GALILEIA

GALILEIA

Veja no YOUTUBE – INFORMAÇÕES GERAIS DA TERRA DE JESUS incluindo a GALILEIA

 

06-MAPA - EVANGELHO DE MARCOS-GALILEIA

 

No Evangelho de Marcos a GALILEIA é mencionada 12 vezes com Jesus e 1 vez com Pedro em  14,70

Mc 1,  9;     1, 14;     1, 16;     1, 28;     1, 39;     3,  7;

6, 21;    7, 31;     9, 30;   14, 28;    15, 41;  16,  7;

 

A Galileia, do hebraico galil = “circunscrição, departamento”) é a região setentrional da Palestina e em Marcos como também em Mateus e um pouco menos em Lucas, é o terreno principal do ministério de Jesus; (Battaglia)

 

Galileia (Galileia — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia – JW.org)

[Região; Circuito [duma raiz que significa “rolar; rolar para longe”]], GALILEU.

A primeira menção da Galileia, na Bíblia, identifica-a como distrito na região montanhosa de Naftali, onde ficava a cidade de refúgio de Quedes. (Jos 20:7) Se não antes, então pelo menos na época de Isaías, a Galileia incluía o território de Zebulão. Talvez muitos não-israelitas vivessem na Galileia; daí a expressão “Galileia das nações”. (Is 9:1) Alguns peritos acham que as 20 cidades da Galileia, que o Rei Salomão ofereceu a Hirão, o rei de Tiro, provavelmente eram habitadas por pagãos. (1Rs 9:10-13; veja CABUL N.° 2.) O rei assírio Tiglate-Pileser III conquistou a Galileia durante o reinado do rei Peca, de Israel (no oitavo século AEC). — 2Rs 15:29.

Fronteiras. (MAPA, Vol. 3, p. 226) Com o passar dos anos, os limites territoriais da Galileia não permaneceram constantes. Sua maior extensão parece ter sido a de cerca de 100 por 50 km, abrangendo os antigos territórios das tribos de Aser, Issacar, Naftali e Zebulão. No entanto, no tempo do ministério terrestre de Jesus Cristo, a Galileia, enquanto estava sob a jurisdição de Herodes Ântipas (Lc 3:1), estendia-se apenas uns 40 km de L a O, e uns 60 km de N a S.

Ao S ficava Samaria, estendendo-se a fronteira meridional da Galileia desde o sopé do monte Carmelo, pela planície de Jezreel, (Esdrelom) em direção a Citópolis (Bete-Seã), e daí até o Jordão. Segundo Josefo, o rio Jordão, junto com o mar da Galileia e o lago Hula (ou Hulé; agora na maior parte drenado), constituíam a fronteira oriental, mas pode ter havido áreas em que a fronteira não era tão precisa. O território de Tiro, estendendo-se até abaixo da antiga cidade de Quedes (Kedasa, Cydassa), limitava a Galileia ao N. (The Jewish War [A Guerra Judaica], III, 35-40 [iii, 1]; II, 459 [xviii, 1]; IV, 104, 105 [ii, 3]) Ao O ficava o território de Ptolemaida (Aco ou Acre) e o monte Carmelo.

Esta província setentrional romana da Palestina, ao O do Jordão, estava adicionalmente dividida em Galileia Superior e Inferior. A fronteira entre as duas Galileias estendia-se desde Tiberíades, na margem O do mar da Galileia, até um ponto na vizinhança de Ptolemaida. — The Jewish War, III, 35 (iii, 1).

Características Geográficas. No primeiro século EC, antes da guerra com Roma, a Galileia era densamente povoada e usufruía grande prosperidade. Junto ao mar da Galileia havia uma próspera indústria de pesca. Outras atividades incluíam a tecelagem, a cantaria, a construção de navios e a olaria. Josefo, historiador judeu, afirmava que havia 204 cidades e localidades na Galileia, tendo a menor delas mais de 15.000 habitantes. Se este testemunho não for exagero, conforme muitos acreditam que seja, então significa que a Galileia tinha uma população de uns três milhões de habitantes. — The Life (A Vida), 235 (45); The Jewish War, III, 43 (iii, 2).

