SADUCEUS

 OS SADUCEUS

III. Grupos político-religiosos

Na sociedade do tempo de Jesus podemos distinguir vários grupos, que se diferenciam no modo de se relacionar com a política, economia e religião, e que têm grande importância no quadro social da época.

 1. SADUCEUS

O grupo dos saduceus é formado pelos grandes proprietários de terras (anciãos) e pelos membros da elite sacerdotal. Têm o poder na mão, e controlam a administração da justiça no Tribunal Supremo (Sinédrio). Embora não se relacionem diretamente com o povo, são intransigentes em relação a ele, e vivem preocupados com a ordem pública. São os principais responsáveis pela morte de Jesus.

Os saduceus são os maiores colaboradores do império romano, e tendem para uma política de conciliação, com medo de perder seus cargos e privilégios. No que se refere à religião, são conservadores: aceitam apenas a lei escrita e rejeitam as novas concepções defendidas pelos doutores da Lei e fariseus (crença nos anjos, demônios, messianismo, ressurreição).

http://www.paulus.com.br/biblia-pastoral/_PV5.HTM

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SADUCEUS – DICIONÁRIO BÍBLICO ONLINE

“SADUCEUS Partido religioso e político, cujo nome se relaciona com Sadoc, o Sumo Sacerdote colocado por Salomão em lugar de Abiatar (1Rs 2,35). Os saduceus separaram-se dos fariseus quando Jônatas usurpou o sumo sacerdócio (135 aC). Desde então os saduceus entraram em luta com os fariseus, dos quais se distinguem pelas crenças religiosas (Mt 22,23; Mc 12,18; At 23,8). Na política, apoiavam a dominação romana e controlavam a nomeação dos sumos sacerdotes. ”
 - Bíblia Católica Online

Leia mais em: https://www.bibliacatolica.com.br/dicionario-biblico/18/

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QUEM ERAM OS SADUCEUS? - Denhonianos

No tempo de Jesus, os saduceus formavam um grupo aristocrático, recrutado sobretudo entre os sacerdotes da classe superior. Exerciam a sua autoridade à volta do Templo e dominavam o Sinédrio (no entanto, a sua autoridade nessa instituição não era absoluta desde que os fariseus aí haviam chegado). A sua importância política era real, ainda que muito limitada pela presença do procurador romano. Politicamente, eram conservadores e entendiam-se bem com o opressor romano… Pretendiam manter a situação, para não ver comprometidos os benefícios políticos, sociais e económicos de que desfrutavam.
Para os saduceus, apenas interessava a Lei escrita – a “Torah”. Negavam que a Lei oral (que era essencial para os fariseus) tivesse qualquer valor. Este apego conservador à Lei escrita explica que negassem algumas crenças e doutrinas admitidas nos ambientes populares frequentados pelos fariseus. Por isso, não aceitavam a ressurreição dos mortos: nenhum versículo da “Torah” apoiava essa crença.
No seu conflito com os fariseus, estava em jogo uma certa visão da sociedade e do poder. Os fariseus não viam com agrado a “democratização” da Lei promovida pelos fariseus e pelos seus escribas. Esta “democratização” apresentava o inconveniente de fazer os sacerdotes perder a sua autoridade como intérpretes da Lei. Diante do povo, os saduceus mostravam-se distantes, severos, intocáveis.

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Quem eram os Saduceus?  – Revista Vida Pastoral

Os saduceus, um dos grupos religiosos presentes na Palestina no tempo de Jesus se consideravam descendentes de Sadoc (cf. Ez 44,15). Esse grupo, constituído pelo chefe dos sacerdotes (sumo sacerdote), pelas famílias sacerdotais e pela aristocracia, detinha o poder político, religioso, econômico e jurídico. Desse modo, tinha poder sobre o Templo e sobre o sinédrio. Aceitava somente o Pentateuco e, por isso, não acreditava ser possível afirmar algo sobre a ressurreição dos mortos, uma vez que não via sinais dessa crença nos cinco primeiros livros da Bíblia, atribuídos a Moisés.

