O NÚMERO 666

NÚMERO 666

O número 666 é o número da 1ª BESTA (Ap 13,18).

Tem 3 dígitos. Repetir a palavra 3 vezes costuma se aludir ao superlativo, ao “mais perfeito, totalmente perfeito”.

O número 7 é o número completo, perfeito. O número 7 repetido 3 vezes, 777, é o número dado ao Cordeiro pela combinação numérica de “SENHOR DOS SENHORES E REI DOS REIS” (contagem do correspondente numérico das letras).

O número 6 é o número que não consegue chegar a 7, portanto imperfeito. 666 = três vezes imperfeito ou totalmente imperfeito! Esta é a 1ª BESTA.

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Segue a aprofundamento de Pedro Afonso sobre o Nº 666:

“Os números, como sempre na Sagrada Escritura, são utilizados no Apocalipse com todo o seu sentido simbólico”

“Na mentalidade judaica no tocante à Bíblia o sete é o número de Deus e, por isso, daquilo que é perfeito. O que se faz sete vezes está feito com perfeição (a prata mais pura, no Salmo 12,6, ou as sete petições no Pai Nosso que, de fato, é a repetição septenária do único pedido que se há de fazer: que venha a nós o vosso Reino)”

“O número seis (não consegue nunca chegar a sete) emprega-se sempre que se quer aludir a alguém que pretendia ser considerado como Deus, sem sê-lo”

“O Apocalipse é, naturalmente, um livro político. A isso precisamente se deve que nele se utilizem tantos símbolos e imagens: para que só entendesse seu sentido claro o cristão iniciado e não qualquer soldado romano que lançasse mão do livro. Os romanos eram absolutamente intransigentes com quem questionava de algum modo o poder do imperador ou do império romano. Isso, exatamente isso, é o que se faz no Apocalipse. Quem louva ao Cordeiro que reina para sempre não é amigo do César (ver Jo 19,12-15). O Apocalipse afirma que tudo será transformado, que nada no universo se subtrai ou pode subtrair-se ao poder de Cristo. Até as estruturas mais físicas do universo serão transformadas pelo reinado efetivo de Cristo. Se para alguém está claro que não se pode servir a dois senhores é para o autor do Apocalipse (ver Mt 6,24; Lc 16,13). Segundo o livro do Apocalipse, Roma, e com ela o império romano inteiro, deve cair e caíra (ver Ap 17 e 18). Para que não nos reste a menor dúvida do que pensava o autor sobre Roma, capital do império, ele a denomina (sessenta anos depois da morte e ressurreição de Cristo, e trinta anos depois de ali terem sido mortos  Pedro e Paulo) a grande prostituta, a que fez multiplicarem-se por toda a Terra as abominações, a Babilônia que deve ser destruída. Claro que o Apocalipse é um livro com sentido político! Em nome do livro do Apocalipse não se pode, legitimamente, pedir a um cristão que se mantenha apartado da política, porque o Apocalipse não só tinha sentido político quando foi escrito, mas continua a ter no presente”

“A Besta aparece muitas vezes no livro do Apocalipse (ver Ap 11,7; todo o cap. 13; 14,9-11;16, 2.10.13; 17,3; 19,19-20). A imagem da Besta foi tomada do livro de Daniel 7. O que no livro de Daniel se diz sobre as quatro bestas se resumiu no Apocalipse em uma só Besta, que é Roma, o império romano, e seu representante oficial, o imperador desse império. Todo o Apocalipse trata, na verdade, de uma luta entre a Besta e Cristo e de como a Besta é totalmente vencida por Cristo. Uma vez mais, é Cristo quem agora detém todo o poder no universo (Mt 28,18; Fl 2, 9-11) e é Cristo quem terminará vencendo a quem se oponha a Ele. Por forte que pareça o império ou o imperador, diz o autor do Apocalipse, por fraco que pareçam Cristo (um Cordeiro) ou os cristãos, Cristo acabará triunfando e os cristãos com Ele. Justamente pelo conteúdo político de uma tal afirmação os cristãos dos primeiros séculos tinham de usar de símbolos para dizê-la, símbolos só compreensíveis para o cristão iniciado daquele tempo”

“Falemos do número da Besta (o 666 ou o 616). Recordemos que em hebraico toda letra tem valor numérico, e todo número tem valor de letra. Em numerosas versões originais do Apocalipse aparece, em vez do número 666, o número 616. Em hebraico, a expressão “Nero-César” soma 666 pontos. Em letras gregas, a expressão “César-Deus” soma 616 pontos. Uma vez mais, no momento em que foi escrito o Apocalipse, tratou-se de representar, desta vez por meio de números, uma mensagem político-teológica em relação a Cristo, ao imperador de Roma, e aos cristãos dessa época”

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 Segue a reflexão de Dom Estevão Bettencourt

Quem é a Besta – 666

do Apocalipse?

“Aqui é preciso discernimento! “Quem tiver inteligência, calcule o número da besta, porque é número de um homem, e este número é 666.” (Ap 13,18)

Nesta passagem João pratica a gematria, arte de atribuir valor numérico a um nome. Isto era usual entre hebreus, gregos e latinos, que atribuíam um valor numérico às letras.

