Archive for abril, 2017

INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

sábado, abril 29th, 2017

 

A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA NA IGRERJA - Documento da Igreja, Roma, 15 de Abril de 1993

A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA E A LEITURA FUNDAMENTALISTA - Klaus da Silva Raupp

 

 

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

quinta-feira, abril 27th, 2017

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

01-A Teologia da Libertação – Michael Lowly

02-A Teologia da Libertação está viva – Selvino Heck

03-As comunidades eclesiais de base na igreja do Brasil

04-Altemeyer – Dos mistérios de ser Deus e homem

05a-Frei Betto – O papa e a teologia da libertação

05b-Frei Betto – O papa e a crise mundial – A Encíclica do Papa

05c-Frei Betto-Você acredita em milagres

05d-Frei Betto – François Houtart e Miguel D’Escoto

06-Historía Breve de la Teología de la Liberacion – Roberto Oliveira Maqueo

07-Interpretando os sinais-Pe. Edênio Valle

08-La practica de Jesus-Hugo Echegaray

09-Mensagem ao povo de Deus sobre as CEBs – CNBB

10-Liberacion y Teología-Roberto Oliveros Maqueio

11-Pascoa e teologia da libertação – Dom Luiz

12a-Comblin – Retomar a Teologia da Libertação na America Latina

12b-Comblin – Evangelho, Religião e Igreja

12c-Comblin – As grandes incertezas na Igreja atual

12d-Comblin – La Vida En Busque da De La Libertad-2008

12e-Comblin – Deus e Pai

13-Não ha teologia sem ideologia – Jose Lisboa Moreira de Oliveira

14-Lugar da missão em Aparecida – Paulo Suess

15-90 anos de transformações na Igreja – Entrevista especial com Dom Tomas Balduino

16-A contribuição da Teologia da Libertação – Entrevista com Michael Lowy

17-Atuação Política de Jesus – Frei Clodovis Boff

18a-Boff – Estamos indo do mal a pior

18b-Boff – O caminho como arquêtipo

18c-Boff – A busca de um ethos planetário

18d-Boff – Papa apoia a Teologia da Libertação e fala como nós

18e-Boff – Ha de se cuidar do amor e da amizade-livrinho

18f-Boff – Papa Francisco e a Teologia da Libertação

18g-Boff – Quarenta anos da Teologia da Libertação

18h-Boff – Teologia da Libertação -Entrevista

18i-Boff – Libertad Y Liberacion – Leonardo e Clodovis Boff

18j-Boff – O Cristo cosmico – A espiritualidade do universo

19-Jung – A razão espiritual do cristianismo de libertação – Jung Mo Sung

20-Teologia da Libertação abriu Igreja aos pobres e a vivência da Palavra-Dom Leonardo

21-Gebara – Direito de decidir – Ivone Gebara

21b-Gebara – As mulheres que mantem a luz acesa

22-Este e o vosso culto espiritual-Frei José Ariovaldo da Silva

23-Os Filhos da Teologia da Libertação – Marcelo Netto Rodrigues

24-Páscoa e teologia da libertação – Dom Luiz

25-A Teologia da Libertação pode ajudar a interpretar o mal-estar global de hoje

26-Sobrino – Mesías y messianismos

27-Perseguicao a Teologia da Libertacao-Mauro Lopes

28-Uma Teologia da Libertacao asiatica

29-Teologia da Libertacao-Maise de Carvalho

30a-Gutierrez-Os preferidos de Deus

30b-Gutierrez-Gigante da teologia

31-CANTA FRANCISCO - vídeo

32-Para compreender as CEBs-Ferraro

33-Onde se encontra a teologia da libertacao na era do Papa-Moser

34-O que e teologia feminista

35-500 anos da Reforma de Lutero-Leonardo Boff

      MAIS SOBRE A BÍBLIA

** PARA ENTENDER LA BIBLIA por Alejandro von Rechnitz

** Leia alguns ARTIGOS sobre a BÍBLIA

** Leia alguns LIVROS APÓCRIFOS

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** VEJA O ESTUDO DO APOCALIPSE DE SÃO JOÃO

** VEJA O ESTUDO DO EVANGELHO DE MARCOS

** VEJA O ESTUDO DO EVANGELHO DE MATEUS

** VEJA O ESTUDO DO EVANGELHO DE LUCAS

** VEJA O ESTUDO DO EVANGELHO DE JOÃO

** VEJA 10 VÍDEOS DE COMO FUNCIONAVA A SOCIEDADE NO TEMPO DE JESUS E A SUA PROPOSTA

**VEJA MATERIAL SOBRE A LITURGIA

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Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

DOMINGO DE RAMOS – HUGHES

quinta-feira, abril 6th, 2017

DOMINGO DE RAMOS (09.04.17)

TOMAZ HUGHES

Mt 21, 1-12; Mt 26, 14 – 27, 66

Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

Neste primeiro dia da Semana Santa, com certeza não há comunidade católica no Brasil que não celebre, com muito entusiasmo, a comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém. Organizam-se procissões e encenações, e quase todos fazem questão de levar alguns ramos bentos para a casa.

