ADVENTO

 ADVENTO-3 ANOS

** ADVENTO-ABC - uma reflexão

** ADVENTO-ABC-livrinho - uma reflexão

** SIGNIFICADO E SIMBOLOGIA DA COROA DO ADVENTO - CNBB

** CANTOS PARA O ADVENTO

**As canções do Advento ano A no canal MÚSICAS DA CAMINHADA número 78 em diante

 

ANO A – ADVENTO
ADVENTO
O Advento e seu significado

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O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade.

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa. Porém, atualmente, tem-se propagado o costume de velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.

Pe. Agnaldo Rogério dos Santos
Reitor dos Seminários Filosófico e Teológico
da Diocese de Piracicaba

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/advento/01.htm

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1º Domingo do Advento – Ano A – Mateus

27 de Novembro de 2016
Evangelho – Mt 24,37-44
Ficai atentos e preparados!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 24,37-44
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos:
37 ‘A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé.
38 Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam,
casavam-se e davam-se em casamento,
até o dia em que Noé entrou na arca.
39 E eles nada perceberam
até que veio o dilúvio e arrastou a todos.
Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.
40 Dois homens estarão trabalhando no campo:
um será levado e o outro será deixado.
41 Duas mulheres estarão moendo no moinho:
uma será levada e a outra será deixada.
42 Portanto, ficai atentos!
porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
43 Compreendei bem isso: se o dono da casa
soubesse a que horas viria o ladrão,
certamente vigiaria e não deixaria
que a sua casa fosse arrombada.
44 Por isso, também vós ficai preparados!
Porque na hora em que menos pensais,
o Filho do Homem virá.
Palavra da Salvação.

HOMILIA – José Antonio Pagola – 27-11-2016
COM OS OLHOS ABERTOS
As primeiras comunidades cristãs viveram anos muito difíceis. Perdidos no vasto Império de Roma, no meio de conflitos e perseguições, aqueles cristãos procuravam força e alento esperando a pronta vinda de Jesus e recordando as suas palavras: «Vigiai. Vivei despertos. Tende os olhos abertos. Estai alerta».

Significarão todavia algo para nós estas chamadas de Jesus para viver despertos?

Que é hoje para os cristãos colocar a nossa esperança em Deus vivendo com os olhos abertos?

Deixaremos que se esgote definitivamente no nosso mundo secular a esperança numa última justiça de Deus para essa imensa maioria de vítimas inocentes que sofrem sem culpa alguma?

Precisamente, a forma mais fácil de falsear a esperança cristã é esperar de Deus a nossa própria salvação eterna enquanto damos as costas ao sofrimento que há agora mesmo no mundo. Um dia teremos que reconhecer a nossa cegueira ante Cristo Juiz: quando te vimos com fome ou sedento, estrangeiro ou nu, doente ou na prisão, e não te assistimos? Este será o nosso diálogo final com Ele se vivemos com os olhos fechados.

Temos de despertar e abrir bem os olhos. Viver vigilantes para olhar mais para lá dos nossos pequenos interesses e preocupações. A esperança do Cristão não é uma atitude cega, pois não esquece os que sofrem. A espiritualidade cristã não consiste só num olhar para o interior, pois o seu coração está atento a quem vive abandonado à sua sorte.
Nas comunidades cristãs temos de cuidar cada vez mais que o nosso modo de viver a esperança não nos leve à indiferença e ao esquecimento dos pobres. Não podemos isolar-nos na religião para não ouvir o clamor dos que morrem diariamente de fome. Não nos está permitido alimentar a nossa ilusão de inocência para defender a nossa tranquilidade.

Uma esperança em Deus que se esquece dos que vivem nesta terra sem poder esperar nada, não poderá ser considerada como uma versão religiosa de um otimismo a todo o custo, vivido sem lucidez nem responsabilidade? Uma busca da própria salvação eterna de costas aos que sofrem, não poderá ser acusada de ser um sutil «egoísmo alargado para o mais além»?

Provavelmente, a pouca sensibilidade ao sofrimento imenso que há no mundo seja um dos sintomas mais graves do envelhecimento do cristianismo atual. Quando o Papa Francisco reclama «uma Igreja mais pobre e dos pobres», está a gritar-nos a sua mensagem mais importante e interpeladora aos cristãos dos países do bem-estar.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez
HOMILIA – José Antonio Pagola – 28-11-2010
SINAL DOS TEMPOS
Os evangelhos recolheram de diversas formas a chamada insistente de Jesus para viver despertos e vigilantes, muito atentos aos sinais dos tempos. Ao princípio, os primeiros cristãos deram muita importância a esta “vigilância” para estar preparados ante a vinda eminente do Senhor. Mais tarde, tomou-se consciência de que viver com lucidez, atentos aos sinais de cada época, é imprescindível para nos mantermos fiéis a Jesus ao longo da história.

Assim recolhe o Vaticano II esta preocupação: “É dever permanente da Igreja escrutinar a fundo os sinais desta época e interpretá-los à luz do Evangelho, de forma que, acomodando-se a cada geração, possa responder às perenes interrogações da humanidade sobre o sentido da vida presente e futura…”.

Entre os sinais destes tempos, o Concilio assinala um fato doloroso: “Cresce de dia para dia o fenómeno de massas que, praticamente, se desentendem da religião”. Como estamos lendo este grave sinal? Somos conscientes do que está acontecendo? É suficiente atribuí-lo ao materialismo, a secularização ou o repúdio social a Deus? Não devemos escutar no interior da Igreja uma chamada à conversão?

A maioria foi-se afastando silenciosamente, sem fazer qualquer ruído. Sempre estiveram mudos na Igreja. Ninguém lhes perguntou nada importante. Nunca pensaram que podiam ter algo a dizer. Agora partem em silêncio. Que há no interior do seu silêncio? Quem os escuta? Sentiram-se alguma vez acolhidos, escutados e acompanhados nas nossas comunidades?

Muitos dos que se vão eram cristãos simples, habituados a cumprir por rotina os seus deveres religiosos. A religião que tinham recebido desmoronou-se. Não encontraram nela a força que necessitavam para enfrentarem os novos tempos. Que alimento receberam de nós? Onde poderão agora escutar o Evangelho? Onde poderão encontrar-se com Cristo?

Outros vão-se decepcionados. Cansados de escutar palavras que não tocam os seus corações nem respondem às suas interrogações. Abatidos ao descobrir o “escândalo permanente” da Igreja. Alguns continuam a procurar por tentativas. Quem lhes fará credível a Boa Nova de Jesus?