A Galileia era abençoada com uma abundância de fontes e um solo fértil. De modo que a ocupação principal dos galileus parece ter sido a agricultura. Atualmente, cultivam-se ali muitas espécies diferentes de hortaliças, bem como trigo, cevada, figo, painço, índigo, oliveiras, arroz, cana-de-açúcar, laranja, pêra e damasco. Antigamente, a Galileia era bem arborizada. Entre as variedades de árvores ainda encontradas ali estão o cedro, o cipreste, o abeto, o carvalho, o oleandro, a palmeira, o pinheiro, o sicômoro e a nogueira.

Tanto o clima como os aspectos geográficos da Galileia são marcados por grandes contrastes. Os planaltos são frescos, a costa marítima usufrui uma temperatura amena e o vale do Jordão é quente. A altitude da Galileia Inferior fica uns 210 m abaixo do nível do mar perto do mar da Galileia, e atinge seu ponto mais alto no monte Tabor, numa elevação de 562 m. (FOTO, Vol. 1, p. 238) Todavia, as colinas e os montes da Galileia Superior variam de altitude entre 460 m e 1.208 m.

O Povo da Galileia. Como grupo, os judeus da Galileia diferiam daqueles da Judéia. Segundo o testemunho de rabinos dos tempos antigos, os galileus davam valor à reputação, ao passo que os da Judéia davam mais ênfase ao dinheiro do que a um bom nome. Os galileus, em geral, não eram tão insistentes nas tradições como os da Judéia. No Talmude (Megillah 75a), os primeiros, de fato, são acusados de negligenciar a tradição. Neste respeito, pode-se notar que os fariseus e os escribas, de Jerusalém, não da Galileia, eram os que objetavam a que os discípulos de Jesus não observavam a tradicional lavagem de mãos. — Mr 7:1, 5.

Visto que o Sinédrio e o templo ficavam em Jerusalém, sem dúvida, a maior concentração de instrutores da Lei se encontrava ali; daí o provérbio judaico: “Se quiser riquezas, vá para o norte [para a Galileia], se quiser sabedoria, vá para o sul [para a Judéia].” Mas, isto não significa que os galileus eram muito ignorantes. Em todas as cidades e aldeias da Galileia havia instrutores da Lei, bem como sinagogas. Estas últimas, de fato, eram centros educativos. (Lc 5:17) Todavia, os principais sacerdotes e os fariseus em Jerusalém evidentemente consideravam-se superiores aos galileus comuns e os encaravam como ignorantes da Lei. Por exemplo, quando Nicodemos falou em defesa de Jesus Cristo, os fariseus retrucaram: “Será que tu também és da Galileia? Pesquisa e vê que nenhum profeta há de ser levantado da Galileia.” (Jo 7:45-52) Desconsideraram assim o cumprimento da profecia de Isaías a respeito da pregação do Messias. — Is 9:1, 2; Mt 4:13-17.

Alguns atribuem o distintivo sotaque galileu a influências estrangeiras. Não era nada incomum serem os galileus facilmente reconhecidos pela sua fala (Mt 26:73), especialmente visto que a região de Samaria separava a Galileia da Judéia. Mesmo hoje, em muitas partes da terra, as pessoas são facilmente identificadas pelo seu sotaque regional. Igualmente, entre as tribos de Israel, havia diferenças de pronúncia em séculos anteriores. Um exemplo destacado disso é a incapacidade de os efraimitas, nos dias de Jefté, pronunciarem corretamente a senha “Xibolete”. — Jz 12:5, 6.

O ministério de Jesus na Galileia. A Galileia foi cenário de muitos eventos notáveis na vida terrestre de Jesus. As cidades Galileias de Betsaida, Cafarnaum, Caná, Corazim, Naim e Nazaré, bem como as regiões de Magadã, são mencionadas especificamente em conexão com a atividade dele. (Mt 11:20-23; 15:39; Lc 4:16; 7:11;Jo 2:11; veja BETSAIDA.) Jesus passou a maior parte da sua vida terrestre na cidade Galileia de Nazaré. (Mt 2:21-23; Lc 2:51, 52) Numa festa de casamento em Caná, ele realizou seu primeiro milagre por transformar água no melhor dos vinhos. (Jo 2:1-11) Depois da prisão de João, o Batizador, Jesus retirou-se da Judéia para a Galileia e começou a proclamar: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mt 4:12-17) Ao passo que Jesus percorria a Galileia, ensinava nas diversas sinagogas. Com o tempo, chegou à sua cidade, Nazaré, onde, num sábado, leu a sua comissão no capítulo 61 de Isaías. Embora os presentes na sinagoga no começo ficassem favoravelmente impressionados, quando Jesus os comparou aos israelitas dos dias dos profetas Elias e Eliseu, os presentes na sinagoga ficaram irados, e estavam prontos para matá-lo. — Lc 4:14-30.