Porém, é muito importante resgatar o verdadeiro sentido da entrada de Jesus em Jerusalém, para que possamos celebrar a festa com mais profundidade. O próprio Evangelho de Mateus nos dá uma dica, quando em v. 5 cita o profeta Zacarias. Pois, Jesus, escolhendo entrar na capital desta maneira, estava fazendo uma releitura de Zacarias 9, 9-10. O profeta (conhecido como Segundo Zacarias, pois, capítulos 9-14 do livro são pós-exílicos) vivia numa situação de grande opressão e pobreza, quando Palestina e o seu povo eram dominados pelo Império Grego, depois de Alexandre Magno. O profeta procura animar o seu povo oprimido, manter viva a chama de resistência através da esperança na chegada de um Messias, que teria três grandes características: seria rei (9, 9-10), bom pastor (11, 4-17) e “transpassado” (12, 9-14). Portanto, quando Jesus e os seus discípulos fizeram a sua entrada em Jerusalém; era uma maneira forte de proclamar a chegada do Messias, do Rei esperado pelos pobres de Javé. Era gesto profético de esperança, algo tão necessário no ministério das Igrejas hoje, infelizmente muito marcadas pela ameaça, frequentemente com mais ênfase sobre o mal do que sobre o bem, de uma suposta dominação de “demônios” e não pela certeza da vitória da graça e da redenção.

Mas, o rei proclamado por Zacarias e concretizado em Jesus era bem diferente dos reis dos países de então. Enquanto estes faziam questão de apresentar-se publicamente com toda a pompa, montados sobre cavalos imponentes, o rei previsto por Zacarias iria entrar em Jerusalém montado em um jumento – o animal do pequeno agricultor. Pois, o seu reino seria, não de dominação, opulência e opressão, mas, de paz, de justiça e de solidariedade:

“Dance de alegria, cidade de Sião; grite de alegria, cidade de Jerusalém, pois, agora o seu rei está chegando, justo e vitorioso. Ele é pobre, vem montado num jumento, num jumentinho, filho de uma jumenta. Ele destruirá os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém; quebrará o arco de guerra. Anunciará a paz a todas as nações, e o seu domínio irá de mar a mar” (Zc 9, 9-10).

A entrada em Jerusalém de Jesus era verdadeiramente uma entrada triunfal – mas, do triunfo de Deus, do Messias dos pobres e justos, e uma reviravolta nos valores da sociedade. Era a rejeição dos valores opressores dos Reinos mundanos, a celebração de Javé, o libertador, que “ouve o clamor dos pobres e sofridos” (Êx 3, 7). Celebrar a memória deste evento no Domingo de Ramos deve nos levar a um compromisso maior com a construção de um mundo de paz verdadeira, fruto de justiça, partilha e solidariedade. Quando falamos da entrada triunfal, lembremo-nos que é o triunfo da fraqueza de Deus, da Cruz, do projeto do Reino, pois como disse Paulo, “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1, 25). Cuidemos de não transformar a celebração litúrgica em folclore, centrada na figura do padre, glorificando o poder e a dominação, fazendo o que fizeram em Jerusalém, conforme o hino: “Queriam um grande Rei que fosse forte, dominador e por isso não creram n’Ele e mataram o Salvador”.

A celebração de Domingo de Ramos é realmente uma das vitórias, mas, da vitória que vem de fidelidade ao projeto de Deus, no seguimento de Jesus, até a Cruz e à Ressurreição. Evitemos criar uma caricatura de Jesus como Rei poderoso, conforme os padrões da nossa sociedade, e procuremos recuperar a finalidade da ação profética de Jesus – reacender a esperança dos excluídos, marginalizados, pobres e oprimidos, assumindo cada vez mais ações concretas na busca da construção da “Terra Sem Males”. Um desafio muito grande para quem tem qualquer ministério nas Igrejas, ordenado ou não, pois o nosso modelo – como o Papa Francisco nunca cansa de nos lembrar – é o “anti-rei”, Jesus de Nazaré, e não as autoridades pomposas deste mundo.

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