Bento XVI vem insistindo que o maior perigo para a Igreja não vem de fora, mas que está dentro dela mesma, no seu pecado e infidelidade. É o momento de reagir. A conversão da Igreja é possível, mas começa pela nossa conversão, a de cada um.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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2º Domingo do Advento – Ano A
Veja em baixo a NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

4 de Dezembro de 2016
Evangelho – Mt 3, 1-12
Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 3, 1-12
1 Naqueles dias, apareceu João Batista,
pregando no deserto da Judéia:
2 ‘Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.’
3 João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse:
‘Esta é a voz daquele que grita no deserto:
preparai o caminho do Senhor,
endireitai suas veredas!’
4 João usava uma roupa feita de pêlos de camelo
e um cinturão de couro em torno dos rins;
comia gafanhotos e mel do campo.
5 Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia
e de todos os lugares em volta do rio Jordão
vinham ao encontro de João.
6 Confessavam os seus pecados
e João os batizava no rio Jordão.
7 Quando viu muitos fariseus e saduceus
vindo para o batismo, João disse-lhes:
‘Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou
a fugir da ira que vai chegar?
8 Produzi frutos que provem a vossa conversão.
9 Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’,
porque eu vos digo: até mesmo destas pedras
Deus pode fazer nascer filhos de Abraão.
10 O machado já está na raiz das árvores,
e toda árvore que não der bom fruto
será cortada e jogada no fogo.
11 Eu vos batizo com água para a conversão,
mas aquele que vem depois de mim
é mais forte do que eu.
Eu nem sou digno de carregar suas sandálias.
Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.
12 Ele está com a pá na mão;
ele vai limpar sua eira
e recolher seu trigo no celeiro;
mas a palha ele a queimará
num fogo que não se apaga.’
Palavra da Salvação.
HOMILIA – José Antonio Pagola – 04-12-2016
2 Advento – A – Mateus 3,1-12
PERCORRER CAMINHOS NOVOS
Pelos anos 27 ou 28 apareceu no deserto próximo do Jordão um profeta original e independente que provocou um forte impacto no povo judeu: as primeiras gerações cristãs viram-no sempre como o homem que preparou o caminho a Jesus.

Toda a sua mensagem se pode concentrar num grito: «Preparai o caminho do Senhor, aplanai os Seus caminhos» . Depois de vinte séculos, o Papa Francisco grita-nos a mesma mensagem aos cristãos: abri caminhos a Deus, voltai a Jesus, acolhei o Evangelho.
O seu propósito é claro: «Procuremos ser uma Igreja que encontra caminhos novos». Não será fácil. Temos vivido estes últimos anos paralisados pelo medo. O Papa não se surpreende: «A novidade dá-nos sempre um pouco de medo porque nos sentimos mais seguros se temos tudo debaixo de controle, se somos nós os que construímos, programamos e planejamos nossa vida». E faz-nos uma pregunta a que temos de responder: «Estamos decididos a percorrer os caminhos novos que a novidade de Deus nos apresenta ou nos entrincheiramos em estruturas caducas que perderam a capacidade de resposta?».

Alguns setores da Igreja pedem ao papa que implemente quanto antes diferentes reformas que consideram urgentes. No entanto, Francisco manifestou a sua postura de forma clara: «Alguns esperam e pedem-me reformas na Igreja, e deve ocorrer. Mas antes é necessário uma alteração de atitudes».

Parece-me admirável a clarividência evangélica do papa. O prioritário não é assinar decretos reformistas. Antes é necessário colocar as comunidades cristãs em estado de conversão e recuperar no interior da Igreja as atitudes evangélicas mais básicas. Só nesse clima será possível concretizar de forma eficaz e com espírito evangélico as reformas que necessita urgentemente a Igreja.
O próprio Francisco indica-nos todos os dias as mudanças de atitude que necessitamos. Assinalarei algumas de grande importância.

Colocar Jesus no centro da Igreja: «Uma Igreja que não leva a Jesus é uma Igreja morta».

Não viver numa Igreja fechada e autorreferencial: «Uma Igreja que se fecha no passado atraiçoa a sua própria identidade».

Atuar sempre movido pela misericórdia de Deus para com todos os seus filhos: não cultivar «um cristianismo restauracionista e legalista que quer tudo claro e seguro, e não encontra nada».

Procurar uma Igreja pobre e dos pobres. Ancorar a nossa vida na esperança, não «nas nossas regras, nos nossos comportamentos eclesiásticos, nos nossos clericalismos».
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez
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http://iglesiadesopelana3m.blogspot.in/2016/11/12-04-2016-2nd-advent-a.html?m=1

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3º Domingo do Advento
11 de Dezembro de 2016
Evangelho – Mt 11,2-11
És tu aquele que há de vir
ou devemos esperar um outro?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,2-11
Naquele tempo:
2 João estava na prisão.
Quando ouviu falar das obras de Cristo,
enviou-lhe alguns discípulos,
3 para lhe perguntarem:
‘És tu, aquele que há de vir,
ou devemos esperar um outro?’
4 Jesus respondeu-lhes:
‘Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo:
5 os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam,
os leprosos são curados, os surdos ouvem,
os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados.
6 Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!’
7 Os discípulos de João partiram,
e Jesus começou a falar às multidões, sobre João:
‘O que fostes ver no deserto?
Um caniço agitado pelo vento?
8 O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas?
Mas os que vestem roupas finas
estão nos palácios dos reis.
9 Então, o que fostes ver? Um profeta?
Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta.
10 É dele que está escrito:
‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente;
ele vai preparar o teu caminho diante de ti’.
11 Em verdade vos digo, de todos os homens que já
nasceram, nenhum é maior do que João Batista.
No entanto, o menor no Reino dos Céus
é maior do que ele.
Palavra da Salvação.
HOMILIA – José Antonio Pagola – 11-12-2016
CURAR FERIDAS
A atuação de Jesus deixou desconcertado o Batista. Ele esperava um Messias que extirparia do mundo o pecado impondo o julgamento rigoroso de Deus, não um Messias dedicado a curar feridas e a aliviar sofrimentos. A partir da prisão de Maqueronte envia uma mensagem a Jesus: «És Tu o que tinha de vir ou temos de esperar por outro?».
Jesus responde-lhe com a Sua vida de profeta curador: «Ide contar a João o que estais vendo e ouvindo: os cegos vêem, os coxos andam; os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se a boa nova» . Este é o verdadeiro Messias: O que vem para aliviar o sofrimento, curar a vida e abrir um horizonte de esperança aos pobres.

