Mc 1, 32-34 – JESUS CURA OUTROS ENFERMOS

JESUS CURA OUTROS ENFERMOS

 (Mt 8,16-17; Lc 4, 40-41)

1,32 À tarde, após o pôr-do-sol, levavam para Jesus todos os doentes e os que estavam endemoninhados.

33 A cidade inteira se reuniu à porta.

34 Jesus curou muitas pessoas de vários tipos de doença e expulsou muitos demônios. Os demônios sabiam quem era Jesus, e por isso Jesus não deixava que eles falassem.

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BP:

* 33-34: Os demônios reconhecem quem é Jesus, porque sentem que a palavra e ação dele ameaça o domínio que eles têm sobre o homem.

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Na sequência, diz o evangelista que “À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio” (v. 32). Com esse versículo, percebemos que as pessoas continuavam escravas da religião, colocando o preceito acima do bem. Ora, a expressão “depois do pôr-do-sol” (em grego:  e;du o` h[lioj – edi hó hélios) significa o início do novo dia. Portanto, as pessoas tinham esperado terminar o sábado, por preceito, para levarem seus doentes até Jesus. Estavam literalmente sob a escravidão da lei. Como a fama de Jesus tinha se espalhado rapidamente (cf. 1,28), era grande a procura pela sua ação libertadora. Tanto é que “A cidade inteira se reuniu em frente da casa” (v. 33). Ao dizer que a cidade se reuniu, o evangelista emprega o verbo grego evpisunagw – epíssinago, cujo significado é reunir, recolher, do qual deriva a palavra sinagoga. Com isso, o evangelista insiste ainda mais com a ideia da casa como alternativa à sinagoga. Se Jesus está na casa, é ali onde as pessoas devem reunir-se; e se as pessoas estão reunidas na casa, é ali onde Jesus está presente. É claro que há exagero do evangelista ao dizer que a cidade inteira se reuniu; a expressão quer enfatizar a adesão e, principalmente, a curiosidade que a presença de Jesus despertava. É perceptível também a intenção de anunciar a falência da religião instituída: as pessoas já não se sentem mais presas à estrutura rígida e fixa da sinagoga. A reunião “em frente da casa” é sinal de liberdade, acolhida e fraternidade.

 

 É importante recordar que, embora tenham levado todos os doentes, “Jesus curou muitas pessoas de diversas  doenças e expulsou muitos demônios” (v. 34), ou seja, não curou a todos. Nas multidões sempre há incompreensão, falso entusiasmo, risco de dispersão. Estar no meio da multidão não significa necessariamente estar em comunhão. Não basta ir fisicamente ao encontro de Jesus ou participar de momentos de reunião comunidade; é necessário, antes de tudo, ter disposição interior e disponibilidade para viver os valores do Reino. A comunidade não deve entusiasmar-se simplesmente por juntar multidões; é necessário muito mais para ser, realmente, uma comunidade de discípulos e discípulas. (Pe. Francisco Cornelio)

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Mas seria um erro pensar que a comunidade cristã é uma família que pensa só nos seus próprios membros e vive de costas ao sofrimento dos outros. O relato diz que esse mesmo dia, «ao pôr-se o sol», quando havia terminado o sábado, levam a Jesus todo tipo de doentes e possuídos por algum mal.

 Os seguidores de Jesus, temos de gravar bem esta cena. Ao chegar a obscuridade da noite, toda a população, com os seus doentes, «acotovela-se à porta». Os olhos e as esperanças dos que sofrem procuram a porta dessa casa onde está Jesus. A Igreja só atrai de verdade quando as pessoas que sofrem podem descobrir dentro delas Jesus curando a vida e aliviando o sofrimento. À porta das nossas comunidades há muita gente a sofrer. Não o esqueçamos.

 José Antonio Pagola

 

 

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MAPA DA PALESTINA

EVANGELHO DE MARCOS

Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

 

Na sequência, diz o evangelista que “À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio” (v. 32). Com esse versículo, percebemos que as pessoas continuavam escravas da religião, colocando o preceito acima do bem. Ora, a expressão “depois do pôr-do-sol” (em grego:  e;du o` h[lioj – edi hó hélios) significa o início do novo dia. Portanto, as pessoas tinham esperado terminar o sábado, por preceito, para levarem seus doentes até Jesus. Estavam literalmente sob a escravidão da lei. Como a fama de Jesus tinha se espalhado rapidamente (cf. 1,28), era grande a procura pela sua ação libertadora. Tanto é que “A cidade inteira se reuniu em frente da casa” (v. 33). Ao dizer que a cidade se reuniu, o evangelista emprega o verbo grego evpisunagw – epíssinago, cujo significado é reunir, recolher, do qual deriva a palavra sinagoga. Com isso, o evangelista insiste ainda mais com a ideia da casa como alternativa à sinagoga. Se Jesus está na casa, é ali onde as pessoas devem reunir-se; e se as pessoas estão reunidas na casa, é ali onde Jesus está presente. É claro que há exagero do evangelista ao dizer que a cidade inteira se reuniu; a expressão quer enfatizar a adesão e, principalmente, a curiosidade que a presença de Jesus despertava. É perceptível também a intenção de anunciar a falência da religião instituída: as pessoas já não se sentem mais presas à estrutura rígida e fixa da sinagoga. A reunião “em frente da casa” é sinal de liberdade, acolhida e fraternidade.

 

É importante recordar que, embora tenham levado todos os doentes, “Jesus curou muitas pessoas de diversas  doenças e expulsou muitos demônios” (v. 34), ou seja, não curou a todos. Nas multidões sempre há incompreensão, falso entusiasmo, risco de dispersão. Estar no meio da multidão não significa necessariamente estar em comunhão. Não basta ir fisicamente ao encontro de Jesus ou participar de momentos de reunião comunidade; é necessário, antes de tudo, ter disposição interior e disponibilidade para viver os valores do Reino. A comunidade não deve entusiasmar-se simplesmente por juntar multidões; é necessário muito mais para ser, realmente, uma comunidade de discípulos e discípulas.

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