JOÃO 6, 22-71 – JESUS, O PÃO DA VIDA

18º Domingo do Tempo Comum – Ano B

JESUS É O PÃO DA VIDA

Jo 6,24-35

** 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B - Dehonianos

** 18º DMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B - Revista Pastoral – Pe Johan Konings sj

** PÃO DE VIDA ETERNA  – José Antonio Pagola

** AS COISAS QUE PASSAM E AS COISAS QUE NÃO PASSAM -  Franciscanos – Pe Johan Konings sj

** BUSCANDO NOVAS ÁGUAS - Texto – Pe Antônio Geraldo dalla Costa

** BUSCANDO NOVAS ÁGUAS - Vídeos no YoufTube –  Pe Antôn Geraldo dalla Costa

** TER FOME DE CRISTO - Raymond Gravel

** SER PÃO QUE  ATIVA E SUSTENTA A VIDA - Pe. Adroaldo Palaoro sj

** O PÃO QUE DÁ VIDA AO MUNDO - Ana Maria Casarotti

** JESUS , O PÃO DA VIDA - Moisés Sbardelotto

** O PÃO DE DEUS É AQUELE QUE DESCE DO CÉU E DÁ VIDA AO MUNDO - Marcel Domergue

** REFLEXÃO PARA O XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM –  JOÃO 6,24-35 (ANO B)  -  

** COM JESUS, NO DESERTO, EM BUSCA DA VIDA – Marcelo Barros

 

19º Domingo do Tempo Comum – Ano B

EU SOU O PÃO QUE DESCEU DO CÉU

Jo 6,41-51

** EU SOU O PÃO QUE DESCEU DO CÉU  – José Antonio Pagola

** JESUS, PÃO DESCIDO DO CÉU -  Franciscanos – Pe Johan Konings sj

** BUSCANDO NOVAS ÁGUAS - Texto – Pe Antônio Geraldo dalla Costa

** BUSCANDO NOVAS ÁGUAS - Vídeos no YouTube –  Pe Antôn Geraldo dalla Costa

** NÓS SOMOS PÃO DA VIDA PARA OS OUTRO(Jo 6,41-51) - Raymond Gravel

** TODA A VIDA DO FILHO - Enzo Bianchi

** JESUS: DOM DE DEUS - Ana Maria Casarotti

** O PÃO QUE EU DAREI É A MINHA CARNE DADA PARA A VIDA DO MUNDO - Marcel Domergue

** REFLEXÃO PARA O XX DOMINGO DO TEMPO COMUM –  JOÃO 6,41-51 (ANO B) -  

** PECADOS DO ESPÍRITO, BÊNÇÃOS DA CARNE – Marcelo Barros

** O DESAFIO DE “SER PÃO” PARA OS OUTROS - Pe. Adroaldo Palaoro sj

** NÓS SOMOS PÃO DA VIDA PARA OS OUTRO(Jo 6,41-51) - Raymond Gravel

** TODA A VIDA DO FILHO - Enzo Bianchi

** JESUS: DOM DE DEUS - Ana Maria Casarotti

** O PÃO QUE EU DAREI É A MINHA CARNE DADA PARA A VIDA DO MUNDO - Marcel Domergue

 

20º Domingo do Tempo Comum – Ano B

A minha carne é verdadeira comida e

o meu sangue é verdadeira bebida.