Jesus sente-se enviado por um Pai misericordioso que quer para todos um mundo mais digno e ditoso. Por isso entrega-se a curar feridas, curar doenças e libertar a vida. E por isso pede a todos: «Sede compassivos como o vosso Pai é compassivo».

Jesus não se sente enviado por um Juiz rigoroso para julgar os pecadores e condenar o mundo. Por isso não atemoriza ninguém com gestos justiceiros, pelo contrário oferece a pecadores e prostitutas a Sua amizade e o Seu perdão. E por isso pede a todos: «Não julgueis e não sereis julgados».

Jesus não cura nunca de forma arbitrária ou por puro sensacionalismo. Cura movido pela compaixão, procurando restaurar a vida dessas pessoas doentes, abatidas e quebradas. São as primeiras que hão-de experimentar que Deus é amigo de uma vida digna e sã.
Jesus não insistiu nunca no carácter prodigioso das Suas curas nem pensou nelas como receita fácil para suprimir o sofrimento no mundo. Apresentou a Sua atividade de cura como sinal para mostrar aos Seus seguidores em que direção temos de atuar para abrir caminhos a esse projeto humanizador do Pai que Ele chamava «reino de Deus».

O papa Francisco afirma que «curar feridas» é uma tarefa urgente: «Vejo com claridade que o que a Igreja necessita hoje é capacidade de curar feridas». Fala logo de «nos responsabilizarmos pelas pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano, que lava, limpa e consola». Fala também de «caminhar com as pessoas na noite, saber dialogar e inclusive descer à sua noite e obscuridade sem nos perdermos».

Ao confiara Sua missão aos discípulos, Jesus não os imagina como doutores, hierarcas, liturgistas ou teólogos, mas como quem cura. Sempre lhes confia uma dupla tarefa: curar doentes e anunciar que o reino de Deus está próximo.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA – José Antonio Pagola -12-12-2010
MAIS PRÓXIMO DOS QUE SOFREM
Preso na fortaleza de Maqueronte, o Batista vive desejando a chegada do juízo terrível de Deus que extirpará de raiz o pecado do povo. Por isso, as notícias que lhe chegam até à sua prisão a propósito de Jesus deixam-no desconcertado: Quando vai passar à ação? Quando vai mostrar a Sua força justiceira?

Antes de ser executado, João consegue enviar até Jesus alguns discípulos para que lhe respondam à pergunta que o atormenta por dentro: «És tu o que há-de vir ou temos que esperar a outro» É Jesus o verdadeiro Messias ou há que esperar a alguém mais poderoso e violento?

Jesus não responde diretamente. Não se atribui nenhum título messiânico. O caminho para reconhecer a Sua verdadeira identidade é mais vivo e concreto. Dizei a João «o que estais vendo e ouvindo». Para saber como quer Deus que seja o Seu Enviado, temos de observar bem como atua Jesus e estar muito atentos à Sua mensagem. Nenhuma confissão abstrata pode substituir este conhecimento concreto.

Toda a atuação de Jesus está orientada para curar e libertar, não para julgar nem condenar. Primeiro, têm de comunicar a João o que vêem: Jesus vive voltado para os que sofrem, dedicado a libertá-los do que os impede de viver de forma sã, digna e ditosa. Este Messias anuncia a salvação curando.

Logo, têm de dizer-lhe o que ouvem de Jesus: uma mensagem de esperança dirigida precisamente aqueles camponeses empobrecidos, vítimas de todo o tipo de abusos e injustiças. Este Messias anuncia a Boa Nova de Deus aos pobres.

Se alguém nos pergunta se somos seguidores do Messias Jesus ou se têm de esperar a outros, que obras lhes podemos mostrar? que mensagem nos podem escutar? Não temos de pensar muito para saber quais são os dois traços que não hão de faltar numa comunidade de Jesus.
Primeiro, ir caminhando para uma comunidade curadora: um pouco mais próxima dos que sofrem, mais atenta aos doentes mais sós e menos assistidos, mais acolhedora dos que necessitam ser escutados e consolados, mais presente nas desgraças das pessoas.

Segundo, não construir a comunidade de costas aos pobres: pelo contrário, conhecer mais de perto os seus problemas, atender as suas necessidades, defender os seus direitos, não deixá-los desamparados. São eles os primeiros que hão de escutar e sentir a Boa Nova de Deus.
Uma comunidade de Jesus não é só um lugar de iniciação à fé nem um espaço de celebração. Há-de ser, de muitas formas, fonte de vida mais sã, lugar de acolhimento e casa para quem necessita de um lar.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez
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https://docs.google.com/document/d/1UtN-UY_Y3QeYrd0kBs5tlDNwGuPKvDRBnZf8YxRLD8g/mobilebasic

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4º Domingo do Advento

18 de Dezembro de 2016

Evangelho – Mt 1,18-24
Jesus nascerá de Maria,
prometida em casamento a José, filho de Davi.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 1,18-24

18 A origem de Jesus Cristo foi assim:
Maria, sua mãe, estava prometida em casamento
a José, e, antes de viverem juntos,
ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19 José, seu marido, era justo
e, não querendo denunciá-la,
resolveu abandonar Maria, em segredo.
20 Enquanto José pensava nisso,
eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho,
e lhe disse: ‘José, Filho de Davi,
não tenhas medo de receber Maria como tua esposa,
porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
21 Ela dará à luz um filho,
e tu lhe darás o nome de Jesus,
pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados’.
22 Tudo isso aconteceu para se cumprir
o que o Senhor havia dito pelo profeta:
23 ‘Eis que a virgem conceberá
e dará à luz um filho.
Ele será chamado pelo nome de Emanuel,
que significa: Deus está conosco.’
24 Quando acordou,
José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado,
e aceitou sua esposa.
Palavra da Salvação.

HOMILIA – José Antonio Pagola – 18-12-2016
EXPERIÊNCIA INTERIOR
O evangelista Mateus tem um interesse especial em dizer aos seus leitores que Jesus há-de ser chamado também de “Emmanuel”. Sabe muito bem que pode resultar chocante e estranho. A quem se lhe pode chamar um nome que significa “Deus connosco”? No entanto, este nome contém o núcleo da fé cristã e é o centro da celebração do Natal.