Os saduceus, ao se aproximarem de Jesus, interrogam-no baseando-se na Lei do Levirato (lei do cunhado), descrita em Dt 25,5-10. Essa lei prescreve que, “se alguém tiver um irmão casado, e esse morrer sem filhos, o irmão deve casar-se com a viúva a fim de suscitar uma descendência para seu irmão”. A Lei do Levirato fazia parte das leis de solidariedade familiar e tinha como objetivo garantir a sobrevivência da viúva, que, dessa forma, teria direito à herança do marido falecido, dado que uma viúva sem filho não teria nenhum direito. (Zuleica Aparecida Silvano)

 OS SADUCEUS - na WIKIPÉDIA

Os saduceus (em hebraico: צְדוּקִים Ṣĕdûqîm bnê Sadôq, “zadoquitas” ou “sadoquitas”; em gregoSaddoukaios) eram uma seita ou um grupo de judeus presente na Judeia durante o período do Segundo Templo, desde o século II a.C. até a destruição do Templo em 70 d.C. A seita foi identificada por Flávio Josefo com o alto escalão social e econômico da sociedade na Judeia.[1] O grupo cumpria variadas funções políticas, sociais e religiosas, dentre as quais se pode mencionar a função de manutenção do Templo. Os saduceus são frequentemente comparados com outras seitas do período, como os fariseus e os essênios.

Acredita-se que a extinção do grupo ocorreu algum tempo depois da destruição do Templo de Herodes, em Jerusalém, no ano de 70 d.C., sendo que os caraítas possivelmente tiveram algumas raízes nas visões dos saduceus.

História

Também para esta seita ou partido é difícil determinar a origem. Sabemos que existiu nos últimos dois séculos do Segundo Templo, em completa discórdia com os fariseus. O nome parece proceder de Zadoque, hierarca da família sacerdotal dos filhos de Zadoque, que segundo o programa ideal da constituição de Ezequiel devia ser a única família a exercer o sacerdócio na nova Judeia. De modo que, dizer saduceus era como dizer “pertencentes ao partido da estirpe sacerdotal dominante”. Diferiam dos fariseus por não aceitarem a tradição oral. Na realidade, parece que a controvérsia entre eles foi uma continuação dessa hostilidade que havia começado no templo dos macabeus, entre os helenizantes e os ortodoxos. Com efeito, os saduceus, pertencendo à classe dominadora, tendo a miúdo contato com ambientes helenizados, estavam inclinados a algumas modificações ou helenizações. O conflito entre estes dois partidos foi o desastre dos últimos anos da Jerusalém judia.

Suas doutrinas são quase desconhecidas, não havendo ficado nada de seus escritos. A Bíblia afirma que eles não criam na ressurreição, tendo até tentado enlaçar Jesus com uma pergunta ardilosa sobre esse conceito. Com muita probabilidade, ainda que rechaçando a tradição farisaica, possuíram uma doutrina relativa à interpretação e à aplicação da lei bíblica. O único que nos oferece alguns dados sobre suas doutrinas é Flávio Josefo que, por ser fariseu e por haver escrito para o público greco-romano, pode apresentar imprecisões e distorções.

Parece provável que as divergências entre saduceus e fariseus foram mais que dogmáticas, foram jurídicas e rituais. Com a queda de Jerusalém, a seita dos saduceus extinguiu-se. Ficaram porém suas marcas em todas as tendências anti-rabínicas dos primeiros séculos (D.C.) e da época medieval.

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Marcos, seguido por Lucas só mencionam os saduceus uma só vez em (Mc 12,18; Lc 20,27) quando eles abordam Jesus para explicar a RESSURREIÇÃO DOS MORTOS na qual eles não acreditavam.

1   Mt    3,  7| Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João
 2   Mt   16,  1|              1 Os fariseus e saduceus se aproximaram de Jesus
 3   Mt   16,  6|  fermento dos fariseus e dos saduceus.»
 4   Mt   16, 11|      fermento dos fariseus e saduceus.»
 5   Mt   16, 12|   ensinamento dos fariseus e saduceus.~Jesus é o Messias -*
 6   Mt   22, 23|                        23 Os saduceus afirmam que não existe ressurreição.
 7   Mt   22, 34|     que Jesus tinha feito os saduceus se calarem. Então eles se
 8   Mc   12, 18|                        18 Os saduceus afirmam que não existe ressurreição.
 9   Lc   20, 27|                        27 Os saduceus afirmam que não existe ressurreição.
10   At    4,  1|     da guarda do Templo e os saduceus.
11   At    5, 17|        isto é, o partido dos saduceus, - ficaram cheios de raiva,
12   At   23,  6|     parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus,
13   At   23,  7|    conflito entre fariseus e saduceus, e a assembléia se dividiu.
14   At   23,  8|                8 De fato, os saduceus dizem que não  ressurreição,

 

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Responsável por este trabalho

    Xavier Cutajar

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