Jo 6,51-58

** 20º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B - Dehonianos

** O DECISIVO É TER FOME  – José Antonio Pagola

 

 

21º Domingo do Tempo Comum – Ano B

SÓ TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA

Jo 6,60-69

** 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B - Dehonianos

** 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Revista Pastoral – Pe Johan Konings sj

** PERGUNTA DECISIVA - José Antonio Pagola

** A FÉ EM JESUS EXIGE DECISÃO - Franciscanos – Pe Johan Konings sj

**  - Pe. Adroaldo Palaoro sj

** APROFUNDA O QUE É ‘VIDA ETERNA NO EVANGELHO DE JOÃO

UM DEUS QUE SE PARECE CONOSCO(Jo 6,60-69) - Raymond Gravel

** VOCÊS TAMBÉM QUEREM IR EMBORA? - Enzo Bianchi

** BUSCANDO NOVAS ÁGUAS - Pe Antônio Geraldo dalla Costa

** BUSCANDO NOVAS AGUAS - Vídeos no YouTube –  Pe Antôn Geraldo dalla Costa

** UMA NOVA PROPOSTA DO SEGUIMENTO DE JESUS - Ana Maria Casarotti

** NA LÓGICA DO DOM TOTAL - Marcel Domergue

** REFLEXÃO PARA O XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM –  JOÃO 6,60-69 (ANO B) -  

 

 

João - MURMURAR E VIDA ETERNA

Continuamos no cap. 6 do Evangelho de João. Aumenta a tensão entre os judeus e Jesus. À medida que Jesus vai aprofundando no seu ensinamento, vai aparecendo a enorme diferença existente entre o que eles aprenderam da tradição e o que Jesus lhes quer transmitir. E vão aparecendo as doentias murmurações. “E começaram a murmurar contra Jesus”.   Murmuravam porque Jesus havia dito: “eu sou o pão vivo descido do céu”. É o mesmo verbo para falar das murmurações dos israelitas no deserto contra Moisés, por não lhes dar alimento, como eles tinham no Egito. Jesus lhes recorda que o povo esteve contra Moisés nos momentos difíceis e agora também não confiam nas palavras do próprio Jesus.

Sabemos que a murmuração se expressa de inúmeras maneiras, sutis ou não, formando uma montanha de ressentimentos, queixas, críticas ácidas… Murmurar é contraproducente e nocivo. Alguém que murmura é uma pessoa difícil de conviver e poucas pessoas sabem como responder às queixas feitas por outras que expelem sua fuligem interior. O trágico é que, uma vez expressa, a murmuração leva ao que mais se queria evitar: um afastamento maior. Essa murmuração íntima é sombria e pesada: condenação dos outros, condenação de si mesmo, justificativas… entrando numa espiral de amargura e fechamento.  À medida que a pessoa se deixa arrastar ao interior do vasto labirinto das suas murmurações, fica mais e mais perdida, até que, no fim, acaba achando-se a pessoa mais incompreendida, rejeitada, negligenciada e desprezada do mundo.

Em um coração carregado de murmurações e queixas, o Espírito não tem liberdade de atuar; elas são a fonte poluidora de onde brotam as doentias divisões internas, que atrofiam as forças criativas, petrificam o coração, resistem ao novo e levam ao distanciamento de tudo e de todos. Com isso, a pessoa se blinda, tornando-se rígida, fechada em suas posições, crenças, valores… e não se deixa impactar pelo encontro com o diferente. Como quebrar os ferrolhos das murmurações e estender as mãos para acolher o surpreendentemente novo? Como passar do coração de pedra para a morada da fonte de água viva?

Nesse contexto “carregado”, Jesus vai abrindo um caminho de existência compartilhada, que se expressa na comunicação do pão e que culmina na comunicação de vida. Ele não se deixa afetar pelas murmurações que levam à morte. Jesus, o “Pão da Vida”, tocou as “vidas feridas” com delicadeza e ternura e as transformou. Seus gestos terapêuticos foram o prolongamento da ação criativa de Deus; com palavras e ações Ele inaugurou no meio de nós o Reino de Vida do Pai. Não só optou pela vida e se comprometeu com a vida, mas fez de sua Vida uma entrega radical a favor da vida. Em Jesus acontece algo totalmente novo; Ele traz uma nova maneira de viver e de comunicar vida que não cabe nos nossos esquemas. Quem entra em comunhão de vida com Ele, conhece uma vida diferente, de qualidade nova, expansiva…

A comunhão com Jesus é fonte de vida e vida em crescente amplitude. Quando nos dispomos a caminhar com Ele, sob a ação do seu Espírito, realiza-se em nós um processo de abertura e de superação, de crescimento e de reconstrução de nós mesmos…; tomamos consciência de uma dimensão profunda de nosso interior, que nos permite experimentar uma outra vida, que supera tudo o que vivemos até então.