Esse mistério último que nos rodeia por todas as partes e que os crentes chamamos “Deus” não é algo longínquo e distante. Está com todos e cada um de nós. Como o pode saber? É possível acreditar de forma razoável que Deus está comigo, se eu não tenha alguma experiência pessoal por pequena que seja?

Habitualmente, aos cristãos não se nos ensinou a perceber a presença do mistério de Deus no nosso interior. Por isso, muitos o imaginam em algum lugar indefinido e abstrato do Universo. Outros procuram-No adorando Cristo presente na eucaristia. Muitos tratam de escutá-Lo na Bíblia. Para outros, o melhor caminho é Jesus.

O mistério de Deus tem, sem dúvida, os seus caminhos para fazer-se presente em cada vida. Mas pode-se dizer que, na cultura atual, se não o experimentamos de alguma forma dentro de nós, dificilmente o encontraremos fora. Pelo contrário, se percebemos a Sua presença no nosso interior, será mais fácil rastrear o Seu mistério à nossa volta.

É possível? O segredo consiste, sobre tudo, em saber estar com os olhos fechados e em silêncio aprazível, acolhendo com um coração simples essa presença misteriosa que nos dá coragem e nos sustenta. Não se trata de pensar nisso, mas de estar “acolhendo” a paz, a vida, o amor, o perdão… que nos chega desde o mais íntimo do nosso ser.

É normal que, ao aprofundarmos no nosso próprio mistério, nos encontremos com os nossos medos e preocupações, as nossas feridas e tristezas, a nossa mediocridade e o nosso pecado. Não temos de inquietar-nos, mas de permanecer no silêncio. A presença amistosa que está no fundo mais íntimo de nós nos irá apaziguando, libertando e sarando.

Karl Rahner, um dos teólogos mais importantes do século vinte, afirma que, no meio da sociedade secular dos nossos dias, “esta experiência do coração é a única com a que se pode compreender a mensagem de fé do Natal: Deus fez-se homem”. O mistério último da vida é um mistério de bondade, de perdão e salvação, que está connosco: dentro de todos e cada um de nós. Se o acolhemos em silêncio, conheceremos a alegria do Natal.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA
22-12-2013
EXPERIÊNCIA INTERIOR

HOMILIA – José Antonio Pagola – 19-12-2010
ESTÁ CONNOSCO
Antes que nasça Jesus em Belém, Mateus declara que levará o nome de «Emanuel», que significa «Deus-connosco». A sua indicação não deixa de ser surpreendente, pois não é o nome com que Jesus foi conhecido, e o evangelista sabe-o muito bem.

Na realidade, Mateus está a oferecer aos seus leitores a chave para nos aproximarmos do relato que nos vai oferecer de Jesus, vendo na Sua pessoa, nos Seus gestos, na Sua mensagem e na totalidade da Sua vida o mistério de Deus compartilhando a nossa vida. Esta fé anima e sustenta a quem segue Jesus.

Deus está connosco. Não pertence a uma religião ou outra. Não é propriedade dos cristãos. Tampouco dos bons. É todos os seus filhos e filhas. Está com os que o invocam e com os que o ignoram, pois habita em todo o coração humano, acompanhando a cada um nas suas alegrias e tristezas. Ninguém vive sem a sua bênção.
Deus está connosco. Não escutamos a Sua voz. Não vemos o Seu rosto. A Sua presença humilde e discreta, próxima e íntima, podem-nos passar inadvertida. Se não aprofundamos no nosso coração, parecer-nos-á que caminhamos sós pela vida.

Deus está connosco. Não grita. Não força ninguém. Respeita sempre. É o nosso melhor amigo. Atrai-nos para o bom, o bonito, o justo. Nele podemos encontrar luz humilde e força vigorosa para enfrentarmos a dureza da vida e o mistério da morte.

Deus está conosco. Quando ninguém nos compreende, Ele acolhe-nos. Em momentos de dor e depressão, consola-nos. Na debilidade e a impotência sustenta-nos. Sempre nos convida a amar a vida, a cuidá-la e faze-la sempre melhor.

Deus está connosco. Está nos oprimidos defendendo a Sua dignidade, e nos que lutam contra a opressão alentando o seu esforço. E em todos chama-nos a construir uma vida mais justa e fraterna, mais digna para todos, começando com os últimos.

Deus está connosco. Desperta a nossa responsabilidade e coloca de pé a nossa dignidade. Fortalece o nosso espírito para não sermos escravos de qualquer ídolo. Está connosco salvando o que nós podemos *deitar a perder.

Deus está connosco. Está na vida e estará na morte. Acompanha-nos cada dia e nos acolherá na hora final. Também então estará abraçando cada filho ou filha, resgatando-nos para a vida eterna.

Deus está connosco. Isto é o que celebramos os cristãos nas festas de Natal: crentes, menos crentes, maus crentes e quase descrentes. Esta fé sustenta a nossa esperança e coloca alegria nas nossas vidas.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez
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https://docs.google.com/document/d/11f43T5WFD1s1fg_0D7DD1ee1ArmSiOHkvJMDsx4deNY/mobilebasic

 

NATAL – PAGOLA

ANO A – TEMPO DE NATAL

NATAL DO SENHOR

EVANGELHO – O NASCIMENTO DE JESUS
+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 2,1-14
1 Naqueles dias, Cesar Augusto publicou um decreto,
ordenando o recenseamento em todo o império.
2 Esse primeiro recenseamento foi feito quando
Quirino era governador da Síria.
3 Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal.
4 José era da família e descendência de Davi.
Subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia,
até à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia,
5 para registrar-se com Maria, sua mulher,
que estava grávida.
6 Enquanto la estavam,
se completaram os dias para o parto,
7 e ela deu à luz o seu filho primogênito.
Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura,
pois não havia lugar para eles dentro da casa.
VISITA DOS PASTORES
8 Naquela região havia pastores,
que passavam a noite nos campos,
tomando conta do rebanho.
9 Um anjo do SENHOR apareceu aos pastores;
a glória do SENHOR os envolveu em luz,
e eles ficaram tomados com grande temor.
10 Mas o anjo disse aos pastores: “Não temais!
Eu anuncio para vocês a Boa Notícia,
que será uma grande alegria para todo o povo:
11 hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o CRISTO, o SENHOR.
12 Isto lhes servirá de sinal:
vocês encontrarão um recém-nascido,
envolto em faixas e deitado na manjedoura.”
13 De repente, juntou-se ao anjo
uma grande multidão do exército celeste.
Cantavam louvores a DEUS, dizendo:
14 “Glória a DEUS no mais alto dos céus,
e paz na terra aos homens por ele amados.”
Palavra da Salvação

HOMILIA – José Antonio Pagola – 25-12-2016
UM DEUS PRÓXIMO
O Natal é muito mais que todo esse ambiente superficial e manipulado que se respira estes dias nas nossas ruas. Uma festa muito mais profunda e alegre que todos os sistemas da nossa sociedade de consumo.

