Archive for julho, 2020

ARQUEOLOGIA BÍBLICA

segunda-feira, julho 27th, 2020

 

ARQUEOLOGIA BIBLICA – VERBO FILMES

Este material traz importantes informações sobre o mundo da arqueologia bíblica, a partir de imagens e pesquisas recentes feitas nos principais sítios (Tel) de Israel e Jordânia. Este valioso material serve de referência para professores e alunos de teologia e arqueologia e para todos aqueles que anseiam por uma visualização dos locais onde aconteceram importantes fatos do mundo bíblico.

1. HAZOR

2. HERODIUM

3. JERICÓ

4. LAQUIS

5. MAR MORTO

6. MASSADA

7. MEGUIDO

8. QUMRÃ

9. TEL ARAD

10. BER SHE VA

11. GUEZER

12. BELÉM

13. CAFARNAUM

14. GERASA

15. JERUSALÉM

16. NAZARÉ

17. PETRA

 

 

 

 

 

 

 

Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

 

 

 

 

Castillo, José Maria

domingo, julho 19th, 2020

 Pe CASTILLO – REFLEXÕES LITÚRGICAS

 

17º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

Evangelho: Mateus 13,44-52
José María Castillo
Teólogo espanhol
O QUE PREENCHE O SER HUMANO
A primeira dessas parábolas compara a oferta de Jesus, o reinado de Deus, com um tesouro. Um tesouro tão valioso e que seduz tanto e produz tanta alegria, que aquele que o encontra, esquece-se de tudo o que tem, abandona tudo e vê nesse tesouro a única coisa que vale a pena neste mundo.
Como é lógico, isto quer dizer que quem encontra Jesus e sua mensagem, por esse motivo, muda radicalmente de vida. Uma novidade assim, não pode ser nem a prática religiosa, nem, muito menos, as obrigações que impõe a religião. Nem sequer, as promessas de felicidade para a outra vida. Nada disso é – para a grande maioria das pessoas – um tesouro que muda a forma de viver. A crença em uma esperança (incerta? insegura?) de futuro, normalmente, não modifica o presente visível, tangível.
O mesmo se deve dizer da pérola. No fundo, é a mesma comparação formulada com outras palavras. O que podem expressar o «tesouro» e a «pérola»?
Somente o que mais preenche os seres humanos:
um ambiente humano de respeitotolerânciaestimacarinho e segurança,
no qual damos felicidade e recebemos felicidade,
com a convicção de que isso é (e será) para sempre.
Somente isso pode significar o que, tal como são os humanos, Jesus oferece e afirma.
A comparação da rede e a separação última e definitiva dos peixes abre o horizonte das promessas de Jesus de tal maneira, que transcende todas as limitações inerentes à condição humana. A intenção de Mateus, ao colocar aqui esta comparação, é pôr uma «sentinela no horizonte» (Paul Ricoeur) último de todo o meramente humano, para superá-lo e transcendê-lo além de quanto nos atrevemos a imaginar ou suspeitar os mortais.
Em suma, a garantia mais segura de que o Evangelho está presente na vida é que essa nossa vida progrida e funcione impregnada de alegria pelo fato de ter conhecido e encontrado Jesus e seu Evangelho.
Traduzido do espanhol por Pe. Telmo José Amaral de Figueiredo.

Fontes:- CASTILLO, José María. La religión de Jesús: comentario al Evangelio diário 2020. Bilbao: Desclée De Brouwer, 2019, páginas 266-267.

