Mc 14,12-16 – PREPARATIVOS PARA A CEIA PASCAL

PREPARATIVOS PARA A CEIA PASCAL

(Mt 26, 17-19; Lc 22, 7-13)

14,12 No primeiro dia dos Ázimos, quando matavam os cordeiros para a Páscoa, os discípulos(36/42) perguntaram: “Onde queres que vamos preparar para que comas a Páscoa?” 13 Mandou então dois de seus discípulos(37/42), dizendo: “Vão à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao encontro de vocês. Sigam-no 14 e digam ao dono da casa onde ele entrar: ‘O MESTRE(12/12) manda dizer: Onde é a sala em que eu e os meus discípulos(38/42) vamos comer a Páscoa?’ 15        Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma sala grande, arrumada com almofadas. Preparem aí tudo para nós.” 16 Os discípulos(39/42) saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como havia dito. E prepararam a Páscoa. ************** BP:* 12-21: A celebração da Páscoa marcava a noite em que o povo de Deus foi libertado da escravidão do Egito. Jesus vai ser morto como o novo cordeiro pascal: sua vida e morte são o início de novo modo de vida, no qual não haverá mais escravidão do dinheiro e do poder. Por  quantos  dias  se  estendia  a  festa  da  Páscoa?  Donde  a  denominação  de “Pães  sem  Fermento”? Durava  sete  dias.  A  primeira  noite  com  o  subsequente  dia  era  da  Páscoa propriamente  dita.  Os  demais  dias  chamavam-se  “Dos  Pães  Ázimos”  ou  “Sem Fermento”  porque  comiam  pão  não  fermentado,  como  na  Páscoa  celebrada  no Egito,  quando  não  houve  tempo  para  fermentar,  em  vista  da  iminente  partida  (Ex 12,8.19-20.39). Em  sentido  espiritual,  levedação  era  símbolo  de  corrupção,  e  pão ázimo  figurava  pureza.  Na  véspera  da  Páscoa  todo  fermento  devia ser  eliminado  (Ex 12,15)  para  começarem  nova  vida  com  pureza.   Quantos  peregrinos  iam  a  Jerusalém  pela  Páscoa? Flávio  José,  historiador  judeu  da  época,  julga  que  chegavam  uns  3  milhões  de judeus  de  dentro  e  de  fora  do  território  nacional,  permanecendo  dois  ou  três  dias  na cidade  santa  (“Guerras  Judaicas”  II,14).  É  número  exagerado.  Autores  mais objetivos  calculam  até  300  mil.   Dê  informações  acerca  da  ceia  pascal  judaica. Neste  ano  o  cordeiro  pascal  devia  ser  imolado  a  14  de  nisã  (entre  março  e abril),  antes  do  pôr-do-sol.  Eram  milhares  de  cordeiros.  A  matança  começava  pelas 14,30  horas,  no  átrio  do  templo  de  Jerusalém  (Dt  16,6).  Um  rio  de  sangue  das vítimas  corria  através  de  um  canalete  para  a  torrente  do  Cedron.  O  cordeiro  devia ser  macho,  ter  de  oito  dias  a  um  ano  de  idade,  sem  defeito  e  sem  lhe  quebrarem osso  algum;  devia  ser  comido  após  o  pôr-do-sol,  ao  iniciar  o  dia  15  de  nisã,  o primeiro  e  mais  solene  dos  sete  dias  dos  ázimos.  Ninguém  comia  nada  desde  o sacrifício  do  cordeiro  até  a  hora  da  ceia  pascal.  Todos  trajavam  as  melhores  vestes de  que  dispunham.  A  ceia  pascal  era  celebrada  em  grupos  que  deviam  contar  com não  menos  de  10  e  não mais  de  20  pessoas.  Começavam  com  abluções  das  mãos. Cantavam  os  salmos  113  “Louvai,  servos  do  Senhor”  e  114  “Quando  Israel  saiu  do Egito”.  O  pai  ou  o  chefe  da  mesa  pronunciava  a  bênção  sobre  o  primeiro  cálice  de vinho,  tomava  um  pouco  e  o  passava  aos  convivas  como  expressão  de  fraternidade. Nova  ablução  e  se  reclinavam  nos  divãs.  O  pão  ázimo  era  distribuído  e  cada  um mergulhava-o  no  molho.  O  filho  menor  perguntava  qual  o  sentido  da  festa.  O  chefe de  mesa  falava  dos  grandes  benefícios  de  Deus  e  explicava  a  razão  de  ser  da  ceia pascal  e  seu  simbolismo.  Comiam  o  cordeiro  pascal  santificado,  tornando-se comensais  do  próprio  Deus.  Comiam-no  com  o  pão  ázimo  e  ervas  amargas, lembrança  da  amarga  escravidão  de  que  foram  libertados  por  Deus.  Tomavam  outro pouco  de  vinho  do  segundo  cálice.  Até  aqui  era  a  refeição  sagrada,  mas  continuava o  ágape  festivo.  O  pai  partia  e  distribuía  o  pão  ázimo.  Mais  um  pouco  de  vinho  do terceiro  cálice.  E  canto  final  dos  salmos  115  “Não  a  nós,  Senhor”,  116  “Eu  amo  o Senhor”,  117  “Louvai  o  Senhor”  e  118  “Celebrai  o  Senhor  porque  ele  é  bom”. Sl 113 (112) - www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PIW.HTM Sl 114 (113A) - www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PIX.HTM Sl 115 (113B) - www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PIY.HTM Sl 116 (114-115) -www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PIZ.HTM Sl 117 (116) -www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PJ0.HTM Sl 118 (117) - www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PJ1.HTM

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