Os crentes, temos que recuperar de novo o coração desta festa e descobrir detrás de tanta superficialidade e aturdimento o mistério que dá origem à nossa alegria. Temos que aprender a «celebrar» o Natal. Nem todos sabem o que é celebrar. Nem todos sabem o que é abrir o coração à alegria.

E, no entanto, não entenderemos o Natal se não sabemos fazer silêncio no nosso coração, abrir a nossa alma ao mistério de um Deus que se aproxima de nós, alegrar-nos com a vida que se nos oferece e saborear a festa da chegada de um Deus Amigo.

No meio do nosso viver diário, por vezes tão aborrecido, apagado e triste, convida-se à alegria. «Não pode haver tristeza quando nasce a vida» (Leão Magno). Não se trata de uma alegria insípida e superficial. A alegria de quem está alegre sem saber porquê. «Temos motivos para o júbilo radiante, para a alegria plena e para a festa solene: Deus fez-se homem e veio para viver entre nós» (Leonardo Boff). Há uma alegria que só se pode disfrutar por quem se abre à aproximação de Deus e se deixa atrair pela Sua ternura.

Uma alegria que nos liberta de medos, desconfianças e inibições ante Deus. Como temer um Deus que se nos aproxima como um menino? Como esquivar-se a quem se nos oferece como um pequeno frágil e indefeso? Deus não veio armado de poder para impor-se aos homens. Aproximou-se com a ternura de um menino a quem podemos acolher ou rejeitar.

Deus não pode ser já o Ser «omnipotente» e «poderoso» que nós suspeitamos, fechado na seriedade e no mistério de um mundo inacessível. Deus é este menino entregue carinhosamente à humanidade, este pequeno que procura o nosso olhar para nos alegrarmos com o Seu sorriso.
O acontecimento de que Deus se fez menino diz muito mais de como é Deus do que todas as nossas reflexões e especulações sobre o Seu mistério. Se soubéssemos deter-nos em silêncio ante este menino e acolher desde o fundo do nosso ser toda a proximidade e a ternura de Deus, talvez entendêssemos porque o coração de um crente deve estar afetado de uma alegria diferente nestes dias de Natal.
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA – José Antonio Pagola – 25-12-2011
NUMA MANJEDOURA
Segundo o relato de Lucas, é a mensagem do Anjo aos pastores o que nos oferece a chaves para ler a partir da fé o mistério que se encerra num menino nascido em estranhas circunstâncias nos arredores de Belém.

É a noite. Uma claridade desconhecida ilumina as trevas que cobrem Belém. A luz não desce sobre o lugar onde se encontra o menino, mas que envolve os pastores que escutam a mensagem. O menino fica oculto na escuridão, num lugar desconhecido. É necessário fazer um esforço para o descobrir.

Estas são as primeiras palavras que temos de escutar: «Não tenhais medo. Trago-vos a Boa Nova: a alegria grande para todo o povo». É algo muito grande o que sucedeu. Todos temos motivo para nos alegrarmos. Esse menino não é de Maria e José. Nasceu para todos. Não é só de uns privilegiados. É para toda as pessoas.

Os cristãos, não temos de nos juntar a estas festas. Jesus é de quem o segue com fé e de quem o esqueceu, de quem confia em Deus e dos que duvidam de tudo. Ninguém está só frente aos seus medos. Ninguém está só na sua solidão. Há Alguém que pensa em nós.

Assim o proclama o mensageiro: «Hoje nasceu o Salvador: o Messias, o Senhor». Não é o filho do imperador Augusto, dominador do mundo, celebrado como salvador e portador da ‘paz’ graças ao poder das suas legiões. O nascimento de um poderoso não é uma boa notícia num mundo onde os débeis são vítimas de todo o tipo de abusos.

Este menino nasce num povo submetido ao Império. Não tem cidadania romana. Ninguém espera em Roma o Seu nascimento. Mas é o Salvador que necessitamos. Não estará ao serviço de nenhum César. Não trabalhará para nenhum império. Só procurará o reino de Deus e a Sua justiça. Viverá para fazer a vida mais humana. Nele encontrará este mundo injusto, a salvação de Deus.
Onde está este menino? Como o podemos reconhecer? Assim diz o mensageiro: «Aqui tendes o sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura ». O menino nasceu como um excluído. Os seus pais não puderam encontrar um lugar acolhedor. A sua mãe deu à luz sem a ajuda de ninguém. Ela mesma se valeu, como pode, para envolve-lo em panos e deitá-lo na manjedoura.

Nesta manjedoura começa Deus a Sua aventura entre os homens. Não o encontraremos nos poderosos mas sim nos fracos. Não está no grande e espetacular mas no pobre e pequeno. Temos de escutar a mensagem: vamos a Belém; voltemos às raízes da nossa fé. Procuremos Deus onde encarnou.
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria do Natal
1 de Janeiro de 2017 – Feliz Ano Novo
Veja em baixo a Mensagem do Papa Francisco
para 50º Dia Mundial da Paz (1º de janeiro de 2017)

Evangelho – Lc 2,16-21
Encontraram Maria e José e o recém-nascido.
E, oito dias depois, deram-lhe o nome de Jesus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,16-21
Naquele tempo:
16 Os pastores foram às pressas a Belém
e encontraram Maria e José,
e o recém-nascido, deitado na manjedoura.
17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito
sobre o menino.
18 E todos os que ouviram os pastores
ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19 Quanto a Maria, guardava todos estes fatos
e meditava sobre eles em seu coração.
20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus
por tudo que tinham visto e ouvido,
conforme lhes tinha sido dito.
21 Quando se completaram os oito dias
para a circuncisão do menino,
deram-lhe o nome de Jesus,
como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.
Palavra da Salvação.
HOMILIA – José Antonio Pagola – 01-01-2017
A MÃE
A muitos lhes pode estranhar que a Igreja faça coincidir o primeiro dia do novo ano civil com a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. E, no entanto, é significativo que, desde o século IV, a Igreja, depois de celebrar solenemente o nascimento do Salvador deseje iniciar o ano novo sob a proteção maternal de Maria, Mãe do Salvador e Mãe nossa.