Segundo Santo Irineu (+202), 666 era decifrado como “lateinos” (= latinos), pois o somatório do valor de suas letras perfazem 666. Daí, alguns protestantes querem identificá-lo com o Papa. E para “confirmar” esta conclusão dizem que o Papa tem inscrito sobre a tiara, os dizeres “Vicarius Filii Dei” (= Vigário do Filho de Deus), cujo valor numérico é, de fato, 666.

No entanto para entender o significado de uma passagem bíblica, é necessário reconstituir o ambiente geográfico e histórico dentro do qual foi escrita. João, ao escrever a fiéis cristãos da Ásia Menor, sujeitos à perseguição, procurava reconfortá-los, aludindo veladamente, como se compreende, ao Império Romano perseguidor. Assim, indicava a ruína do perseguidor mencionando algum Imperador Romano como inimigo que seria superado. Não vem ao caso o Papado, pois o Papa não perseguia os cristãos da Ásia Menor, mas era também ele perseguido pelos Imperadores. Os primeiros Papas (Pedro, Lino, Cleto, Clemente, etc.) foram martirizados.

Não se deve supor que a Bíblia caia do Céu diretamente para nós no século XX / XXI, a fim de atender a questões atuais, mas que não eram problemas para os imediatos destinatários do Livro Sagrado.

Portanto, é um erro usar a língua latina (tal como “Vicarius Filii Dei”) para decifrar o número 666 do Apocalipse. Jamais seus leitores imediatos, residentes na Ásia Menor, teriam entendido o significado do número. Eles não falavam latim, nem conheciam esta língua. Também é falso dizer que o Papa tem em seus paramentos o título de “Vicarius Filii Dei”. Trata-se de um arroubo imaginativo.

Quanto ao vocábulo “lateinos” (= 666) é artificial atribuí-lo ao Papa. Designava o Império Latino ou Romano, como os destinatários do Livro o conheciam, com seus imperadores Calígula, Nero, Domiciano, etc. Jamais significaria o Papa para os leitores imediatos do Apocalipse.

Se não levarmos em consideração o contexto histórico em que foi escrito o Apocalipse, podemos chegar às mais estranhas conclusões. Por exemplo, a grande mestra do adventismo poderá ser considerada a besta do Apocalipse: Ellen Gould White (= 666). Até mesmo, Jesus poderia ser considerado a Besta, pois “Jesus de Nazaré” em hebraico (YRSN VSY) é 666. Por outro lado, “Jesus”, escrito em grego (IHSOYS) perfaz 888 que simboliza a perfeição e santidade. A própria “besta” em grego (= Thérion) escrita com letras hebraicas (= TRYVN) perfaz 666.

Pode-se multiplicar os exemplos deste tipo de interpretação, pois a gematria se presta a isto. Portanto, se desejamos obter o autêntico sentido do número 666, devemos reconstituir exatamente a intenção do autor sagrado ao redigí-lo. Como já explicado, João só podia ter a intenção de referir-se ao Imperador Romano perseguidor. Sendo Nero o primeiro Imperador Romano a decretar perseguição aos cristãos, por sua crueldade tornou-se o protótipo dos adversários da Igreja. Ele reinou de 54 a 68, e estava muito vivo na recordação dos destinatários do Apocalipse.

Ao escrever o nome grego de César Nero (Kaiser Neron) em letras hebraicas, ou seja, NVRN RSQ, obtemos 666. Os destinatários eram cristãos, muitos dos quais de origem judaica e, por isso, conheciam o grego e o hebraico. Com a intenção de “revelar velando”, João procura dificultar aos estranhos a decifração do número 666.

Alguns manuscritos do Apocalipse apresentam o número 616, ao invés de 666. Ora, caso se omita o N final de NERON, dando a forma latina NERO, obtemos 616. Isto explica a oscilação entre 666 e 616 nos manuscritos.

Importante ainda observar que designando-o pelo número 666, João queria insinuar a fragilidade e caducidade de tal perseguidor, ou perseguidores em geral, da Igreja, pois no simbolismo antigo dos números, 6 é símbolo de precariedade, visto que equivale a 7 (símbolo da perfeição) menos 1.

A outra besta descrita em Ap 13,11-17 designa, por sua vez, a falsa religião do Império Romano que servia ao culto do Imperador.

Conclui-se que: César Nero em português = Kaiser Neron em grego = NVRN RSQ em hebraico = 666, assim:

N       V      R       N         R        S       Q

50 + 6 + 200 + 50 + 200 + 60 + 100 = 666

Apostilas do Mater Ecclesiae sobre Diálogo Ecumênico Livro Católicos Perguntam   Fonte: http://barca.zip.to

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VEJA INFORMAÇÕES SOBRE OUTROS  NÚMEROS:

TRÊS,  QUATRO,   SEIS,  SETE,  DOZE,  QUARENTA,   666,  MIL,  144 MIL

 

 

ÍNDICE GERAL DO APOCALIPSE

Responsável por este trabalho:

Xavier Cutajar

xacute@uol.com.br       http://xacute1.com

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