Mc 2, 18-22 – DEBATE SOBRE O JEJUM

DEBATE SOBRE O JEJUM

(Mt 9, 14-17; Lc 5, 33-39)

2,18 Os discípulos de João Batista e os fariseus(2/12)

estavam fazendo jejum. Então alguns lhe perguntaram:

“Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus(3/12)

fazem jejum e os teus discípulos(3/42) não fazem?”

19 Jesus(11/80) respondeu:                                                 1/34-PARÁBOLA

“Vocês acham que os convidados de um casamento

podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles?

Durante o tempo (cro,non)(1/2) em que o  noivo está presente,

os convidados não podem fazer jejum.

20   Mas vão chegar dias em que o noivo será tirado do meio deles.

Nesse dia eles vão jejuar.                             2/34-PARÁBOLA

21   Ninguém põe um remendo de pano novo (avgna,fou) em roupa velha;

porque o remendo novo (kaino.n) repuxa o pano

e o rasgo fica maior ainda.

22   Ninguém coloca vinho novo (ne,on) em barris velhos;

porque o vinho novo arrebenta os barris velhos,

e o vinho e os barris se perdem.

Por isso, vinho novo (ne,on)

deve ser colocado em barris novos.(kainou,j)”

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GRUPO DE REFLEXÃO BÍBLICA SÃO JERONIMO: Reflexão bíblica – Segunda-feira da 2ª Semana do Tempo Comum (17/01/22) Prof. Me. Frei Dimas Solda (UNIFACC-MT) Mc 2,18-22

A obediência a Deus vale mais que jejuns e sacrifícios! Reflexão Bíblica: 1Samuel 15,16-23 e Marcos 2,18-22 – Por Padre Manoel José de Godoy – 17/1/2022

BP:* 18-22: O jejum caracterizava o tempo de espera. Mas esse tempo já terminou. Chegou a hora da festa do casamento, isto é, da nova e alegre relação entre Deus e os homens. A atividade de Jesus mostra que o amor de Deus vem para salvar o homem concreto e não para manter as estruturas que sugam o homem. A novidade rompe estas estruturas simbolizadas pela roupa e barril velhos. Jesus não veio para reformar; ele exige mudança radical.

 

De que jejum se trata aqui?
Além do jejum prescrito pela lei de Moisés para o dia da Expiação dos Pecados (Lv 16,29; 23,27-28), que Jesus e os apóstolos praticavam, os fariseus acrescentaram um jejum por devoção, em cada segunda e quinta-feira da semana
(Lc 18,12). Tornou-se tradicional, e, segundo eles, obrigatório. Os seguidores do Batista também o cumpriam. É deste jejum que aqui se trata (cf falso jejum Is 58,3-7).

 

Quem eram os companheiros do esposo?
Chamados também acompanhantes ou amigos do noivo, filhos do esposo ou da sala nupcial, eram jovens convidados pelo noivo a acompanhá-lo no cortejo à casa da noiva e a conduzi-la festivamente à residência do novo casal. Competia-lhes
fomentar a alegria durante os sete dias da festa nupcial. No presente caso, os acompanhantes são os apóstolos e todos os que seguem Jesus; o esposo é o próprio Jesus, que está realizando a união mística de Deus conosco (Os 2,18.21; Ap
19,7-9). Os discípulos de João deviam entender o que Jesus acaba de dizer, porque João chamou a si mesmo “amigo do Esposo”; chamou Jesus de “Esposo”; e a comunidade dos que crêem em Jesus, “a esposa” (Jo 3,28-29).

 

 

Que significam estas duas parábolas?
“Remendo novo”, ou a doutrina de Jesus, não assenta bem no “tecido velho” da vida e mentalidade que nos fariseus não se renova inteiramente para acolher o Evangelho todo. “Odres velhos” são a mentalidade superada dos fariseus. “Odres
novos” são a renovação total do Evangelho que requer mentalidade nova, coração aberto à Palavra de Deus. “Vinho velho” é a mentalidade de quem se fixa em práticas exteriores. “Vinho novo” é a renovação total, que faz consistir a perfeição da
vida humana no amor do coração. S. Paulo recomenda: “Caminhemos numa vida nova” (Rm 6,4); “servimos (a Deus) num espírito novo e não segundo a lei antiquada” (Rm 7,6); “passou o que era velho; eis que tudo se faz novo” (2Cor 5,17).

 

As bodas são o símbolo do tempo da salvação (fa 62,5). O estado de espírito dos tempos novos (vinho novo) é de alegria. Por isso os primeiros cristãos celebravam a Eucaristia com alegria de coração (At 2,46), embora a ausência visível de Jesus os fizesse jejuar suspirando pela sua volta. Já é um “novo céu e uma nova terra” (Is 65,17; 66,22). A presença de Jesus na vida de quem nele crê realiza as núpcias que o Pai quer do Filho com cada um de nós. Por isso o cristão deve manifestar o júbilo da salvação: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos” (Fl 4,4). Cristianismo é o vinho novo das bodas de Caná (Jo 2,1-11).
Quando a Igreja dá um passo de volta às fontes de liturgia, o demasiado apego a velhos costumes pode fazer-nos repetir a atitude dos fariseus.

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MAPA DA PALESTINA

EVANGELHO DE MARCOS

Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

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