Os cristãos de hoje, temos que nos preguntar que temos feito de Maria estes últimos anos, pois provavelmente temos empobrecido a nossa fé eliminando-a de forma inconsciente da nossa vida.

Movidos, sem dúvida, por uma vontade sincera de purificar a nossa vivência religiosa e encontrar uma fé mais sólida, temos abandonado excessos piadosos, devoções exageradas, costumes superficiais e perdidos. Temos tratado de superar uma falsa mariolatria em que talvez substituíamos Cristo por Maria e vimos nela a salvação, o perdão e a redenção, que, na realidade, temos de acolher do Seu Filho.

Se tudo tem sido corrigir desvios e colocar Maria no lugar autêntico que lhe corresponde como Mãe de Jesus Cristo e Mãe da Igreja, teríamos que nos alegrar e reafirmar na nossa postura. Mas, foi exatamente assim? Não a teremos esquecido excessivamente? Não a teremos afastado para algum lugar obscuro da alma junto às coisas que nos parecem de pouca utilidade?

O abandono de Maria, sem profundar mais na sua missão e no lugar que há-de ocupar na nossa vida, não enriquecerá jamais a nossa vivência cristã, pelo contrário a empobrecerá. Provavelmente teremos cometido excessos de mariolatria no passado, mas agora corremos o risco de nos empobrecermos com a sua ausência quase total nas nossas vidas.

Maria é a Mãe de Jesus. Mas aquele Cristo que nasceu do seu seio estava destinado a crescer e incorporar a numerosos irmãos, homens e mulheres que viveriam um dia da Sua Palavra e do Seu Espírito. Hoje Maria não é só Mãe de Jesus. É a Mãe de Cristo total. É a Mãe de todos os crentes.

É bom que, ao começar um ano novo, o façamos elevando os nossos olhos para Maria. Ela nos acompanhará ao longo dos dias com cuidado e ternura de mãe. Ela cuidará da nossa fé e da nossa esperança. Não a esqueçamos ao longo do ano.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA – José Antonio Pagola – 01-01-2016
PREGUNTAS DE ANO NOVO
Hoje começamos um «ano novo». Como será? Que espero eu do novo ano? Que desejo de verdade? Que é que eu necessito? A que dedicarei o meu tempo mais precioso e importante? Que seria para mim algo realmente novo e bom neste ano que hoje começa?

Viverei de qualquer maneira, passando de uma ocupação a outra, sem saber exatamente o que quero nem para que vivo, ou aprenderei a distinguir o importante e essencial daquilo que é secundário? Viverei de forma rotineira e aborrecida, ou aprenderei a viver com espírito mais criativo?

Seguirei este ano afastando-me um pouco mais de Deus ou começarei a procurá-Lo com mais confiança e sinceridade? Seguirei um ano mais mudo ante Ele, sem abrir os meus lábios nem o meu coração, ou brotará por fim da minha alma maltratada uma invocação pequena, humilde mas sincera?

Viverei também este ano preocupado só com o meu bem-estar ou saberei preocupar-me alguma vez em fazer felizes os outros? De que pessoas me aproximarei? Semearei nelas alegria, ou contagiarei desalento e tristeza? Por onde eu passe, será a vida mais suave e menos dura?

Será um ano mais, dedicado a fazer coisas e mais coisas, acumulando egoísmo, tensão e nervosismo ou terei tempo para o silêncio, o descanso, a oração e o encontro com Deus? Irei fechar-me apenas com os meus problemas ou viverei procurando fazer um mundo mais humano e habitável?

Seguirei com indiferença as notícias que dia a dia me chegaram desde os países da fome? Contemplarei impassível, os corpos destroçados das pessoas da Síria ou os afogados das barcas? Continuarei a olhar com frialdade aos que veem até nós procurando trabalho e pão? Quando aprenderei a olhar os que sofrem com coração responsável e solidário?

O «novo» deste ano não nos chegará de fora. A novidade só pode brotar do nosso interior. Este ano será novo se aprendo a acreditar de forma nova e mais confiada, se encontro gestos novos e mais amáveis para conviver com os meus, se desperto no meu coração uma compaixão nova para com os que sofrem.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA – José Antonio Pagola – 01/01/2015
A MÃE ACOMPANHA-NOS
Diz-se que os cristãos de hoje, vibramos menos ante a figura de Maria do que os crentes de outras épocas. Talvez sejamos vítimas inconscientes de muitos receios e suspeitas perante deformações ocorridas na piedade mariana.

Por vezes, insistiu-se de forma excessivamente unilateral na função protetora de Maria, a Mãe que ampara os seus filhos e filhas de todos os males, sem os converter a uma vida mais evangélica.

Outras vezes, alguns tipos de devoção mariana não souberam exaltar Maria como mãe sem criar uma dependência insana de uma «mãe idealizada» e fomentar uma imaturidade e um infantilismo religioso.

Talvez, esta mesma idealização de Maria como «a mulher única» pode alimentar um certo menosprezo pela mulher real e ser mais um reforço do domínio masculino. Pelo menos, não deveríamos desatender com ligeireza estas criticas que, desde diversas frentes, são feitas aos católicos.

Mas seria lamentável que empobrecêssemos a nossa vida religiosa esquecendo a oferenda que Maria pode significar para os crentes.

Uma piedade mariana bem entendida não fecha ninguém no infantilismo, mas que assegura na nossa vida de fé a presença enriquecedora do feminino. O mesmo Deus quis encarnar-se no seio de uma mulher. Desde então, podemos dizer que «o feminino é o caminho até Deus e de Deus» (L. Boff).