Depois, Jesus foi para Cafarnaum, “uma cidade da Galileia”, e fixou-se ali. Evidentemente, perto de Cafarnaum, ele chamou André, Pedro, Tiago e João para serem pescadores de homens. (Lc 4:31; Mt 4:13-22) Acompanhado por estes quatro discípulos, Jesus iniciou uma importante viagem de pregação na Galileia. No desempenho das suas atividades de ensinar e de realizar obras poderosas, Jesus chamou Mateus da coletoria em Cafarnaum para ser seu seguidor. (Mt 4:23-25; 9:1-9) Mais tarde, num monte perto de Cafarnaum, ele escolheu os 12 apóstolos. Todos eles, com a possível exceção de Judas Iscariotes, eram galileus. Também, perto de Cafarnaum, Jesus proferiu o Sermão do Monte. (Lc 6:12-49; 7:1) Na cidade Galileia de Naim, ele ressuscitou o filho único duma viúva. (Lc 7:11-17) Numa posterior viagem de pregação, Jesus revisitou Nazaré, mas foi novamente rejeitado. (Mt 13:54-58) Em Cafarnaum, por volta da época da Páscoa de 32 EC, durante o que parece ter sido sua última cobertura intensiva do território galileu, muitos discípulos, tropeçando por causa das palavras de Jesus a respeito de ‘comer a sua carne e beber o seu sangue’, abandonaram o Filho de Deus. — Jo 6:22-71.

Embora os Evangelhos sinópticos tratem principalmente do ministério de Jesus na Galileia, o Filho de Deus não desconsiderou a Judéia, conforme alguns concluíram erroneamente. É digno de nota que o interesse inicial dos galileus em Jesus foi suscitado por aquilo que o viram fazer em Jerusalém. (Jo 4:45) Todavia, provavelmente reservou-se mais espaço para a atividade de Jesus na Galileia, porque os galileus o aceitaram mais prontamente do que os da Judéia. Isto é confirmado pelo fato de que os primeiros discípulos a receberem o espírito santo de Deus eram galileus, uns 120 deles. (At 1:15; 2:1-7) O controle e a influência dos líderes religiosos judeus não devem ter sido tão fortes entre os galileus como entre os da Judéia. (Veja Lc 11:52; Jo 7:47-52; 12:42, 43.) Alguns sugerem que a multidão que clamava pela morte de Jesus era principalmente daqueles da Judéia (Mt 27:20-23), ao passo que aqueles que antes haviam aclamado Jesus como rei talvez tenham sido primariamente galileus. (Mt 21:6-11) A presença de muitos galileus e de outros que não eram da Judéia, durante o período da Páscoa, talvez contribuísse também para o medo dos líderes de Jerusalém, de se apoderarem de Jesus em plena luz do dia, ‘para que não surgisse um alvoroço’. — Mt 26:3-5.

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https://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1200001598#h=1

 

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A CAMINHADA DE JESUS NA GALILEIA

(SEGUNDO LUCAS)

Todo o Evangelho de Lucas está voltado para Jerusalém, isto é, a pregação a ação de Jesus é apresentada conforme uma viagem do próprio Jesus, partindo da Galiléia em direção a Jerusalém. Esta viagem ou melhor esta caminhada, tem por objetivo mostrar que é em Jerusalém, o centro do poder judaico que Jesus vai se mostrar verdadeiramente como o Messias que vem mostrar o caminho da libertação para todos os povos.