A “vida eterna”, então, não é um prolongamento ao infinito de nossa vida biológica. É a dimensão inesgotável e decisiva de nossa existência. Ela torna-se “eterna” desde já. Para o evangelista João, a “vida” é uma totalidade, ou seja, a vida presente, a vida atual, é uma vida que tem tal plenitude que, com toda razão, podemos chamá-la de “vida eterna”, uma vida com tal força e tão sem limites, que nem a morte mesma terá poder sobre ela.

Precisamos adquirir uma consciência mais profunda da vida do espírito, perceber as pulsações desta vida eterna que está em nós, do mesmo modo que, prestando atenção, percebemos as batidas de nosso coração. A vida, desde o mais íntimo da pessoa humana, deseja ser despertada e vivenciada em plenitude. Vida plena prometida por Jesus: “Quem crê, tem a vida eterna”

Jesus faz-se alimento que gerar vida nova no mundo; alimentar-nos d’Ele, desperta nossa vida interior, fazendo-nos redescobrir nossa verdadeira riqueza; ao mesmo tempo, fazendo-se “pão partilhado”, Jesus nos ensina a gerar vida, ou seja, Ele nos move a fazer com que nossa própria vida seja “alimento substancioso”, para que outros também tenham vida. A comunhão de vida com Cristo nos faz ter um “caso de amor com a vida”.

Nem sempre sabemos viver: conformamo-nos com uma vida estreita, estéril, fechada ao novo, carregada de “murmurações”. Quando nos saciamos com o Pão, que proporciona vigor inesgotável, nossa vida se destrava e torna-se potencial de inovação criadora, expressão permanente de liberdade, consciência, amor, arte, alegria, compaixão…. É vida em movimento, gesto de ir além de nós mesmos; vida fecunda, potencial humano. Vida com fome e sede de significado, que busca o sentido… Vida que é encontro, interação, comunhão, solidariedade. Vida que é seduzida pelo amor, pela ternura. Vida que desperta o olhar para o vasto mundo. Vida que é voz, é canto, é dança, é festa, é convocação…

Ao afirmar: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu”, Jesus nos revela que a vida é sempre uma novidade que rompe velhos barris; ela é um fenômeno que emerge de forma misteriosa; ela se impõe, simplesmente.  Tal realidade desperta fascinação, provoca admiração e veneração… porque a vida é sempre sagrada. Diante dela ficamos extasiados, boquiabertos, escancarados os olhos e afiados os ouvidos. Ela nos atrai por sua força interna. A vida é sempre emergência do novo e do surpreendente. Portador de uma vida inesgotável, somos muito mais que o simples resultado de nossos esforços e lutas. Vivemos para mergulhar em algo diferente, novo e melhor.

Nossa vida não é um problema a resolver, mas uma experiência a acolher, uma aventura a amar e um mistério a celebrar. Afinal, somos discípulos(as) permanentes na escola do Mestre da vida! Nesse sentido, a experiência do Seguimento de Jesus é uma verdadeira “escola de vida”, cuja aprendizagem nos leva ao âmago do nosso ser, para enraizar nossa vida no coração cheio de nutrientes, dele haurir a força da vida divina e deixar-nos plenificar pela graça transbordante de Deus. Nada mais contrário ao espírito do Evangelho que a vida instalada e uma existência estabilizada de uma vez para sempre, tendo pontos de referência fixos, definitivos, tranqüilizadores…

Texto bíblico:  Jo 6,41-51

https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1409-o-desafio-de-ser-pao-para-os-outros

 

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