondeu: “Eu Sou  o Caminho, a verdade (avlh,qeia) e a Vida.    Ninguém vai ao Pai senão por mim. 

 

14,15 “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos. 16 Então, eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Advogado, para que permaneça com vocês para sempre. 17 Ele é o Espírito da verdade (avlhqei,aj), que o mundo não pode acolher, porque não o vê, nem o conhece. Vocês o conhecem, porque ele mora com vocês, e estará com vocês.

 

15, 26 O Advogado, que eu mandarei para vocês de junto do Pai,  é o Espírito da verdade (avlhqei,aj) que procede do Pai. Quando ele vier, dará testemunho de mim.  27 Vocês também darão testemunho de mim, porque vocês estão comigo desde o começo.”

 

16,12 “Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas agora vocês não seriam capazes de suportar.13 Quando vier o Espírito da verdade (avlhqei,aj),   ele encaminhará vocês para toda a verdade (avlh,qeia), porque o Espírito não falará em seu próprio nome, mas dirá o que escutou e anunciará para vocês as coisas que vão acontecer.  14 Ele manifestará a minha glória,  porque ele vai receber daquilo que é meu, e o interpretará para vocês. 15 Tudo o que pertence ao Pai, é meu também. Por isso é que eu disse: o Espírito vai receber daquilo que é meu, e o interpretará para vocês.

 

15,1  “Eu Sou a videira, a verdadeira (avlhqinh)  e meu Pai é o agricultor.

 

16,4  “Eu não lhes disse tudo isso desde o começo, porque eu estava com vocês.  5  Mas agora eu vou para aquele que me enviou. E ninguém de vocês pergunta para onde eu vou?  6 Mas porque eu lhes disse essas coisas, a tristeza encheu o coração de vocês. 7 Entretanto, eu lhes digo a verdade (avlh,qeian): é melhor para vocês que eu vá embora,  porque, se eu não for, o Advogado não virá para vocês. Mas se eu for, eu o enviarei. 8 Quando o Advogado vier, ele vai desmascarar o mundo, mostrando quem é pecador, quem é o Justo e quem é o julgado. 9 Quem é pecador? Aqueles que não acreditaram em mim. 10 Quem é o Justo? Sou eu. Mas vocês não me verão mais, porque eu vou para o Pai.  11 Quem é o julgado? É o PRÍNCIPE DESTE MUNDO, que já foi julgado .”

 

17,3 Ora, a VIDA ETERNA  é esta: que eles conheçam a ti, o único Deus verdadeiro (avlhqino,n), e aquele que tu enviaste, Jesus Cristo.4 Eu te glorifiquei na terra, completei a obra que me deste para fazer. 5 E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. 6 Eu manifestei o teu NOME aos homens que me deste do meio do mundo. Eles eram teus e tu os deste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7 Agora eles conhecem que tudo o que me deste provém de ti, 8 e que as palavras que eu lhes dei são aquelas que tu me(moi) deste. Eles as receberam e conheceram, verdadeiramente (avlhqw/j), que eu saí de junto de ti, e acreditaram que tu me enviaste. 

 

17,15 Não te peço para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do Maligno. 16 Eles não pertencem ao mundo, como eu não pertenço ao mundo. 17 Consagra-os com a verdade (avlh,qeia): a verdade (avlh,qeia) é a tua palavra.  18 Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os envio ao mundo.  19 Em favor deles eu me consagro, a fim de que também eles  sejam consagrados com a verdade (avlh,qeia).”

 

18, 37 Pilatos disse a Jesus:  “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Você está dizendo que sou rei. Eu nasci e vim ao mundo  para dar testemunho da verdade (avlh,qeia). Todo aquele que está com a verdade (avlhqei,aj), ouve a minha voz.” 38 Pilatos disse: “O que é a verdade (avlh,qeia)?”

 

19, 33 E se aproximaram de Jesus. Vendo que já estava morto,  não lhe quebraram as pernas, 34 mas um soldado lhe atravessou o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água. 35 E aquele que viu, dá testemunho,  e o seu testemunho é verdadeiro (avlhqinh). E ele sabe que diz a verdade (avlhqh), para que também vocês acreditem.

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MAPA DA PALESTINA

 ÍNDICE GERAL -EVANGELHO DE MARCOS

  Responsável por este trabalho

    Xavier Cutajar

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