16º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

Evangelho: Mt 13,24-43

José María Castillo
Teólogo espanhol
NINGUÉM É JUIZ DE NINGUÉM
O ensinamento desta parábola [do joio e do trigo] está claro: a juízo de Jesus, ninguém tem nesta vida o direito de erigir-se em juiz do bem e do mal. Ninguém tem, portanto, o direito de decidir onde está o bem (o trigo) e onde está o mal (o joio). E menos ainda, ninguém tem o direito de considerar-se com poder para pretender extirpar o mal pela raiz (arrancar o joio). Porque pode, muito bem, acontecer que, pensando que se arranca o joio, na realidade o que está se arrancando é o trigo.
Portanto, ninguém pode constituir-se em juiz dos demais. Ninguém tem direito de fazer isso. Ninguém pode condenar ninguém, rejeitar ninguém, reprovar a quem seja. Porque corre o perigo de equivocar-se. De modo que, pensando que faz uma boa coisa, na realidade o que leva a cabo é um dano.
Jesus condena, assim, o puritanismo e a intolerância. Todos corremos o perigo de incorrer nesse tipo de conduta. E nós sabemos, muito bem, até que ponto as pessoas andam por aí condenandorejeitandoofendendo, insultando… Porém, esse perigo aumenta, na medida em que, uma pessoa se faz mais religiosa, sobretudo, se sua religião é de caráter fundamentalista. Então, a intolerância supera todos os limites e chega a criar ambientes nos quais não se pode nem respirar.
Este mundo está repleto de fanáticos, que se consideram com o direito e o dever de obrigar que os outros mudem, até pensar e viver como pensa e vive o fanático intolerante. As pessoas «muito religiosas» dão medo! E tornam a vida insuportável e a convivência amarga.
No fundo, o problema está em que, no final das contas, o bem e o mal são categorias que dependem dos que tem poder para defini-lasFriedrich Nietzsche (filósofo alemão: 1844-1900) disse muito bem: «foram os bons mesmos, isto é, os nobres, os poderosos, os homens de posição superior… quem se sentiram e valorizaram a si mesmos e à sua obra como bons, ou seja, como algo de primeiro escalão, em contraposição a todo o baixo, abjeto, vulgar e plebeu» (Genealogia da moral I, 2).
E é, assim, que vamos limpar o campo do Senhor do suposto joio?
No final das contas, a essência do fanatismo consiste no desejo (e até no empenho) de «obrigar os outros a mudarem» (Amos Oz – escritor israelense: 1939-2018). Neste ponto coincidem todos os fanáticos do mundo, os quais, com frequência, degeneram para a violência e o terror.
Traduzido do espanhol por Pe. Telmo José Amaral de Figueiredo.

Fontes: Religión Digital – CASTILLO, José María. La religión de Jesús: comentario al Evangelio diário 2020. Bilbao: Desclée De Brouwer, 2019, páginas 257-258.

 

 

15º Domingo do Tempo Comum – Ano A – Homilia

Evangelho: Mateus 13,1-23

 José María Castillo
Teólogo espanhol
A FORÇA DO REINO ESTÁ ENTRE NÓS
Para entender esta parábola, a primeira coisa que se deve levar em conta, é que a «palavra» (em grego: logos; em hebraico: dâbâr), nas cultura do Oriente Antigo, não era meramente um «signo» que transmite uma «ideia», mas era uma «força» que transmitia uma «realidade». A realidade que expressava a palavra.
Nesta parábola, o que Jesus explica é porque muitas vezes a palavra 
não é força, mas se frustra e, por isso,
resulta ineficaz ou sua eficácia é diminuída, limitada.
Como isso é mencionado na Bíblia, a «palavra de Deus», não se associa ao sacerdote (Zacarias, o pai do Batista, ficou sem palavra, mudo: Lc 1,20), enquanto que a palavra veio sobre João, não no Templo, mas no deserto (Lc 3,2). E é que a palavra era o meio pelo qual os profetas comunicam sua força ao povo (Am 1,6).
Porém, com Jesus, o tema da palavra dá um passo adiante que se torna decisivo: a palavra de Deus é a palavra de Jesus: «Porém, eu vos digo» (Mt 5,22. 28…). A palavra de Jesus tem tal força, que:
* faz milagres (Mt 8,8.16; Jo 4,50-53),
* perdoa pecados (Mt 9,1-7 paralelos),
* transmite seu poder pessoal (Mt 18,18; Jo 20,23),
* perpetua sua presença (Mt 26,26-29 paralelos).
Pois bem, levando em consideração tudo aquilo que foi exposto, a pergunta que temos de afrontar é forte: Por que, com tanta frequência, a palavra do clero, dos catequistas, dos professores de religião, não é semente para nada?
Por que essa palavra torna-se tão inexpressiva,
tão pesada, tão incômoda, tão rotineira?
Não seria porque, no lugar de «profetas» da palavra, temos «funcionários» do templo? Isso tudo não indicará que nos apegamos a uma religião rotineira e cômoda, enquanto nos afastamos do Evangelho de Jesus?
Porém, se vamos até o fundo do que contém todo esse assunto, o que fica claro é que a Palavra, que disse Deus ao mundo, é o próprio Jesus e somente Jesus.
Porque a encarnação da Palavra não alude a Jesus como um enviado escatológico em quem Deus atua hoje, mas afirma a presença d0 próprio Deus na carne. Em outras palavras: a encarnação da Palavra significa a presença de Deus na pessoa de Jesus. Isto é, em Jesus, em sua VIDA, seus ATOS e suas PALAVRAS, é onde aprendemos:
* quem é Deus,
* como é Deus,
* o que temos de fazer para nos relacionarmos com Deus.