A humanidade necessita sempre dessa riqueza que associamos ao feminino porque, mesmo também se dando ao homem, se condensa de forma especial na mulher: intimidade, acolhimento, solicitude, carinho, ternura, entrega ao mistério, gestação, doação de vida.
Sempre que marginalizamos Maria da nossa vida, empobrecemos a nossa fé. E sempre que desprezamos o feminino, fechamo-nos a possíveis canais de aproximação a esse Deus que se nos ofereceu nos braços de uma mãe.
Começamos o ano celebrando a festa de Santa Maria Mãe de Deus. A sua fidelidade e entrega à palavra de Deus, a sua identificação com os pequenos, a sua adesão às opções do seu Filho Jesus, a sua presença servidora na Igreja nascente e, antes que mais nada, o seu serviço de Mãe do Salvador fazem dela a Mãe da nossa fé e da nossa esperança.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA – José Antonio Pagola – 01/01/2012
HOJE
Lucas conclui o seu relato do nascimento de Jesus indicando aos leitores que «Maria guardava todas estas coisas meditando-as no seu coração». Não conserva os acontecimentos como uma recordação do passado, mas como uma experiência que atualizará e reviverá ao longo da sua vida.

Não é uma observação inútil. Maria é modelo de fé. Segundo este evangelista, acreditar em Jesus Salvador não é recordar acontecimentos de outros tempos, mas experimentar hoje a Sua força salvadora, capaz de fazer mais humana a nossa vida.

Por isso, Lucas utiliza um recurso literário muito original. Jesus não pertence ao passado. Intencionadamente vai repetindo que a salvação de Jesus ressuscitado nos é oferecida “HOJE”, agora mesmo, sempre que nos encontramos com Ele. Vejamos alguns exemplos.
Assim nos anunciam o nascimento de Jesus: “Nasceu-vos hoje na cidade de David, um Salvador”. Hoje pode nascer Jesus para nós. Hoje pode entrar na nossa vida e transforma-la para sempre. Com Ele podemos nascer para uma existência nova.

Numa aldeia da Galileia trazem perante Jesus um paralítico. Jesus comove-se ao vê-lo bloqueado pelo seu pecado e cura-o oferecendo-lhe o perdão: “Os teus pecados ficam perdoados”. As pessoas reagem exaltando a Deus: “Hoje vimos coisas admiráveis”. Também nós podemos experimentar hoje o perdão, a paz de Deus e a alegria interior se nos deixamos curar por Jesus.

Na cidade de Jericó, Jesus aloja-se em casa de Zaqueu, rico e poderoso cobrador de impostos. O encontro com Jesus transforma-o: devolverá o que roubou a tanta gente e partilhará os seus bens com os pobres. Jesus diz-lhe: “Hoje chegou a salvação a esta casa”. Se deixamos entrar Jesus na nossa vida, hoje mesmo podemos começar uma vida mais digna, fraterna e solidária.

Jesus está agonizando na cruz no meio dos malfeitores. Um deles confia-se a Jesus: “Jesus, lembra-te de mim quando estiveres no Teu reino”. Jesus reage imediatamente: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Também no dia da nossa morte será um dia de salvação. Por fim escutaremos de Jesus essas palavras tão esperadas: descansa, confia em mim, hoje estarás comigo para sempre.

Hoje começamos um ano novo. Mas, que pode ser para nós algo realmente novo e bom? Quem fará nascer em nós uma alegria nova? Que psicólogo nos ensinará a ser mais humanos? De pouco servem os bons desejos. O decisivo é estar mais atentos ao melhor que se desperta em nós. A salvação é-nos oferecida cada dia. Não há que esperar a ninguém. Hoje mesmo pode ser para mim um dia de salvação.
José Antonio Pagola
Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez
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https://docs.google.com/document/d/1HUUGXK9elMz1lbQNwc49U7D3ulsy7ad6kIEuEHPhJkM/mobilebasic

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Epifania do Senhor

Epifania do Senhor
Veja a homilia do Papa:

http://br.radiovaticana.va/news/2017/01/06/íntegra_reflexão_do_papa_na_epifania_senhor/1283915

8 de Janeiro de 2017
Evangelho – Mt 2,1-12
Viemos do Oriente adorar o Rei.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2,1-12
1 Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia,
no tempo do rei Herodes,
eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém,
2 perguntando:
‘Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer?
Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.’
3 Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado
assim como toda a cidade de Jerusalém.
4 Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei,
perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer.
5 Eles responderam: ‘Em Belém, na Judéia,
pois assim foi escrito pelo profeta:
6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum
és a menor entre as principais cidades de Judá,
porque de ti sairá um chefe
que vai ser o pastor de Israel, o meu povo.’
7 Então Herodes chamou em segredo os magos
e procurou saber deles cuidadosamente
quando a estrela tinha aparecido.
8 Depois os enviou a Belém, dizendo: ‘Ide e procurai
obter informações exatas sobre o menino.
E, quando o encontrardes, avisai-me,
para que também eu vá adorá-lo.’
9 Depois que ouviram o rei, eles partiram.
E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante
deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
10 Ao verem de novo a estrela,
os magos sentiram uma alegria muito grande.
11 Quando entraram na casa,
viram o menino com Maria, sua mãe.
Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram.
Depois abriram seus cofres
e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
12 Avisados em sonho para não voltarem a Herodes,
retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.
Palavra da Salvação.
HOMILIA – José Antonio Pagola – 06-01-2017
RESPONDER À LUZ
Segundo o grande teólogo Paul Tillich, a grande tragédia do homem moderno é ter perdido a dimensão de profundidade. Já não é capaz de preguntar de onde vem e para onde vai. Não sabe interrogar-se pelo que faz ou deve fazer de si mesmo neste breve lapso de tempo entre o seu nascimento e a sua morte.

Estas preguntas não encontram já resposta alguma em muitos homens e mulheres de hoje. Mais ainda, nem sequer são colocadas quando se perdeu essa «dimensão de profundidade». As gerações atuais não têm já a coragem de colocar-se estas questões com a seriedade e a profundidade com que o fizeram as gerações passadas. Preferem continuar a caminhar nas trevas.

Por isso, nestes tempos temos de voltar a recordar que ser crente é, antes de mais nada, preguntar apaixonadamente pelo sentido da nossa vida e estar abertos a uma resposta, mesmo quando não a vejamos de forma clara e precisa.

O relato dos magos foi visto pelos Padres da Igreja como exemplo de uns homens que, ainda que vivendo nas trevas do paganismo, foram capazes de responder fielmente à luz que os chamava à fé. São homens que, com a sua atuação, nos convidam a escutar toda a chamada que nos urge a caminhar de maneira fiel para Cristo.

A nossa vida decorre com frequência na crosta da existência. Trabalhos, contatos, problemas, encontros, ocupações diversas, levam-nos e trazem-nos, e a vida passa-nos enchendo cada instante com algo que temos de fazer, dizer, ver ou planear.

