FÉ – CRER

FE – CRER

-CRER: 
Na Galiléia e arredores: Mc 1,15;  2,5; 4,40; 5,34.36; 6,6; 
                         9,19.23.24.24.42; 10,52;
Em Jerusalém 11,22.23.24.31; 13,21;  15,32;      
No apêndice:  16,11.13.14.14.16.16.17

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O que é a FÉ para JESUS no Evangelho de Marcos

Mc 1,15 Convertam-se e creiam no EVANGELHO.”

Mc 2,5  Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os seus pecados estão perdoados.”

Mc 5,34: E disse à mulher: “Minha filha, sua fé curou (salvou) você. Vá em paz (9,50) e fique curada (salva) dessa doença.”

Mc 5,36: Jesus…  disse ao chefe-da-sinagoga: “Não tenha medo;  apenas tenha fé!”

Mc 10,52: Jesus disse (ao cego Bartimeu): “Pode ir, a sua fé curou (salvou) você.”

Mc 9,19; Ele, porém,  disse: “Ó geração sem fé! (incrédula)

Mc 9,23 Jesus disse: “Se podes!..Tudo é possível para quem tem fé.”24 Logo o pai do menino gritou: “Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé.”

Mc 6,5-6: E não pôde fazer milagres em Nazaré. Apenas curou alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E ficou admirado com a falta de fé deles.

Mc 4,40: 40 Então lhes perguntou: “Por que vocês são tão medrosos? Vocês ainda não têm fé?”

Mc 11,22-23 Jesus disse para eles: “Tenham fé em Deus. Em verdade digo a vocês: se alguém disser a esta montanha: ‘Levante-se e jogue-se no mar, e não duvidar no seu coração, mas acreditar (tendo fé) no que disse, assim acontecerá’.

 

O que é ter fé:

por Frei Betto
03 Agosto 2015

Todos conhecemos pessoas que frequentam a igreja e, no entanto, se comportam de modo contrário aos valores evangélicos: tratam subalternos com desrespeito; sonegam direitos de empregados; discriminam por razões raciais ou sexuais. Pessoas que enchem a boca de Deus e trazem o coração entupido de ira, inveja, soberba; são indiferentes aos direitos dos pobres; omitem-se em situações graves que lhes exigem solidariedade.

E temos à nossa volta, no círculo de amizades, pessoas ateias ou agnósticas que, em suas atitudes, fazem transparecer tudo o que o Evangelho acentua como valores: amor ao próximo, justiça aos excluídos, solidariedade aos necessitados, etc.

O Catecismo da Igreja Católica, aprovado por João Paulo II, em 1992, e elaborado sob a supervisão do téologo Ratzinger, futuro papa Bento XVI, define a fé como “adesão pessoal do homem a Deus”. E acrescenta que é “o assentimento livre de toda a verdade que Deus revelou.” E a portadora dessa verdade é a Igreja.

Assim, só teria verdadeira fé cristã quem submete seu entendimento ao que ensina a autoridade eclesiástica (papa, bispos e pastores).

Devido a essa maneira de entender a fé, o que se crê se tornou mais importante do que como se vive. Criou-se uma ruptura entre fé e vida. A ponto de uma pesquisa na França, ao indagar a diferença entre um empresário sem religião e outro cristão, teve como resposta da maioria um detalhe: o segundo vai à missa de vez em quando. No resto, em nada diferem…

Para Jesus, quem tinha fé? A resposta é desconcertante. Em Mateus 8,10, Jesus declara que o homem com mais fé que até então havia encontrado era um oficial romano, um centurião.

Ora, como Jesus pôde elogiar a fé de um oficial pagão? O episódio demonstra que, para Jesus, a fé não consiste, em primeiro lugar, naquilo que se crê, e sim no modo de proceder. Aquele pagão era um homem solidário, preocupado com o sofrimento de um servo.

A mesma atitude de Jesus se repete no caso da mulher cananeia, que também era pagã. A mulher pede a Jesus que lhe cure a filha. Diante dela, Jesus reconhece: “Mulher, grande é a sua fé!” (Mateus 15,28). Grande, não por causa da crença da mulher, e sim por seu procedimento amoroso.

O mesmo ocorre no caso do samaritano hanseniano, curado em companhia de nove judeus (Lucas 17,11-19). Os judeus, segundo suas crenças religiosas, se apresentaram aos sacerdotes, como recomendou Jesus. Já o samaritano, que não obedecia às prescrições das autoridades religiosas e não se sentia obrigado a submeter-se a elas, retornou para agradecer a Jesus, que lhe exaltou a fé: “A sua fé o salvou” (Lucas 17,19).

Para Jesus, portanto, a fé, antes de se vincular a um catálogo de crenças, a uma doutrina, se relaciona a um modo de viver e agir. Jesus, por vezes, duvidou da fé de quem estava mais próximo dele – discípulos na tempestade (Marcos 4,40). Discípulos e apóstolos foram considerados “homens de pouca fé” (Mateus 8,26).

Jesus fez a desconcertante afirmação de que prostitutas e cobradores de impostos terão precedência no Reino de Deus, e não os “exemplares” sacerdotes (Mateus 21,31).

Isso deixa claro quem Jesus reconhecia como crente. Não propriamente quem aceita o que prega a religião, e sim quem age por amor, solidariedade e justiça. Ter fé é, sobretudo, viver de acordo com os valores segundo os quais vivia Jesus.

A Igreja está em crise. Suas autoridades culpam o laicismo, o relativismo, o hedonismo. Ora, será que as autoridades religiosas, e nós, frades, freiras, padres e pastores, não temos culpa nisso, por apresentar a fé cristã como verdades cristalizadas em doutrina, e não expressada em vivência?

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Artigo publicado originalmente em O Globo

http://www.conic.org.br/portal/noticias/1508-o-que-e-ter-fe-por-frei-betto

 

Tente Outra Vez – Raul Seixas

Veja: Não diga que a canção está perdida Tenha fé em Deus, tenha fé na vida. Tente outra vez

Beba: Pois a água viva ainda está na fonte. Você tem dois pés para cruzar a ponte. Nada acabou, não não não não

Tente: Levante sua mão sedenta e recomece a andar. Não pense que a cabeça agüenta se você parar. Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira bailando no ar

Queira: Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo, vai, Tente outra vez

Tente: E não diga que a vitória está perdida; Se é de batalhas que se vive a vida
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https://m.vagalume.com.br/raul-seixas/tente-outra-vez.html

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