Os capítulos 4,14 – 9,50 narram os acontecimentos da primeira etapa desta caminhada que acontece na Galiléia. Vale a pena perceber que acontecimentos são estes e que interesse tem Lucas em narrá-los.

Jesus inicia o seu ministério na Galiléia, região ao norte da palestina, onde encontravam-se pequenos e grandes proprietários de terras, além de um grande número de trabalhadores rurais, sofrendo o peso dos tributos e das leis sobre os seus ombros. Por esta razão era da Galiléia que se insurgiram vários grupos com lideranças esporádicas, buscando a libertação do jugo romano. Foi também da Galiléia que nasceu o grupo dos Zelotes que pelos anos 68 a 70 se rebelaram contra os Romanos provocando a destruição de Jerusalém, fato muito importante tanto para os judeus, como para os cristãos. A Região da Galiléia era considerada portanto, lugar de bandoleiros, subversivos, pessoas de Segunda categoria, aos olhos dos poderosos de Jerusalém. Tratava-se sempre de uma ameaça ao poder estabelecido. Jesus foi criado nesta região. Daí que muitas vezes tratavam-no como o Galileu. Sua residência era em Nazaré cidade pequena onde em dia de Sábado Jesus dá início ao seu trabalho de pregar a Boa Nova do Reino de Deus e mostrar através de sua prática que este Reino está presente no meio de nós.(Lc 4,14-21).

As primeiras palavras de Jesus em sua terra, de início provoca admiração, afinal, estava lendo o profeta Isaías 61,1-2. Porém, quando atualiza esta leitura, mostrando que o Espírito tem liberdade para agir onde quer e que a salvação não depende da pertença a um povo ou do seguimento cego da Lei, mas está aberta a todos quantos queiram abraçá-la através da proposta do Reino de Deus que chega primeiramente aos pobres, marginalizados, oprimidos, muitos dos que estavam ouvindo Jesus ficam furiosos a ponto de expulsá-lo de Nazaré, cidade onde se criara. Escreve Lucas que ele prosseguia o seu caminho (Lc 4,30).

Se compararmos o Evangelho de Lucas com o Evangelho de Marcos, vemos que existe semelhança entre Lc 4,31-6,19 e Mc 1,21-3,19. A partir de Lc 6,20 as semelhanças desaparecem para novamente voltarem em Lc 8,4-9,50 com Mc 4,1-9,40. Estes textos que não estão em semelhança com Marcos, Lucas provavelmente foi buscar em algum material que trazia principalmente os discursos de Jesus, pois aí temos: 6,20- 26 – As bem aventuranças e as maldições; 6,27-35 – o amor aos inimigos; 6,36-38 – A misericórdia e a gratuidade; 6,39-49 – a autenticidade no seguimento de Jesus. Já no capítulo 7, Jesus cura o servo do centurião (Lc 7,1-10), revive o filho da viúva de Naim (7,11-17) e na casa de um fariseu é ungido por uma mulher pecadora (Lc 7, 36-50). Estes três episódios mostram Jesus voltado para os pagãos, impuros e pecadores. Desta forma vai sendo colocado em prática o que Ele havia anunciado na Sinagoga de Nazaré. Lucas coloca também neste capítulo, o diálogo de Jesus com os discípulos de João Batista (Lc 7,18-35).

Na caminhada de Jesus pela Galiléia, aparecem duas estradas: Uma é a estrada das ações de Jesus; outra é a estrada da pregação de Jesus. Ambas as estradas vão se encontrar em um ponto que é comum: A Boa Nova do Reino de Deus que chega aos pobres e marginalizados. Lucas através desta caminhada de Jesus pela Galiléia mostra a força e o poder de Jesus, em contraste direto à força e o poder dominante que não consegue derrotar Jesus. É importante ter presente que esta chegada do Reino de Deus através de Jesus, está pleno de misericórdia e perdão, condições indispensáveis para que o Reino possa acontecer no meio dos homens e mulheres de todos os tempos.

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http://www.itf.org.br/a-caminhada-de-jesus-na-galileia-2.html

 

 

Veja mais informações geográficas e históricas sobre a GALILEIA na WIKIPEDIA:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Galileia

 

 

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EVANGELHO DE MARCOS

MAPA DA PALESTINA

Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

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