Corremos assim o risco de perder a nossa própria identidade, converter-nos numa coisa mais entre outras e viver sem saber já em que direção caminhar. Há uma luz capaz de orientar a nossa existência? Há uma resposta aos nossos anseios e aspirações mais profundas? Desde a fé cristã, essa resposta existe. Essa luz brilha já nesse Menino nascido em Belém.

O importante é tomar consciência de que vivemos nas trevas, de que perdemos o sentido fundamental da vida. Quem reconhece isto não se encontra longe de iniciar a busca do caminho acertado.

Oxalá no meio do nosso viver diário não percamos nunca a capacidade de estar abertos a toda a luz que possa iluminar a nossa existência, a toda a chamada que possa dar profundidade à nossa vida.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA – José Antonio Pagola – 06-01-2016
RELATO DESCONCERTANTE
Ante Jesus se pode-se adotar atitudes muito diferentes. O relato dos magos fala-nos da reação de três grupos de pessoas.
- Uns pagãos que o procuram,
guiados pela pequena luz de uma estrela.
- Os representantes da religião do Templo,
que permanecem indiferentes.
- O poderoso rei Herodes que só vê Nele um perigo.

Os magos não pertencem ao povo eleito. Não conhecem o Deus vivo de Israel. Nada sabemos da sua religião nem do seu povo de origem, só que vivem atentos ao mistério que se encerra no cosmos. O seu coração procura verdade.
Em algum momento acreditam ver uma pequena luz que aponta para um Salvador. Necessitam saber quem é e onde está. Rapidamente se põem a caminho. Não conhecem o itinerário exato que têm de seguir, mas no seu interior arde a esperança de encontrar uma Luz para o mundo.

A sua chegada â cidade santa de Jerusalém provoca o sobressalto geral. Convocado por Herodes, reúne-se o grande Conselho “dos sumos-sacerdotes e dos escribas do povo”. A sua atuação é decepcionante. São os guardiães da verdadeira religião, mas não procuram a verdade. Representam o Deus do Templo, mas vivem surdos à sua chamada.

A sua segurança religiosa cega-os. Sabem onde há-se nascer o Messias, mas nenhum deles se aproximará de Belém. Dedicam-se a dar culto a Deus, mas não suspeitam que o Seu mistério é maior que todas as religiões, e tem os Seus caminhos para encontrar-se com todos os Seus filhos e filhas. Nunca reconhecerão Jesus.

O rei Herodes, poderoso e brutal, só vê em Jesus uma ameaça para o seu poder e a sua crueldade. Fará todo o possível para eliminá-lo. A partir do poder opressor só se pode “crucificar” a quem trás a libertação.

Entretanto, os magos prosseguem a sua busca. Não caem de joelhos ante Herodes: não encontram nele, nada digno de adoração. Não entram no Templo grandioso de Jerusalém: têm proibido o acesso: A pequena luz da estrela atrai-os para a pequena terra de Belém, longe de todo o centro de poder.

Ao chegar, o único que veem é o “menino com Maria, sua mãe”. Nada mais. Um menino sem esplendor nem poder algum. Uma vida frágil que necessita do cuidado de uma mãe. É suficiente para despertar nos magos a adoração.
O relato é desconcertante. A este Deus, escondido na fragilidade humana, não o encontram os que vivem instalados no poder ou encerrados na segurança religiosa. Revela-se a quem, guiados por pequenas luzes, procuram incansavelmente uma esperança para o ser humano na ternura e na pobreza da vida.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez

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HOMILIA – José Antonio Pagola – 06/01/2015
A QUEM ADORAMOS?
Os magos vêm do «Oriente», um lugar que evoca nos judeus a pátria da astrologia e de outras ciências estranhas. São pagãos. Não conhecem as Escrituras Sagradas de Israel, mas sim a linguagem das estrelas. Procuram a verdade e colocam-se em marcha para descobri-la. Deixam-se guiar pelo mistério, sentem necessidade de «adorar».

A sua presença provoca um sobressalto em toda a Jerusalém. Os magos viram brilhar uma estrela nova que lhes faz pensar que já nasceu «o rei dos judeus» e vêm a «adorá-Lo». Este rei não é Augusto. Tampouco Herodes. Onde está? Esta é a sua pregunta.

Herodes «sobressalta-se». A notícia não lhe produz alegria alguma. Ele é que foi designado por Roma «rei dos judeus». Há que acabar com o recém nascido: onde está esse rival estranho? Os «sumos-sacerdotes e letrados» conhecem as Escrituras e sabem que há-de nascer em Belém, mas não se interessam pelo menino nem se põem em marcha para O adorar.

Isto é o que encontrará Jesus ao longo da Sua vida: hostilidade e repúdio nos representantes do poder político; indiferença e resistência nos dirigentes religiosos. Só quem procura o reino de Deus e a Sua justiça será acolhido.

Os magos prosseguem a sua longa procura. Às vezes, a estrela que os guia desaparece deixando-os na incerteza. Outras vezes, brilha de novo enchendo-os de «imensa alegria». Por fim encontram-se com o Menino, e «caem de joelhos, adoram-no». Depois, colocam ao Seu serviço as riquezas que têm e os tesouros mais valiosos que possuem. Este Menino pode contar com eles pois reconhecem-no como o seu Rei e Senhor.

Na sua aparente ingenuidade, este relato coloca-nos preguntas decisivas: Ante quem nos ajoelhamos? Como se chama o «Deus» que adoramos no fundo do nosso ser? Dizemo-nos cristãos, mas vivemos adorando o Menino de Belém? Colocamos aos Seu pés as nossas riquezas e o nosso bem-estar? Estamos dispostos a escutar a Sua chamada para entrar no reino de Deus e da Sua justiça?
Nas nossas vidas sempre há alguma estrela que nos guía para Belém.
José Antonio Pagola
Tradutor: Antonio Manuel Álvarez Perez
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https://docs.google.com/document/d/1AauQIWNrovHT7LkNZOOkqkxBhkU5QcZq4ltOBETZpC0/mobilebasic

 

 

 

 

 

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MAIS SOBRE A BÍBLIA

** PARA ENTENDER LA BIBLIA por Alejandro von Rechnitz

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** VEJA 10 VÍDEOS DE COMO FUNCIONAVA A SOCIEDADE NO TEMPO DE JESUS E A SUA PROPOSTA

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Responsável por este trabalho

    Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

 

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